• Diga não à homofobia legiferante da Câmara dos Deputados

    No Blog da Cidadania

    Para discutir um projeto de lei elaborado por um desocupado – deputado Anderson Ferreira (PR-PE) – que pretende criar um “Estatuto da Família” com a finalidade de estabelecer “políticas públicas voltadas para a entidade familiar” a fim de garantir “condições mínimas” para sua “sobrevivência”, há que lembrar que vivemos em um país que há meros 37 anos proibia pessoas oficialmente “casadas” de se separarem.

    Funcionava assim: você oficializava sua união civil com uma pessoa do sexo oposto e essa união jamais poderia ser rompida totalmente. Quem se unia legalmente a alguém era perseguido para o resto da vida por aquele contrato firmado em cartório, pois ficava impedido de celebrar novo contrato com outra pessoa.

    Até 28 de junho de 1977, a fé católica impunha não apenas cerceamento da vontade dos cidadãos, mas, também, um estigma às mulheres, que, até então, ficavam “malvistas” se se desquitassem, ou seja, se rompessem parcialmente um contrato nupcial, mesmo se fossem casadas com um espancador e beberrão que as traísse reiteradamente. A mulher era sempre a “culpada” por uma separação e, assim, era segregada socialmente. Alguns podem achar que 37 anos é bastante tempo...

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  • Conspiração anti-Dilma esbarra em negativas de delator

    O Cafezinho

    Mais uma derrota da conspiração golpista para derrubar a presidenta.

    Incrível é que eles nem escondem mais: o corregedor do TSE, diante das negativas de Paulo Roberto Costa, de que a caixa de campanha de Dilma tenha sido contaminada com verba desviada da Petrobrás, em 2014, diz que as informações do delator “não fizeram a investigação avançar”.

    Mas tudo bem. No caso desse corregedor, me parece mais uma postura forçada, para responder às pressões brutais exercidas sobre ele, para obter algum material que possa alimentar o golpe.

    Às vezes o sujeito nem se sente à vontade nesse papel de cúmplice...

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  • Sete pontos para entender o que está acontecendo nas relações entre Cuba e EUA

    Opera Mundi

    De Sergio Alejandro Gómez | Granma | Washington - 02/06/2015 - 12h00

    Após restabelecimento de relações, “desafio maior é construir convivência civilizada baseada no respeito às profundas diferenças”, diz jornalista

    Passaram-se cinco meses desde que os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram, no último 17 de dezembro, sua intenção de abrir um novo capítulo de relações entre Estados Unidos e Cuba. Depois de um encontro histórico entre os dois governantes na VII Cúpula das Américas, começou em Washington a terceira rodada de debates de funcionários para avançar no restabelecimento de relações diplomáticas e na reabertura de embaixadas.

    Içar as bandeiras das missões de Washington e Havana já seria um marco entre as duas nações vizinhas que careceram de laços formais durante mais de meio século. No entanto, constituiria somente o início de uma etapa muito maior...

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Você sabe o que é leitura de mundo?

Visão de mundo é como você percebe a realidade que o cerca. Para o rico perder parte do seu patrimônio é como perder parte do seu próprio corpo porque a percepção que possuem da realidade está umbilicalmente ligada ao conceito possuir. Possuir coisas para o rico é sinônimo de superioridade, ou seja, pertencer a uma classe superior, privilegiada.

Rico, por exemplo, não gosta dos programas sociais que distribuem renda como o bolsa família porque diminui as desigualdades. É desesperador para esta classe abastada perceber que os pobres começam também a possuir ameaçando um privilégio que era somente deles. Foi de maneira declaratória que o jornalista da RBS Luis Carlos Prates reagiu quando comentou índices de acidentes numa estrada no Sul do país acusando o presidente Lula de ser o culpado porque permitiu que pobres tivessem acesso ao crédito e, logo, puderam comprar carros. Não é que pobre não sabia dirigir. Segundo o jornalista, os pobres brigavam em casa, enchiam a “cara” de cachaça e saía pra se distrair dirigindo e causavam acidentes.

Entendeu o bolo doido? Nem eu. A questão é que ele defendia que o pobre se mantivesse no seu lugar. Pobre não tem que possuir porque possuindo estaria mais próximo de ser igual e o responsável por diminuir essa desigualdade foi e é unicamente o presidente Lula.

