• Sheherazade treme na base após entrevista de Lula

    No Blog da Cidadania

    Quem esperava um Lula acuado na entrevista que concedeu ao jornalista Kennedy Alencar nesta quinta-feira no SBT, deve ter tomado um susto.

    Sereno e bem-humorado, o ex-presidente articulou bem as palavras, mostrou – com convicção flagrante – indignação com as acusações que lhe são feitas e, de quebra, lembrou fatos que o distinto público não está acostumado a ver.

    A dupla de apresentadores do Jornal do SBT (Sheherazade e um outro de quem ninguém lembra o nome), no intervalo entre a primeira e a segunda partes da entrevista, ainda tentaram prejudicá-lo.

    A dupla destacou que Lula “Diz que não tem medo de ser preso”, como se sua prisão fosse iminente. Na verdade, tratava-se de resposta do ex-presidente a alusão do entrevistador a declaração do seu ex-chefe de gabinente, Gilberto Carvalho, de que pretendem “prendê-lo” para impedir que se candidate em 2018.

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  • Wadih e Jandira conversam sobre o golpe

    O Cafezinho

    O Rio não elegeu apenas Eduardo Cunha e Bolsonaros.

    O Rio também elegeu Jandira Feghali, Jean Wyllys e Wadih Damous.

    Aliás, parabéns a Jean Wyllis pelo prêmio de melhor deputado segundo o Congresso em Foco.

    Entre os 11 deputados mais votados, seis vieram da esquerda: Jean Wyllys, Chico Alencar, Ivan Valente, Edmilson Rodrigues, Jandira Feghali e Maria do Rosário. PSOL, PCdoB e PT. É um sinal - ufa! - de que a onda fascista está refluindo.

    Leia mais em Wadih e Jandira conversam sobre o golpe.


  • Dilma está errada por querer 'estocar vento'? Para cientistas britânicos, não

    Opera Mundi

    Pesquisadores da Universidade de Birmingham desenvolvem sistema com ar líquido para estocar energia proveniente de fontes intermitentes, como a solar e a eólica

    O debate sobre o desenvolvimento de fontes de energia limpas e sustentáveis segue na ordem no dia e, nesta semana, agitou as redes sociais depois da afirmação da presidente Dilma Rousseff que, em entrevista coletiva concedida na ONU (Organização das Nações Unidas), disse não existir tecnologia atualmente para “estocar vento”, em menção às dificuldades decorrentes da viabilidade técnica de se substituir as hidrelétricas por fazendas de energia eólica.

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Pedagogia Apropriada à Educação: desafio da esquerda

Este artigo foi uma provocação da Secretaria de Formação Política do PT em Queimados feita ao deputado estadual Waldeck Carneiro, professor da UFF e ex-secretário de educação de Niterói.

É possível estabelecer uma pedagogia que oriente as diretrizes curriculares da cidade e aplica-la efetivamente em sala de aula?

Extraído de fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302002008100003
Extraído de fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-73302002008100003

A escola de Anísio Teixeira e os fundamentos pedagógicos de Paulo Freire foram construídos sob o alicerce de uma sociedade majoritariamente analfabeta. Se em 1920 cerca de 70% da população era completamente analfabeta, em 2000, o índice cai a pouco mais de cerca 12%. Com o passar dos anos aumentou-se substantivamente a oferta de escolarização e hoje se pode afirmar que mais de 90% das crianças estão em sala de aula. O governo popular do Partido dos Trabalhadores foi responsável pelo crescimento exponencial da escolarização no Brasil melhorando estruturas escolares, oferecendo alternativas de transportes, de alimentação e de material didático, e alterou significativamente nas classes mais excluídas da sociedade. O gráfico ao lado revela: se antes só brancos e ricos eram privilegiados em escolarização, com o governo popular as famílias mais pobres puderam escolarizar seus filhos e filhas sem prejuízo das demais camadas sociais.

