• Chegou a hora da verdade, golpistas

    No Blog da Cidadania

    Imagino que poucos tenham sido os que perderam tempo de sono assistindo à encenação barata levada a cabo no Senado da República na madrugada desta quinta-feira, 12 de maio de 2016. Este blogueiro não esteve entre esse bando de crédulos, por óbvio. Pouco importou o que disse este ou aquele senador. As cartas estavam marcadas.

    Não aconteceu nada de relevante no Plenário do Senado. Todos sabiam que nada havia a esperar. Nenhuma defesa de Dilma, por mais brilhante que fosse, mudaria o rumo das coisas. Nenhuma acusação que coonestasse o que lá ocorria veio nos salvar da confirmação de que a democracia estava sendo violentada com requintes de crueldade – pela capa torturante de “legalidade” (mal) estendida sobre o processo de impeachment de Dilma Vana Rousseff.

    O impeachment, pode-se dizer, ocorreu sob amplo constrangimento dos seus autores, dos seus executores e da assistência no entorno.

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  • Gravação mostra procuradores da "lava jato" tentando induzir depoimento

    Consultor Jurídico

    Ameaçar testemunhas com o intuito de influenciar o resultado de uma investigação criminal configura crime de coação no curso do processo, previsto no artigo 344 do Código Penal, já decidiu o Supremo Tribunal Federal. No entanto, é difícil imaginar qual é o possível desfecho quando a atitude é do próprio Ministério Público Federal.

    Ameaças veladas, como “se o senhor disser isso, eu apresento documentos, e aí vai ficar ruim pro senhor”, que poderiam estar em um filme policial, foram feitas em plena operação “lava jato”. E em procedimento informal, fora dos autos.

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  • 'Está muito claro que é um golpe de Estado', diz Nobel da Paz argentino sobre impeachment de Dilma

    Opera Mundi

    O vencedor do prêmio Nobel da Paz em 1980, o ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel, se reuniu nesta quinta-feira (28/04) com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Ele manifestou apoio à mandatária e afirmou que o processo de impeachment contra Dilma se trata de um “golpe de Estado”.

    “Está muito claro que o que se está preparando aqui é um golpe de Estado encoberto, o que nós chamamos de um golpe brando”, disse Pérez Esquivel à imprensa após o encontro. “Seria um retrocesso muito grave para o continente. Sou um sobrevivente da época da ditadura [militar na Argentina, 1976-1983], nos custou muito fortalecer as instituições democráticas. Aqui [no Brasil] se está atacando as instituições democráticas”, afirmou.

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Eles tem mídia, judiciário e muitos bandidos…

tituloNós temos uns aos outros.

Vimos pelas redes sociais que alguns eleitores sugerem rasgar o título de eleitor numa alusão a “não valer nada” por conta do golpe de 2016 promovido pelo PMDB. Calma gente!

Ele vale, e vale muito!

Este ano mesmo temos eleições. Se o eleitor está indignado com o conluio entre judiciário-mídia-corruptos o caminho não é abandonar o título de eleitor, mas fazer dele sua principal arma como resposta à truculência de um golpe sem crime provado e contra a Democracia brasileira.

Ele -o título de eleitor- agora deve estar na primeira aba de sua carteira. Sempre que abrir sua carteira deve enxerga-lo como a forma de lutar pelo que você acredita e já nas próximas eleições usa-lo com sabedoria subtraindo TODOS os candidatos dos partidos golpistas [em especial o PMDB e o PSDB] e adicionando aqueles que lutaram para preservar a Democracia e o Estado de Direitos.

Em 2018 vamos precisar de todo mundo e se o indignado rasgar o título estará favorecendo os golpistas porque se tornam maioria e perderemos toda a capacidade de lutar pelo que acreditamos ser mais justo, mais igual, democrático e soberano.

Eles tem mídia, judiciário e muitos bandidos envolvidos num conluio contra a Democracia. Nós temos uns aos outros e o título de eleitor como arma para derrota-los.

