• Lewandowski: “Não fechamos a porta para contestação do impeachment”

    No Blog da Cidadania

    Seria atitude de Polyanna dizer que apenas o STF assumiu a posição de cachorrinho servil de um bandido investigado e indiciado por ter sido flagrado mantendo contas em paraíso fiscal europeu que não foram declaradas ao fisco brasileiro e quem, coincidentemente, “gerencia” a Casa dos Representantes do povo brasileiro. Quem ficou de quatro para Eduardo Cunha, então, foi a República, ao condescender que alguém como ele conduza processo que visa a deposição de Dilma Rousseff.

    Na transição entre a quinta e a sexta-feira, a Corte se debruçou sobre mandados de segurança impetrados por partidos da base do governo e/ou pela Advocacia Geral da União que pretendiam suspender a forma de votação da admissibilidade do processo de cassação do mandato de Dilma e a própria votação por vícios de origem do relatório do deputado Jovair Arantes que decidiu pela admissibilidade e acabou sendo acolhido pela maioria dos deputados da Comissão Especial do Impeachment.

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  • 71% dos golpistas também querem terceirização sem limites

    CUT

    Desde o início do processo de impeachment, a CUT tem alertado sobre a relação estreita entre a saída da presidenta Dilma Rousseff e a retirada de direitos trabalhistas. Uma ação estaria diretamente atrelada à outra.

    Ao cruzar os dados dos deputados federais da Comissão que aprovou o relatório do impeachment e os que votaram o Projeto de Lei 4330, da terceirização sem limites (leia mais abaixo), em abril de 2015, é possível observar que 71% dos parlamentares defendem ambos os ataques aos trabalhadores.

    No ranking dos partidos, o PSDB é campeão absoluto entre os que querem rasgar a CLT e o impeachment, com sete nomes. A sigla é seguida por DEM (três parlamentares), PMDB (três), PP (três), PTB (três) e Solidariedade (três).

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  • Dilma está errada por querer 'estocar vento'? Para cientistas britânicos, não

    Opera Mundi

    Pesquisadores da Universidade de Birmingham desenvolvem sistema com ar líquido para estocar energia proveniente de fontes intermitentes, como a solar e a eólica

    O debate sobre o desenvolvimento de fontes de energia limpas e sustentáveis segue na ordem no dia e, nesta semana, agitou as redes sociais depois da afirmação da presidente Dilma Rousseff que, em entrevista coletiva concedida na ONU (Organização das Nações Unidas), disse não existir tecnologia atualmente para “estocar vento”, em menção às dificuldades decorrentes da viabilidade técnica de se substituir as hidrelétricas por fazendas de energia eólica.

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Você sabe o que é leitura de mundo?

Visão de mundo é como você percebe a realidade que o cerca. Para o rico perder parte do seu patrimônio é como perder parte do seu próprio corpo porque a percepção que possuem da realidade está umbilicalmente ligada ao conceito possuir. Possuir coisas para o rico é sinônimo de superioridade, ou seja, pertencer a uma classe superior, privilegiada.

Rico, por exemplo, não gosta dos programas sociais que distribuem renda como o bolsa família porque diminui as desigualdades. É desesperador para esta classe abastada perceber que os pobres começam também a possuir ameaçando um privilégio que era somente deles. Foi de maneira declaratória que o jornalista da RBS Luis Carlos Prates reagiu quando comentou índices de acidentes numa estrada no Sul do país acusando o presidente Lula de ser o culpado porque permitiu que pobres tivessem acesso ao crédito e, logo, puderam comprar carros. Não é que pobre não sabia dirigir. Segundo o jornalista, os pobres brigavam em casa, enchiam a “cara” de cachaça e saía pra se distrair dirigindo e causavam acidentes.

Entendeu o bolo doido? Nem eu. A questão é que ele defendia que o pobre se mantivesse no seu lugar. Pobre não tem que possuir porque possuindo estaria mais próximo de ser igual e o responsável por diminuir essa desigualdade foi e é unicamente o presidente Lula.