Esses dados, entretanto, não significam qualidade no processo de ensino-aprendizagem. Melhorou a estrutura escolar com mais

Extraído de fonte: https://ensaiosdegenero.wordpress.com/category/raca-cor-etnia/
Extraído de fonte: https://ensaiosdegenero.wordpress.com/category/raca-cor-etnia/

escolas, mais instrumentos didático-pedagógicos, transporte e alimentação, mas a escola pedagogicamente falando é a mesma de Anísio Teixeira e Paulo Freire. Reproduzimos a pedagogia dos conteúdos. O artigo de Aloísio Milani na Revista Eletrônica Educação [disponível Aqui], em setembro de 2011, escreveu “Alunos são massacrados pelos pais e pela escola por apresentarem péssimos rendimentos em interpretação de textos, por não compreender o que leem, por não gostar de ler.” Isto pode ser verificado nos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) onde, por exemplo, para o quarto e quinto ano, aqui na cidade Queimados. A meta para alcançar o índice 4.8 não passou de exatos 4 pontos. Diferente de Japeri, cidade vizinha, cujo IDH é bastante inferior ao de Queimados, que tinha meta de 4.2 e superou alcançando 4.3 pontos na Prova Brasil.

Independente desses resultados é flagrante perceber grande dificuldade entre os meninos e meninas de até 16 anos em concatenar ideias, interpretar e construir textos ainda que seja desprezada a questão gramatical de acordo com o pensamento de Sírio Possenti e Marcos Bagno. E por que isto acontece?

O nosso entendimento à luz da ciência da educação, a Pedagogia, falta um elo entre quem ensina e quem aprende. Pedro Demo diz que professor que não pesquisa não tem o que ensinar. Critica a ausência de leitura em sala de aula. Ironiza ao dizer que professor só lê “quando sobra tempo”. Paulo Freire, por exemplo, fala de uma leitura que não depende de texto escrito. Ele fala de uma “leitura de mundo” claramente identificada no curtíssimo décimo primeiro parágrafo de seu texto “A importância do Ato de Ler” ao exprimir: “Na medida, porém, em que me fui tomando íntimo do meu mundo, em que melhor o percebia e o entendia na “leitura” que dele ia fazendo, os meus temores iam diminuindo.”

Imagem capturada da Revista Eletrônica Fórum
Imagem capturada da Revista Eletrônica Fórum

Além disso, nas palavras de Dermeval Saviani, em Pedagogia Histórico-crítica: Primeiras aproximações, ainda está presente entre nós “os mecanismos de adaptação [que] acionados periodicamente a partir dos interesses dominantes podem ser confundidos com os anseios da classe dominada”. Foi então que vimos professores em passeatas contra o governo pedindo intervenção militar no lugar de Paulo Freire.

Machete da revista Fórum, disponível na internet diz: “Professor cria polêmica em protesto contra Paulo Freire: Pedagogia do Oprimido é coitadismo, diz o sub lead. A matéria explicou

“…Entre pedidos de impeachment, intervenção militar, xingamentos e outras formas questionáveis de manifestação, uma faixa em especial chamou a atenção. ‘Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire’ foi a mensagem levada às ruas de Brasília pelo professor de história Eduardo Sallenave, de 27 anos.”

Caímos, portanto, num ponto fundamental a ser debatido exaustivamente. Entre nós professores e professoras expressamos diferentes ideologias e, ainda que pese a imperativa necessidade de conhecimento do alunado carregamos, em quantidade, uma intencionalidade ideológica que afeta sobremaneira a práxis educativa.

O deputado Waldeck Carneiro foi Secretário de Educação do município de Niterói. Remetemos à ele essas questões. Como é que equalizamos este problema respeitando a ideologia de cada um, mas implementando uma pedagogia que produza no alunado um aprendizado que internalizado possa torna-lo cidadão crítico, consciente, e que sirva para a promoção da paz entre as pessoas, lembrando o professor Ubiratan D’Ambrósio?

Na sua experiência na Secretaria de Educação sob uma gestão popular, que trabalha para a emancipação cidadã das pessoas, até onde é possível estabelecer uma pedagogia que oriente a prática educacional a ser adotada numa cidade, permeando as várias ideologias, mas com foco no alunado?