E uma quadrilha de fichas-sujas disse SIM ao impeachment

pmdbO Brasil viveu os últimos três anos de ataques diretos à Democracia.

Em 2013 o MPL, Movimento do Passe Livre, foi às ruas com a bandeira de impedir o aumento do transporte público. O mote era “não é apenas por R$ 0,20”. E não era mesmo. Quem acreditou na balela do movimento embarcou numa canoa que ia com explosivos implodir a Democracia brasileira.

Em meio a um bando de desorientados surgiram os black-blocks, mascarados que iam para as manifestações com claras intenções de saquear, quebrar patrimônio público e privado e gerar pânico. O governo do Estado de São Paulo, do governador Geraldo Alckimin (PSDB) foi complacente com as manifestações, afinal, atacavam Fernando Haddad, do PT, pelo aumento das passagens nos ônibus, mas ignoravam e sequer citavam o aumento de passagens do metrô.

Logo a seguir surgiu um homem no judiciário que tinha por alvo o PT. Joaquim Barbosa conduziu o TSE de modo a criminalizar o PT e, em meio à onda de protestos, a Rede Globo assumiu o comando das pautas. Pronto! Formou-se um conluio entre judiciário e mídia. Faltava convencer o Congresso. Mas este não era difícil porque maioria dos congressistas são fichas sujas, tem alguma pendência com a justiça.

O mais incrível é que o judiciário, que deveria promover a justiça, ignorou completamente qualquer criminoso de fato para focar-se apenas no PT e começaram a forjar provas, prender coercitivamente sem provas cabais, manter preso sem julgamento e condenar mesmo sem as “provas cabais” como disse a ministra Rosa Weber sobre José Dirceu (PT). Paulinho da Força com provas contundentes de crimes políticos continuou livre para votar pelo impeachment; Eduardo Cunha, com cinco contas na Suiça com dinheiro desviado de órgãos públicos, teve tempo suficiente para manter e conduzir o rito do impeachment; Agripino Maia, Aécio Neves e tantos outros pilantras com provas nas mãos da justiça foram ignorados por ela para garantir a votação do impeachment.

Conquistado a maioria do Congresso o conluio estava completo. Ontem, 11 de maio de 2016, o senado federal votou SIM pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, uma mulher sobre a qual não tem nenhuma acusação criminal, não possui contas no exterior e nem acusada de crime é. 2016 vai ficar conhecido como o ano que o PMDB violentou a Democracia brasileira.

Esta data e este fato não serão esquecidos pela história.

Mas não teríamos chegado à esse ponto se, mesmo com o conluio mídia, judiciário e congressistas bandidos, não tivessem encontrado apoio e eco entre a classe trabalhadora.

Extraído do blog do PT em Queimados

Sucessivos erros fragilizaram o PT em Queimados/RJ

Foi uma sucessão de erros.

_estrela_-_brancaEm 2012 o PT aliou-se ao PMDB num acordo que envolvia troca de posições nas eleições deste ano, mas quem conhece Max Lemos sabe que acordos com ele não são críveis. Escorregadio e egocêntrico, se o acordo não lhe favorecer ele não cumprirá. Sempre foi assim. Mesmo assim o PT apostou num governo de coalizão e partiu para indicar a vice-prefeitura e ocupar alguns cargos importantes no governo. O que o PT não avaliou era a tal coalizão envolvendo 23 partidos políticos e como um governo municipal de uma cidade com pouco mais de 110 mil eleitores contemplaria a todos e fazer uma gestão eficiente.

Eleitos, Max (prefeito) e Márcia Maria (vice-prefeita) começaram a gestão de maneira amigável. As indicações de duas Secretarias, entretanto, foram indicações sem critério técnico, mas político, e de acordo com o desenho feito para as eleições de 2016, tanto assim que as indicações não foram tratadas internamente, com discussões no partido, mas a nível de cúpula. Um erro crasso para o partido!