Quando ACM Neto, o candidato a prefeitura de Salvador com o seu partido, o Democratas do Demóstenes Torres (embora digam que ele está sem partido), foi ao Supremo Tribunal Federal pedir a anulação do ProUni e o fim das cotas para negros e pobres nas Universidades Públicas, foi porque esta medida levou milhares de pobres a se tornarem doutores. Médicos, engenheiros, professores, administradores etc. Que ousadia essa a do presidente!!! Pobres na universidade? Quantos pesquisadores já enunciaram que universidade pública sempre foi de qualidade porque atendia exclusivamente aos ricos. E como eram poucos os ricos, tinha-se poucas universidades públicas. Quantas universidades fez o governo de Fernando Henrique Cardoso? Lula fez 14 e 120 campus, mais de 800 mil alunos beneficiados com o ProUni. Isso é horrível para quem deseja um esgarçamento das diferenças!

Então a classe abastada, desesperada com a possiblidade de muitos se tornarem iguais, tem uma leitura desse mundo e parte para a ação. É preciso impedir que nos tornemos iguais e o caminho é parar com a distribuição de renda, com os programas de inclusão como o ProUni, o SISU, o acesso ao crédito…

Mas e aquele que esta lá embaixo? Qual é a sua visão de mundo?

Quem nada tinha e passou a ter, e o que é melhor, a ter o essencial como acesso ao crédito e educação, começamos a entender que ter não é só pertencer, mas viver com qualidade e decência, privilégios que nos foram subtraídos ao longo dos anos antes de Lula. Nós que somos milhões de milhões a mais que àqueles temos visão de mundo diferenciada. Não adianta nos dizer que no Brasil paga-se muito imposto porque eles nos são necessários. São os impostos que pagam a conta da escola pública, da saúde pública, dos programas sociais como o ProUni e o Bolsa Família; que asfaltam nossas ruas, expande a oferta de água canalizada, garante a limpeza da ruas, a segurança pública etc. Ta bom. Não é tão bom quanto na Suécia, mas vamos analisar o nível de desigualdade entre as classes de lá e o nível de desigualdades entre as classes aqui? Então, a leitura que temos é que não é tanto imposto assim, tal que o empresário brasileiro não quer deixar de ivestir no seu negócio e tem expectativa de fazê-lo crescer ainda mais.

Durante um curso de especialização conheci um empresário que reclamou dos impostos para não poder aumentar o salário dos seus respectivos funcionários. Ele estava ali para nos pedir orientação sobre como melhorar o seu negócio. Vejam só. Enquanto o ouvíamos ele dizia que tinha comprado dois apartamentos na Barra (zona nobre da cidade do Rio de Janeiro), uma casa de praia e um sítio para reunir a família com os lucros de sua pequena empresa. Não nos parrece contraditório isso?

O problema é que no Brasil quem tem não quer perder nada e só pensa em aumentar o que tem. Quando vê quem não tem adquirindo bens e melhorando a qualidade de vida se sente diminuindo, empobrecendo, não que isto de fato esteja acontecendo, mas simplesmente por perceber o outro crescendo, deixando de ser miseravelmente pobre.

A leitura de mundo que aprendemos na vida cotidiana, como se pronunciou Paulo Freire (1921-1997), e que não aprendemos na escola, é a interpretação daquilo que secularmente nos prejudicou a todos mantendo-nos numa linha que não se distanciava da miséria e que mantinha uma classe tão distante de nós que a considerávamos inalcançável, de fato superior, capaz de nos inculcar valores e cultura fazendo um Brasil só deles. Depois de Lula o Brasil nos pertence, nos enche de orgulho e de esperança de que uma visão de mundo com uma sociedade mais justa e mais igual, com equilíbrio econômico, social e ambiental, e sem uma mídia para nos dizer o que temos que fazer ou crer.

Uma resposta

  1. eu só tenho a agradescer , muito obrigado lula , dilma , etc. Agora posso fazer faculdade , pois passei no enem . Como pode haver tanta indiferencas nesse mundo , imagine se a nossa presidência nos últimos anos estivesse nas mãos de outros presidentes , como FHC….

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