Considerando todas as dificuldades pelas quais os professores e professoras são submetidos como fazer para se tornarem “especialistas no alunado” de acordo com Maria Teresa Egler Mantoan?

São estas as questões ora apresentadas e gostaríamos de ouvi-lo repetindo a pergunta inicial. É possível estabelecer uma pedagogia que oriente as diretrizes curriculares da cidade e aplica-la efetivamente em sala de aula?

Numa perspectiva freireana o caminho é o diálogo, diz Waldeck

Quem esperava uma solução empacotada se decepcionou com o debate, porque o deputado Waldeck Carneiro, como professor que é, apresentou dados e falou de algumas experiências exitosas na cidade de Niterói, mas pontuou que não é possível comparar as duas cidades como parâmetro de ações para resolver os problemas que emergem do processo educacional considerando as realidades singulares de cada cidade. Enquanto Niterói, que já foi capital do Estado da Guanabara, com royalties do Petróleo e com todo trabalho já iniciado nos 8 anos que antecederam à gestão de Rodrigo Neves (atual prefeito de Niterói), Queimados teria que construir o seu próprio caminho “mas se há algo que posso dizer para enfrentar essa questão, numa perspectiva freireana de entender o processo educacional, sem perder o perspectiva dirigente, é a promoção de uma gestão participativa, fazer a educação pelo diálogo”, disse Carneiro.

Tal como os principais pensadores acadêmicos da educação Carneiro lembrou da necessidade de construir um Currículo etnopedagógico. O gestor pode – deve! – apresentar as diretrizes pedagógicos planejando ações a partir do diálogo com toda a comunidade escolar [professores, alunos, pais de alunos e outros colaboradores], estabelecendo metas e um processo avaliativo, mas cada unidade escolar precisa ser protagonista do seu projeto pedagógico. Lembrou que em Itaboraí/RJ, o teto de uma escola desabou por completo, felizmente num domingo. Isto remete ao pensamento de como se cuidam das estruturas escolares. Tornar a escola um espaço com acolhida digna para professores e alunos com salas limpas, bem iluminadas, seguras e com os instrumentos pedagógicos em condições de uso para o processo ensino-aprendizagem.

Carneiro também não esqueceu do grande desafio da esquerda: valorização dos profissionais de educação com salários dignos, formação continuada, reconhecimento. Também lembrou da necessidade de fortalecimento das instâncias que auxiliam a gestão educacional com assessoramento técnico e formação dos conselheiros para atuarem nos diversos conselhos escolares incluindo o Conselho Municipal de Educação. Os gestores (prefeito e secretário) precisam de boa articulação. Trouxe um exemplo que pode ser copiado de Niterói independente das característica de cada cidade em particular. Trata-se de um gabinete de projetos com uma equipe qualificada que traduzia em projetos bem construídos, com boa fundamentação, um orçamento justo, com metas e processos de avaliação definidos. Este gabinete pode atender não apenas a educação, mas a todas as áreas de competência da prefeitura.

O debate contou com a presença do vereador Elton Teixeira e do deputado Zaqueu Teixeira que encerrou os trabalhos.

Ciro e Bohn Gass explicam pedaladas fiscais

O vídeo abaixo mostra o deputado eleito pelo Rio Grande do Sul Elvino Bhon Gass explicando as tais pedaladas fiscais que o TCU resolveu utilizar para tentar dar o golpe e impedir Dilma de Continuar governando.

O objetivo dessa oposição, aliada às mídias e ao judiciário [em parte], é deixar o país instável, o povo com medo e receoso e, assim, em 2018, garantir a eleição da velha elite que detona direitos das minorias e da maioria mais pobre. Ciro Gomes fala do impeachment e das pedaladas fiscais. Este vídeo eu me apropriei do blogueiro Miguel do Rosário de O Cafezinho. Ambos os vídeos podem ser vistos pelo Youtube.