Parte dos que foram nomeados se rebelaram contra o projeto 2016 e resolveram aniquilar a candidatura de Zaqueu Teixeira e resolveram operar pela manutenção da aliança com o PMDB ainda que pese o fato do atual prefeito e de seu indicado para concorrer à sua sucessão terem editado na cidade aquilo que ficou chamado de Aezão, numa alusão à dobrada Aécio Neves e Pezão, golpistas que atuam pelo impedimento da presidente Dilma Rousseff, nas eleições de 2014.

Não bastasse a crise nacional que atingiu em cheio o Partido dos Trabalhadores todo esse imbróglio deixou de lado o PT que sofreu impactos difíceis de serem revertidos para as eleições 2016. Enquanto Zaqueu Teixeira era pré-candidato a prefeito pelo PT conseguiu reunir um grupo de 11 pré-candidatos a vereador. Quando Zaqueu migrou para o PDT, 10 deles migraram para outros partidos e o partido não conseguiu aglutinar pessoas com interesse na disputa. Com esse quadro, o PT não tem uma chapa de candidatos a vereador o que o obriga a pensar em aliança na proporcional considerando que deve ter, hoje, no máximo, 5 candidatos e todos do gênero masculino.

O PT Queimados que antes contava com Deputado Estadual, Vice-Prefeita e Vereador corre o risco de não eleger vereador e, ao final desta administração, ficar sem a Vice-Prefeita.

Quando os interesses pessoais falam mais alto que os interesses do Partido as consequências são drásticas.

Os acontecimentos empurram o PT para apoiar Zaqueu

ZaqueuIIParece inacreditável, mas é fato: os acontecimentos no Brasil e no Estado do Rio de Janeiro, com o jogo rasteiro promovido pelo PMDB de Michel Temer e Moreira Franco, golpistas convictos, acabaram por empurrar o PT/Queimados para apoiar Zaqueu Teixeira (PDT), que era pré-candidato pelo… PT.

O movimento articulado pelos filiados do PT com cargos comissionados no governo do PMDB em Queimados, apresentando uma candidatura “fake” para impedir que Zaqueu fosse candidato foi um duro golpe no partido. Além de escamotearem seus reais interesses o grupo esqueceu que para disputar eleição dependeria de uma nominata de candidatos na proporcional. Talvez já dessem como certa a aliança com o PMDB local, mas não levaram em consideração os acontecimentos que colocaram em lados opostos PT x PMDB, com o vice presidente da República Michel Temer articulando com Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, réu por corrupção,  por lavagem de dinheiro e por evasão de divisas entre outras acusações, ambos do PMDB, para golpearem sem dó a frágil Democracia brasileira derrubando uma presidente honesta eleita com mais de 54 milhões de votos pelo voto direto dos eleitores.

Em 26/04 a Comissão Executiva Estadual deliberou que os municípios fluminenses estarão impedidos de fazer aliança com “…os partidos que apoiam as tentativas golpistas contra a presidente Dilma Rousseff” , especialmente as cidades com direito à TV para a propaganda eleitoral. Pretende o Diretório Regional utilizar esse tempo para denunciar o golpe em curso citanto nominalmente vários municípios, entre eles Queimados. A mesma resolução indica priorizar a formação de uma ampla aliança com as forças populares e de esquerda e, a considerar o quadro em discussão neste momento, as águas desaguam no PDT onde o candidato é Zaqueu Teixeira.

Zaqueu migrou do PT para o PDT

O inacreditável é que Zaqueu Teixeira era pré candidato majoritário do PT às eleições em Queimados. Zaqueu chegou em Queimados em 2003 quando se apresentou disposto a ser candidato à prefeitura. Em 2004 terminou as eleições com 18% dos votos válidos. Em 2008 voltou a ser candidato a prefeito e em 2010 foi eleito deputado estadual com 30.583 votos. Em 2014 foi reeleito deputado estadual com 30.304 votos. Pretendia ser candidato a prefeito pelo PT nas eleições de 2016, mas teve sua candidatura questionada pelo grupo que desejava a manutenção da aliança com o PMDB. Este grupo indicou Ribamar de Lima para ser pré candidato a prefeito e assim disputariam uma prévia no partido. O movimento foi apenas para desgastar a candidatura de Zaqueu uma vez que o grupo desejava a manutenção da aliança com o partido do governo.