Quando ACM Neto, o candidato a prefeitura de Salvador com o seu partido, o Democratas do Demóstenes Torres (embora digam que ele está sem partido), foi ao Supremo Tribunal Federal pedir a anulação do ProUni e o fim das cotas para negros e pobres nas Universidades Públicas, foi porque esta medida levou milhares de pobres a se tornarem doutores. Médicos, engenheiros, professores, administradores etc. Que ousadia essa a do presidente!!! Pobres na universidade? Quantos pesquisadores já enunciaram que universidade pública sempre foi de qualidade porque atendia exclusivamente aos ricos. E como eram poucos os ricos, tinha-se poucas universidades públicas. Quantas universidades fez o governo de Fernando Henrique Cardoso? Lula fez 14 e 120 campus, mais de 800 mil alunos beneficiados com o ProUni. Isso é horrível para quem deseja um esgarçamento das diferenças!

Então a classe abastada, desesperada com a possiblidade de muitos se tornarem iguais, tem uma leitura desse mundo e parte para a ação. É preciso impedir que nos tornemos iguais e o caminho é parar com a distribuição de renda, com os programas de inclusão como o ProUni, o SISU, o acesso ao crédito…

Mas e aquele que esta lá embaixo? Qual é a sua visão de mundo?

Quem nada tinha e passou a ter, e o que é melhor, a ter o essencial como acesso ao crédito e educação, começamos a entender que ter não é só pertencer, mas viver com qualidade e decência, privilégios que nos foram subtraídos ao longo dos anos antes de Lula. Nós que somos milhões de milhões a mais que àqueles temos visão de mundo diferenciada. Não adianta nos dizer que no Brasil paga-se muito imposto porque eles nos são necessários. São os impostos que pagam a conta da escola pública, da saúde pública, dos programas sociais como o ProUni e o Bolsa Família; que asfaltam nossas ruas, expande a oferta de água canalizada, garante a limpeza da ruas, a segurança pública etc. Ta bom. Não é tão bom quanto na Suécia, mas vamos analisar o nível de desigualdade entre as classes de lá e o nível de desigualdades entre as classes aqui? Então, a leitura que temos é que não é tanto imposto assim, tal que o empresário brasileiro não quer deixar de ivestir no seu negócio e tem expectativa de fazê-lo crescer ainda mais.

Durante um curso de especialização conheci um empresário que reclamou dos impostos para não poder aumentar o salário dos seus respectivos funcionários. Ele estava ali para nos pedir orientação sobre como melhorar o seu negócio. Vejam só. Enquanto o ouvíamos ele dizia que tinha comprado dois apartamentos na Barra (zona nobre da cidade do Rio de Janeiro), uma casa de praia e um sítio para reunir a família com os lucros de sua pequena empresa. Não nos parrece contraditório isso?

O problema é que no Brasil quem tem não quer perder nada e só pensa em aumentar o que tem. Quando vê quem não tem adquirindo bens e melhorando a qualidade de vida se sente diminuindo, empobrecendo, não que isto de fato esteja acontecendo, mas simplesmente por perceber o outro crescendo, deixando de ser miseravelmente pobre.

A leitura de mundo que aprendemos na vida cotidiana, como se pronunciou Paulo Freire (1921-1997), e que não aprendemos na escola, é a interpretação daquilo que secularmente nos prejudicou a todos mantendo-nos numa linha que não se distanciava da miséria e que mantinha uma classe tão distante de nós que a considerávamos inalcançável, de fato superior, capaz de nos inculcar valores e cultura fazendo um Brasil só deles. Depois de Lula o Brasil nos pertence, nos enche de orgulho e de esperança de que uma visão de mundo com uma sociedade mais justa e mais igual, com equilíbrio econômico, social e ambiental, e sem uma mídia para nos dizer o que temos que fazer ou crer.

Uma resposta

  1. eu só tenho a agradescer , muito obrigado lula , dilma , etc. Agora posso fazer faculdade , pois passei no enem . Como pode haver tanta indiferencas nesse mundo , imagine se a nossa presidência nos últimos anos estivesse nas mãos de outros presidentes , como FHC….

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