Tem muita gente precisando rever conceitos sobre verdades, mas essa gente quer mesmo saber a verdade?

João e Maria e a Amizade Virtual

Imagem extraída do Blog Dicas de Aphrodyte

Imagem extraída do Blog Dicas de Aphrodyte

João e Maria ficaram conhecidos na história como aqueles dois irmãos que saíram pela floresta a marcar o caminho com migalhas de pão, encontraram uma casa feita de doces e seriam refeição de bruxa não fosse a ousadia de enfrentar o perigo.

Aqui nessa história João e Maria são também personagens fictícios porque preciso de uma história para lhes falar sobre a amizade virtual.

Amizade virtual existe, mas é como software, precisa de um hardware para acontecer e tal como qualquer aplicativo de jogo vicia. Não à toa vimos pessoas navegando na Rede em plena via pública enquanto caminha para chegar a algum lugar.

Como esquizofrênicos os navegantes falam, sorriem e até se aborrecem durante a caminhada, alguns conseguem se sentir contente com o que lê. Vez por outra vimos um ou outro indo de encontro com outro navegante enquanto perambula. Quando isto acontece se desculpam, se recompõem do vexame e seguem caminhando e navegando.

Pois bem. João e Maria se conheceram no Facebook. João enviou uma solicitação de amizade e Maria o aceitou.

Maria escrevia muito e sobre vários assuntos e escrevia bem. João ficou impressionado com o que lia no perfil de Maria e passou a segui-la com muita regularidade. João curtia as postagens de Maria e sempre as comentava, geralmente elogiando o texto em concordância com ele. No Chat in box João ousou conversar com Maria, mas as conversas eram curtas e sem nenhuma profundidade.

Mas João também sabia escrever e influenciado pela WEB resolveu criar o seu BLOG.

Aconteceu que um dia Maria publicou uma postagem no Facebook e por coincidência João fizera um artigo em seu BLOG tratando do mesmo assunto. Ao comentar a postagem de Maria, João citou o seu BLOG e deixou o link para quem desejasse conhecer melhor o seu pensamento sobre o assunto.

Maria Curtiu o comentário de João.

João sorriu e revelou que sua amizade por Maria era incondicional. Sempre que se reportava à Maria demonstrava que credenciara a amizade com “a melhor amiga virtual”.

No seu perfil no Facebook João também publicava notas, fazia comentários em notícias de jornais, artigos científicos ou crônicas além de publicar sempre o link de seus artigos do BLOG.

Nas postagens de Maria no Facebook João sempre deixava links para o seu BLOG ou para as postagens em seu perfil no Facebook.

Certo dia João se deparou com uma falsa notícia e percebeu que Maria inadvertidamente embarcou na “barriga” do jornal. Antes de comentar a postagem de Maria fez uma minuciosa pesquisa em bancos de dados do governo, outras fontes como Blogs e sites independentes e fez ele próprio um artigo para tentar esclarecer a questão. Só então João comentou a postagem de Maria advertindo-a do equívoco.

Maria Curtiu o comentário de João.

Não houve retratação, nem explicação sobre sua crença no assunto, Maria apenas curtiu o comentário de João. Então João resolveu perguntar in box o que Maria achou de seu artigo no BLOG. Maria disse que não teve tempo de ler o artigo, mas que iria fazê-lo assim que pudesse.  Isto fez acender uma luz no lado oculto daquela amizade.

João voltou ao seu perfil e observou as postagens que fez e percebeu que Maria aparecia em muitas delas como uma das pessoas que “Curtiu” a postagem. Nenhum comentário.

João passou a se valer do “princípio da reciprocidade” e parou de fazer comentários nas postagens que Maria fazia em seu perfil. Uma vez ou outra Curtia simplesmente.

Se lá no início João pode ter com Maria alguma prosa virtual esta prosa era agora apenas um emaranhado de perguntas e respostas, geralmente secas. E João fez um paralelo com os parcos comentários que recebia em suas postagens. Percebeu que para algumas dava respostas e para outras apenas curtia. Percebeu também que tinha entre seus comentaristas alguns dos quais jamais visitara o perfil. Não sabia qual era a visão de mundo do seu “amigo virtual” e estes, por afinidade com seus textos, estavam sempre presentes nos comentários no seu perfil no Facebook e, em algumas ocasiões, em seu BLOG.