Postagens no Facebook ou em grupos de WathSapp demonstravam claramente que a printGetuliocandidatura de Ribamar de Lima era falsa e que apoiavam o candidato indicado pelo atual prefeito para concorrer pelo PMDB. Imagens publicadas pelo próprio Ribamar em seu perfil no Facebook sempre ao lado do pre candidato do PMDB davam mostras claras de que o discurso ocultava o real interesse do grupo.

Diante da incerteza no PT Zaqueu resolveu por foro íntimo migrar para o PDT que pretendia ter candidatura própria e necessitava de um nome viável eleitoralmente. A migração foi uma ducha de água fria nas intenções do grupo que pretendia apenas anular a candidatura de Zaqueu e assim favorecer a candidatura do PMDB, mas lhes restavam ainda a perspectiva de entregar o Partido dos Trabalhadores para o deleite do atual prefeito ainda que a história testemunhasse contra estas intenções. Em 2014, Max – atual prefeito, e Vilela – candidato indicado pelo prefeito, editaram na cidade aquilo que ficou conhecido no Estado do Rio de Janeiro como Aezão numa referência à dobrada Aécio Neves + Pezão.

O episódio foi um fiasco como revelou reportagem de Monato Viegas em O Dia titulada “Aezão” não anima Queimados e escreveu “… a festa de largada da campanha tucana não empolgou a população local. Sem Pezão, mas acompanhado do vice dele, Francisco Dornelles (PP), Aécio discursou para cerca de 300 pessoas, que não encheram o estacionamento do restaurante onde foi montado o palco”, mas isto deixava claro que o PT seria apenas um objeto de uso para as reais intenções do PMDB e do atual prefeito.

Os acontecimentos, entretanto, trataram de dar um novo rumo à situação política em Queimados. Depois de perder a candidatura de Zaqueu o PT está sendo levado a apoia-lo estando no PDT.

Que ironia!

Nota da Comissão Executiva Estadual do Rio de Janeiro

Sobre política de aliança nos municípios

A Executiva Regional do PT do Rio de Janeiro aprova Resolução Política determinando o rompimento de conversações em todos os municípios fluminenses com partidos que apoiam as tentativas golpistas contra a presidenta Dilma Rousseff. Consequentemente, todos os filiados petistas terão de sair desses governos. Ao mesmo tempo, o Partido dos Trabalhadores decide priorizar nas cidades a formação de uma ampla aliança com as forças populares e de esquerda, sobretudo nos municípios onde tem horário eleitoral de rádio e TV, para denunciar e combater os golpistas do Estado, como são os casos de Cabo Frio. Volta Redonda, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Queimados, entre outros. O GTE – Grupo de Trabalho Eleitoral – terá a responsabilidade de acompanhar o cumprimento dessa resolução.

Washington Quaquá – Presidente regional do PT do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 26 de abril de 2016

 

Não consigo engatar a ré

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A ré do Celta não engata? Aconteceu comigo.

Vou deixar uma dica por aqui que pode ser útil para os usuários do veículo Celta/GM.

Trata-se de um problema recorrente e uma falha de engenharia da GM.

Na quarta feira (13/04) cheguei em casa por volta das 19 horas e ao tentar colocar o carro na garagem – o que sempre faço em marcha ré; a marcha ré não engatava. Ao tentar fazer isto entrava a primeira marcha.

Na quinta identifiquei que a primeira passou a funcionar somente quando puxando a alavanca da ré e ao tentar a quinta marcha reduzia para a terceira.

Procurei uma oficina de confiança e o rapaz identificou que na ponta do cabo, onde existe um conector que se prende ao trambulador das machas já no motor (veja a foto) uma bucha se rompeu e o cabo ficou completamente frouxo.