Se deu conta, então, que ele não era um amigo para Maria, mas apenas seguidor. Concluiu que amizade é uma via de mão dupla: se alguém te concede amizade retribua!… Na Rede acompanhar alguém pelo que esse alguém diz na internet não significa conquistar uma amizade. Amizade tem raízes. Amigos entram em conflitos, mas a amizade implica em aceitar o outro com suas virtudes e defeitos. Os conflitos existem para a solidificação da amizade. No caso de Maria João não teve conflitos, mas não se sentia parte importante para Maria ainda que ele conferisse à Maria toda a importância naquela relação virtual.

João decidiu se voltar para aqueles os comentaristas de suas postagem e dar à eles a importância merecida e passou a Curtir somente as postagens de acordo com sua visão de mundo, e não apenas as de Maria, mas a de qualquer outro na sua relação de “amigos virtuais”. João descobriu ser as relações virtuais efêmeras; ao desligar o hardware a amizade deixa de acontecer e aceitou o fato de ser um seguidor de algumas pessoas e de ser seguido por outras porque, de fato, somos todos amigos, o que construímos na realidade são os inimigos de acordo com o nosso grau de tolerância.

Crianças registram incompetência do Poder Público

Em 2014 as enchentes em Queimados foram alarmantes.

O jornal O Dia registrou o prejuízo que afastou três mil alunos das salas de aula por causa das enchentes.

Parecia que a catástrofe poderia resultar em boas políticas que minimizassem o problema. Ledo engano!

Em dezembro de 2014 e janeiro de 2015 os problemas se repetiram. O que foi feito? Saneamento dos Rios Abel e Camorim. No Blog da Prefeitura registraram o feito como uma das mais importantes obras do governo:

Depois do Rio Abel, Queimados agora terá Rio Camorim canalizado e urbanizado

Felipe Carvalho – Após realizar a maior obra de canalização da história do município de Queimados, a do Rio Abel, o Prefeito Max Lemos lançará nesta quinta-feira, 20, ao lado do vice-governador e coordenador de infraestrutura do Estado, Luiz Fernando Pezão e do Secretário Estadual de Obras, Hudson Braga, a partir das 19h, no Salão de Festa Elite (Rua Nilton, Lote 40 – Vila Camarim – Fanchem) uma frente de obra ainda maior. Trata-se da canalização e urbanização do Rio Camorim.

De fato a obra foi importante. Melhorou o aspecto estético da cidade, mas isto não resolveu o problema da enchente e a razão é simples: a obra só pode ser feita dentro dos limites da cidade. Fora dela, ou seja, já em Nova Iguaçu, as obras não avançaram. Neste ponto há um estrangulamento do rio dos Poços, rio que recebe as águas do Rio Abel e Rio Camorim, oriundos de Queimados. Uma vez não encontrando passagem para toda a água que flui com mais facilidade nos Rios Abel e Camorim começam a encher e isto continua afetando o centro da cidade.

As crianças registraram por celular a enchente em um bairro que fica não mais que 1,5 km da Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro da cidade. Vejam as imagens:

Em 2013, num debate via Facebook o secretário de Urbanismo e Meio Ambiente prometeu discutir uma solução definitiva assim que os problemas emergenciais cessassem, mas ficou apenas na promessa. O problema das enchentes continuam porque o a solução não está no escoamento das águas de chuva, mas na nossa capacidade de retê-la antes de chegar aos Rios.

Infelizmente o poder torna as pessoas arrogantes e não percebem que soluções simples e com a ajuda dos munícipes os problemas seriam minimizados se não definitivamente resolvidos.

O tolo debate sobre a saída de militante do PT

Isabelle Truda foi uma militante aguerrida do PT e se destacou nas redes sociais durante a campanha. Suas posições políticas a levou a angariar algumas centenas de seguidores. Alguns para criticar o PT outros para ajuda-la em defesa do partido.