Na foto o gatilho possível naquele momento porque na oficina não encontrei o reparo necessário nem nas lojas em Queimados/RJ especializadas em peças automotivas. Fixamos o cabo no trambulador com um arame e as marchas se regularizaram.

Preciso trocar o conector. Vou comprar um e levar de volta à Coelhão Pneus para pagar pelo serviço, muito menos pelo serviço em si, mas pela honestidade e comprometimento do pessoal de la.

Atualizando…

Depois que paguei R$ 65 pelo novo conector e me decepcionar, porque a peça é plástica e a bucha de silicone, provavelmente não vai durar um semestre, fiz alguns experimentos e cheguei à uma solução prática e super barata. Vamos à ela!

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Antes de iniciar vamos identificar aqui algumas peças: A mangueira, a ponteira e o anel são peças do rabicho de pia. O Pino-trava é o pino que fixa o conector no trambulador do carro. Muito cuidado ao tentar extrair este pino do seu conector.

Clique na foto para ampliar.

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Você vai precisar de um rabicho de pia como este da foto. Pode ser velho desde que tenha uma das pontas saudável. Nós vamos precisar daquela ponteira plástica que está conectada na ponta da mangueira e de um pequeno pedaço desta ponta da mangueira.

 

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Retire o anel plástico que aperta a mangueira na ponteira.

 

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Com uma serrinha ou qualquer outra ferramenta cortante corte a saliência externa da ponteira plástica.

 

conector3

Se não puder retirar o conector do cabo de marcha, leve o rabicho até o conector; retire o pino-trava que prende o conector ao trambulador com cuidado para não danifica-lo e encaixe a mangueira ao conector para marcar onde deve cortar. Certifique-se de que a ponta esteja bem ajustada ao conector. Se necessário, corte um pouco maior para aparar com a nova bucha já fixa no conector. Ao cortar a mangueira vai cortar também parte da ponteira.

conector1

 

Observem que a bucha criada por você terá uma parte externa com um pedaço da mangueira e na parte interna parte da ponteira plástica. A bitola (diâmetro) de ambas as peças será justamente a bitola do conector. e o buraco no centro é perfeitamente ajustado à bitola do pino-trava.

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Pronto! Você terá uma nova bucha para o seu conector e muito mais resistente feita com um produto que certamente você terá em sua casa e, se não tiver, não custará mais que R$ 10 reais com a possibilidade de fazer uma segunda bucha para futura necessidade.

Espero ter ajudado.

Compartilhem! Pode ser que ajude alguém a identificar o problema com o seu automóvel.

 

Pedagogia Apropriada à Educação: desafio da esquerda

Este artigo foi uma provocação da Secretaria de Formação Política do PT em Queimados feita ao deputado estadual Waldeck Carneiro, professor da UFF e ex-secretário de educação de Niterói.

É possível estabelecer uma pedagogia que oriente as diretrizes curriculares da cidade e aplica-la efetivamente em sala de aula?

Extraído de fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302002008100003
Extraído de fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302002008100003

A escola de Anísio Teixeira e os fundamentos pedagógicos de Paulo Freire foram construídos sob o alicerce de uma sociedade majoritariamente analfabeta. Se em 1920 cerca de 70% da população era completamente analfabeta, em 2000, o índice cai a pouco mais de cerca 12%. Com o passar dos anos aumentou-se substantivamente a oferta de escolarização e hoje se pode afirmar que mais de 90% das crianças estão em sala de aula. O governo popular do Partido dos Trabalhadores foi responsável pelo crescimento exponencial da escolarização no Brasil melhorando estruturas escolares, oferecendo alternativas de transportes, de alimentação e de material didático, e alterou significativamente nas classes mais excluídas da sociedade. O gráfico ao lado revela: se antes só brancos e ricos eram privilegiados em escolarização, com o governo popular as famílias mais pobres puderam escolarizar seus filhos e filhas sem prejuízo das demais camadas sociais.

Esses dados, entretanto, não significam qualidade no processo de ensino-aprendizagem. Melhorou a estrutura escolar com mais

Extraído de fonte: https://ensaiosdegenero.wordpress.com/category/raca-cor-etnia/
Extraído de fonte: https://ensaiosdegenero.wordpress.com/category/raca-cor-etnia/

escolas, mais instrumentos didático-pedagógicos, transporte e alimentação, mas a escola pedagogicamente falando é a mesma de Anísio Teixeira e Paulo Freire. Reproduzimos a pedagogia dos conteúdos. O artigo de Aloísio Milani na Revista Eletrônica Educação [disponível Aqui], em setembro de 2011, escreveu “Alunos são massacrados pelos pais e pela escola por apresentarem péssimos rendimentos em interpretação de textos, por não compreender o que leem, por não gostar de ler.” Isto pode ser verificado nos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) onde, por exemplo, para o quarto e quinto ano, aqui na cidade Queimados. A meta para alcançar o índice 4.8 não passou de exatos 4 pontos. Diferente de Japeri, cidade vizinha, cujo IDH é bastante inferior ao de Queimados, que tinha meta de 4.2 e superou alcançando 4.3 pontos na Prova Brasil.

Independente desses resultados é flagrante perceber grande dificuldade entre os meninos e meninas de até 16 anos em concatenar ideias, interpretar e construir textos ainda que seja desprezada a questão gramatical de acordo com o pensamento de Sírio Possenti e Marcos Bagno. E por que isto acontece?

O nosso entendimento à luz da ciência da educação, a Pedagogia, falta um elo entre quem ensina e quem aprende. Pedro Demo diz que professor que não pesquisa não tem o que ensinar. Critica a ausência de leitura em sala de aula. Ironiza ao dizer que professor só lê “quando sobra tempo”. Paulo Freire, por exemplo, fala de uma leitura que não depende de texto escrito. Ele fala de uma “leitura de mundo” claramente identificada no curtíssimo décimo primeiro parágrafo de seu texto “A importância do Ato de Ler” ao exprimir: “Na medida, porém, em que me fui tomando íntimo do meu mundo, em que melhor o percebia e o entendia na “leitura” que dele ia fazendo, os meus temores iam diminuindo.”

Imagem capturada da Revista Eletrônica Fórum
Imagem capturada da Revista Eletrônica Fórum

Além disso, nas palavras de Dermeval Saviani, em Pedagogia Histórico-crítica: Primeiras aproximações, ainda está presente entre nós “os mecanismos de adaptação [que] acionados periodicamente a partir dos interesses dominantes podem ser confundidos com os anseios da classe dominada”. Foi então que vimos professores em passeatas contra o governo pedindo intervenção militar no lugar de Paulo Freire.

Machete da revista Fórum, disponível na internet diz: “Professor cria polêmica em protesto contra Paulo Freire: Pedagogia do Oprimido é coitadismo, diz o sub lead. A matéria explicou

“…Entre pedidos de impeachment, intervenção militar, xingamentos e outras formas questionáveis de manifestação, uma faixa em especial chamou a atenção. ‘Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire’ foi a mensagem levada às ruas de Brasília pelo professor de história Eduardo Sallenave, de 27 anos.”

Caímos, portanto, num ponto fundamental a ser debatido exaustivamente. Entre nós professores e professoras expressamos diferentes ideologias e, ainda que pese a imperativa necessidade de conhecimento do alunado carregamos, em quantidade, uma intencionalidade ideológica que afeta sobremaneira a práxis educativa.

O deputado Waldeck Carneiro foi Secretário de Educação do município de Niterói. Remetemos à ele essas questões. Como é que equalizamos este problema respeitando a ideologia de cada um, mas implementando uma pedagogia que produza no alunado um aprendizado que internalizado possa torna-lo cidadão crítico, consciente, e que sirva para a promoção da paz entre as pessoas, lembrando o professor Ubiratan D’Ambrósio?

Na sua experiência na Secretaria de Educação sob uma gestão popular, que trabalha para a emancipação cidadã das pessoas, até onde é possível estabelecer uma pedagogia que oriente a prática educacional a ser adotada numa cidade, permeando as várias ideologias, mas com foco no alunado?