Entretanto ela ganhou destaque nas Redes Sociais (Facebook e Twitter) e no site Diário do Centro do Mundo quando anunciou sua desfiliação.

Logo após sua publicação muitos dos seus seguidores, e seguidores de seus seguidores, aproveitaram a oportunidade para iniciar um tolo debate sobre a subjetividade de ficar ou não em determinado ambiente de acordo com sua visão de mundo.

Ora, se uma pessoa decide que o melhor para ela é atravessar para o outro lado da rua que mal há nisso?
Mas aproveitadores não se importam com a subjetividade alheia, mas com a própria.

Foi assim que Luciana Genro mostrou o quanto pode ser medíocre ao convidar publicamente os insatisfeitos do PT para compor o nanico Psol.

Há mal em convidar uma pessoa para compor os quadros do partido? Não, se feito de maneira correta, como pessoa-a-pessoa. Tivesse Luciana Genro convidado Isabelle Truda pessoalmente para compor os quadros do Psol e de maneira reservada, somente entre as duas, teria sido uma atitude politicamente correta. E pode fazer isto com qualquer pessoa, inclusive com quem não manifestou desagrado com a reforma ministerial realizada pela presidenta Dilma Rousseff.

Mas o oportunismo lhe cegou a razão e preferiu a mediocridade da publicização política.

O que leva o debate sobre a saída de Isabelle Truda do PT para baixo são os comentaristas não qualificados. Estes já possuem posição a favor ou contra e age de maneira irracional. Poucos foram os que procuraram argumentar em favor de Isabelle e de sua decisão. Valter Pomar, liderança importante e membro da Direção Nacional do PT pediu que ela reconsiderasse apelando para mudar o PT por dentro, porque muitos de nós ficamos insatisfeitos com a nomeação de ícones do conservadorismo e até com a permanência de Zé Eduardo Cardoso, um ministro completamente inútil na pasta da Justiça a meu ver, mas construímos uma história que trouxe avanços para o Brasil nesses 12 anos de governo petista.

Não podemos esquecer que foi este partido quem incluiu mais de 40 milhões de pessoas. Foi este partido quem começou uma grande revolução acabando com as palafitas nas margens dos rios das grandes capitais garantindo moradia digna para milhões de pessoas. Sim, foi o PT que levou milhares de pessoas ao emprego garantindo-lhes renda para uma vida digna.

O que Valter Pomar tentou fazer foi manter a militante no partido para evitar que este mesmo partido não caia desgraçadamente nos braços dos capitalistas conservadores que não permitiam um avanço das classes mais pobres, embora tenha se assanhado com a nomeação de Joaquim Levy, Kátia Abreu, Gilberto Kassab entre outros e mantido Zé Eduardo Cardoso na pasta da Justiça.

Então apareceram dezenas de comentaristas que se aproveitaram da situação para fingindo apoiar a decisão de Isabelle Truda atacar o PT. Outros que não sabem e, portanto, não deveriam tentar defender o PT porque não o fazem de maneira respeitosa acabam por atacar a pessoa Isabelle Truda por uma decisão legítima e pessoal e da maneira mais esdrúxula que lhe convém.

É um debate tolo. Cada pessoa tem o direito de escolher o seu próprio caminho.

O debate deveria ser acerca das ideias de maneira racional e ponderada.

Infelizmente vimos pessoas que atuam como se advogados/as dela fossem e cometem asneiras das mais absurdas ao defendê-la. Desnecessário porque ela não tem que se defender ou se justificar. É uma escolha pessoal. Se quero conversar com ela acerca de sua possível permanência, assim como aqueles que a desejam tê-la como afiliada em sua instituição partidária, devemos fazer em particular, sem expor publicamente a pessoa Isabelle Truda ou qualquer outro militante que fizer igual manifestação.