Considerando todas as dificuldades pelas quais os professores e professoras são submetidos como fazer para se tornarem “especialistas no alunado” de acordo com Maria Teresa Egler Mantoan?

São estas as questões ora apresentadas e gostaríamos de ouvi-lo repetindo a pergunta inicial. É possível estabelecer uma pedagogia que oriente as diretrizes curriculares da cidade e aplica-la efetivamente em sala de aula?

Numa perspectiva freireana o caminho é o diálogo, diz Waldeck

Quem esperava uma solução empacotada se decepcionou com o debate, porque o deputado Waldeck Carneiro, como professor que é, apresentou dados e falou de algumas experiências exitosas na cidade de Niterói, mas pontuou que não é possível comparar as duas cidades como parâmetro de ações para resolver os problemas que emergem do processo educacional considerando as realidades singulares de cada cidade. Enquanto Niterói, que já foi capital do Estado da Guanabara, com royalties do Petróleo e com todo trabalho já iniciado nos 8 anos que antecederam à gestão de Rodrigo Neves (atual prefeito de Niterói), Queimados teria que construir o seu próprio caminho “mas se há algo que posso dizer para enfrentar essa questão, numa perspectiva freireana de entender o processo educacional, sem perder o perspectiva dirigente, é a promoção de uma gestão participativa, fazer a educação pelo diálogo”, disse Carneiro.

Tal como os principais pensadores acadêmicos da educação Carneiro lembrou da necessidade de construir um Currículo etnopedagógico. O gestor pode – deve! – apresentar as diretrizes pedagógicos planejando ações a partir do diálogo com toda a comunidade escolar [professores, alunos, pais de alunos e outros colaboradores], estabelecendo metas e um processo avaliativo, mas cada unidade escolar precisa ser protagonista do seu projeto pedagógico. Lembrou que em Itaboraí/RJ, o teto de uma escola desabou por completo, felizmente num domingo. Isto remete ao pensamento de como se cuidam das estruturas escolares. Tornar a escola um espaço com acolhida digna para professores e alunos com salas limpas, bem iluminadas, seguras e com os instrumentos pedagógicos em condições de uso para o processo ensino-aprendizagem.

Carneiro também não esqueceu do grande desafio da esquerda: valorização dos profissionais de educação com salários dignos, formação continuada, reconhecimento. Também lembrou da necessidade de fortalecimento das instâncias que auxiliam a gestão educacional com assessoramento técnico e formação dos conselheiros para atuarem nos diversos conselhos escolares incluindo o Conselho Municipal de Educação. Os gestores (prefeito e secretário) precisam de boa articulação. Trouxe um exemplo que pode ser copiado de Niterói independente das característica de cada cidade em particular. Trata-se de um gabinete de projetos com uma equipe qualificada que traduzia em projetos bem construídos, com boa fundamentação, um orçamento justo, com metas e processos de avaliação definidos. Este gabinete pode atender não apenas a educação, mas a todas as áreas de competência da prefeitura.

O debate contou com a presença do vereador Elton Teixeira e do deputado Zaqueu Teixeira que encerrou os trabalhos.

Ciro e Bohn Gass explicam pedaladas fiscais

O vídeo abaixo mostra o deputado eleito pelo Rio Grande do Sul Elvino Bhon Gass explicando as tais pedaladas fiscais que o TCU resolveu utilizar para tentar dar o golpe e impedir Dilma de Continuar governando.

O objetivo dessa oposição, aliada às mídias e ao judiciário [em parte], é deixar o país instável, o povo com medo e receoso e, assim, em 2018, garantir a eleição da velha elite que detona direitos das minorias e da maioria mais pobre. Ciro Gomes fala do impeachment e das pedaladas fiscais. Este vídeo eu me apropriei do blogueiro Miguel do Rosário de O Cafezinho. Ambos os vídeos podem ser vistos pelo Youtube.

Tem muita gente precisando rever conceitos sobre verdades, mas essa gente quer mesmo saber a verdade?

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