MPL convoca para tentativa de golpe em 2015

Movimento tem alvo diferente do anunciado

Movimento tem alvo diferente do anunciado

MPL, ou Movimento do Passe Livre, convocou manifestações para janeiro de 2015 contra o aumento de passagem permitida pela prefeitura de São Paulo. Parece legítima a causa, não parece? Pois é, mas só parece.

As tarifas dos ônibus vão aumentar para R$ 3,50. O trabalhador assalariado com registro em carteira continuará a pagar o equivalente a 6% dos seus rendimentos, o mesmo que pagaria se a passagem fosse 1, 2 ou 5 reais.

Chamo a atenção para isto porque ao beneficiário o valor da tarifa dos transportes não será aumentada. Isto só ocorre quando o seu salário for igualmente aumentado; por exemplo: O trabalhador que ganha salário mínimo de R$ 729 lhe é descontado o valor de R$ 43,74. Quando o salário mínimo for aumentado para R$ 790 previstos para 2015, ele passará a pagar R$ 47,40 de custeio de transporte independente do valor da passagem. E se a passagem fosse aumentada para R$ 7? Sem problemas, ele continuaria a pagar os R$ 47,40.

Então, quem paga o restante?

O Vale-Transporte será custeado:
– pelo beneficiário, na parcela equivalente a 6% (seis por cento) de seu salário básico ou vencimento, excluídos quaisquer adicionais ou vantagens;
– pelo empregador, no que exceder à parcela referida no item anterior.

Então para que a manifestação convocada pelo MPL?

É um movimento político? É. Todo movimento é político e este tem um alvo: o PT.

Alegam os líderes do movimento que é uma causa justa. Alegam sobretudo que estão defendendo uma minoria que não tem carteira assinada e, portanto, não são beneficiários do Vale Transporte. O argumento seria válido se o foco não fosse o aumento dos ônibus, mas de todo o sistema de transporte: vans (peruas), trens, metrô e ônibus.

Acontece que o MPL não está preocupado com o aumento dos outros meios. Lhes interessam apenas os ônibus cuja concessão é municipal e, portanto, o aumento é permitido pelo prefeito Haddad, do PT, para a cidade de São Paulo. Nada sobre o metrô; nada sobre os trens. Sobre as vans (peruas) então… E o prefeito Haddad estabeleceu tarifa zero para todos os estudantes da pré-escola ao ensino universitário facilitando, assim, a vida de milhares de estudantes paulistas.

26/12/2014 18h19 – Atualizado em 26/12/2014 20h14
Haddad anuncia passe livre para estudantes e tarifa de ônibus a R$ 3,50
Câmara municipal teria sido comunicada da mudança nesta sexta-feira.
Tarifa de ônibus vai ser reajustada a partir de 6 de janeiro, diz Prefeitura.
Do G1 São Paulo
A Prefeitura de São Paulo informou, por meio de nota à imprensa, nesta sexta-feira (26), que vai instituir o passe livre para estudantes de escolas públicas e para universitários do Prouni, Fies e cotistas e que a tarifa de ônibus vai ser reajustada de R$ 3,00 para R$ 3,50 a partir de 6 de janeiro.

Nota-se, assim, que o objetivo é resgatar aquele movimento fascista de junho de 2013 que levou baderneiros a saquearem lojas, quebraram bancos e o patrimônio público.

Não é possível que os trabalhadores circulem apenas de ônibus, sobretudo quando vimos os trens do metrô abarrotados de gente em toda a malha metroviária. Além disso as contas não batem em favor dos trabalhadores. Parece que o MPL está saíndo em defesa dos empregadores, porque para eles há um aumento de custo. Querem que eu desenhe? Vamos lá!

Um trabalhador simples, de salário mínimo (R$ 729), cujo desconto em folha é de R$ 43,74, e que se vale de duas conduções de mesmo valor (R$ 3,00), trabalhando 20 dias por mês. O custo de passagem será de R$ 12 por dia, que multiplicado por 20 dias somam-se R$ 240. Mas o trabalhador só paga R$ 43,74. Quem paga os outros R$ 196,26? O Empregador.

Agora, quando a passagem aumentar para R$ 3,50 a parcela do trabalhador continuará a mesma de R$ 43,74, mas a do empregador aumenta para R$ 236,26, porque o custo total aumentou para R$ 280/mês. Então o MPL está saindo em defesa de quem?

O entendimento que tenho é que o MPL faz parte de um pacote a serviço da velha elite que se desespera com o PT no 2013bpoder e lhes prestam serviço para provocar o caos urbano e, assim, atingir as administrações petistas (de Haddad e de Dilma Rousseff) que levariam os parlamentos a discutirem um possível impeachment de ambos. É mais uma tentativa de dar o golpe já que nas urnas se mostram incompetentes. Se não ganham no convencimento tentam na força, na marra.

Vocês se lembram do que foi aquele movimento fascista de 2013. Ele ressurge agora em janeiro com a máscara das causas dos trabalhadores, mas que não passa de mera cortina para encobrir seus reais objetivos.

A Campanha Oportunista Contra o PT

Quer conhecer os covardes viva um momento de fraqueza.

Dilma Rousseff desagradou a esquerda indicando nomes como o de Joaquim Levy para a Fazenda e o de Kátia Abreu para a Agricultura.

O PT, ou parte dele, também se manifestou contrário, ainda que pese todas as explicações de Dilma para suas decisões. O fato é que há no PMDB muita gente e algumas provavelmente mais capacitadas que Kátia Abreu para assumir o Ministério da Agricultura. Até março de 2014 era Antonio Andrade, do mesmo PMDB, e não houve uma só voz na esquerda para falar contra, pelo menos não se tomou conhecimento dessa voz, se existiu.

Levy é ligado ao psdb e à Fernando Henrique Cardoso. Isso foi um golpe baixo em nós petistas convictos porque ficou parecendo que ganhamos, mas perdemos, como disse o mineiro derrotado Aécio Neves.

Isso desagradou a petistas e à oposição, mesmo aquela que se diz de esquerda [mas se alia à direita para combater um governo trabalhista] e então surgem os oportunistas. Luciana Genro, mostrando como pode ser medíocre, achou que podia cooptar petistas para o Psol. Pode até ser que alguns apareçam por lá, mas tal como eles, estes nunca foram petistas de fato.

Eu sou do PT desde 1985. Dentro das minhas limitações políticas ajudei o partido a chegar ao governo federal em 2003 com Luis Inácio Lula da Silva. Foi um governo brilhante do ponto de vista social. Brasileiros saíram da miséria; passaram a ter o que comer pelo menos duas vezes ao dia; muitos deixaram as palafitas e foram morar em casas dignas; foram criados empregos suficientes para atrair inclusive estrangeiros e chegamos ao ponto de eleger sua sucessora Dilma Rousseff.

Dilma nunca foi e jamais se aproximará da capacidade política de Lula. Jamais terá a sensibilidade social que Lula tem e seu governo jamais se aproximará do que foi o governo Lula. Mas se não Dilma quem seria? Olhem o quadro e me digam sinceramente se havia outro candidato na disputa que pudesse governar o Brasil de acordo com nossa visão de mundo.

De xiitas de esquerda à xiitas de direita passando por suspeito de ligação com o tráfico de drogas, como denunciou o policial Lucas Arcanjo [vídeo abaixo]. Dilma era a opção! Não havia outro/a.

Então os oportunistas aparecem porque o momento é delicado. Muita gente não sabe, mas no PT é assim que funciona. Se não estamos satisfeitos temos o DIREITO ESTATUTÁRIO de nos manifestar, inclusive publicamente, contra qualquer decisão de governo em nome do PT.

Vimos algumas manifestações do tipo “to pulando fora”. Mas estes nunca foram petistas de fato. Estavam no PT, mas quem ajudou a construir a nossa história, se está chateado com as decisões da presidenta como eu, vamos nos manifestar contrários, mas não vamos abandonar a história que ajudamos a construir. É simples assim.

Os oportunistas passarão, nós…

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