• Chegou a hora da verdade, golpistas

    No Blog da Cidadania

    Imagino que poucos tenham sido os que perderam tempo de sono assistindo à encenação barata levada a cabo no Senado da República na madrugada desta quinta-feira, 12 de maio de 2016. Este blogueiro não esteve entre esse bando de crédulos, por óbvio. Pouco importou o que disse este ou aquele senador. As cartas estavam marcadas.

    Não aconteceu nada de relevante no Plenário do Senado. Todos sabiam que nada havia a esperar. Nenhuma defesa de Dilma, por mais brilhante que fosse, mudaria o rumo das coisas. Nenhuma acusação que coonestasse o que lá ocorria veio nos salvar da confirmação de que a democracia estava sendo violentada com requintes de crueldade – pela capa torturante de “legalidade” (mal) estendida sobre o processo de impeachment de Dilma Vana Rousseff.

    O impeachment, pode-se dizer, ocorreu sob amplo constrangimento dos seus autores, dos seus executores e da assistência no entorno.

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  • A Justiça de Moro – Cláudia Cruz, inocentada. Já Marisa Letícia, nem depois de morta.

    O Cafezinho

    Por Bojonas Teixeira Marisa Letícia, submetida ao estresse extremo, sofreu um AVC e morreu. Os médicos são unânimes em que o ambiente de pressão, de perseguição e linchamento foi causa decisiva para essa morte. Mas, mesmo assim, Sérgio Moro não a absolveu. Os advogados pediram a absolvição dela após a morte. Mas ele não aceitou. Apenas decretou a “extinção da punibilidade”. Ou seja, manteve um espinho cravado sobre a alma dela, mesmo depois de morta. Perseguindo-a, com as fúrias da lei, mesmo no outro mundo. Mas e Claudia Cruz? Cláudia, foi absolvida.

    Marisa Letícia nunca teve conta na Suíça, não fez gastos de US$ 526 mil no cartão de crédito, ou seja, mais de meio milhão de dólares, em compras suntuosas nas capitais do luxo. No entanto, apesar de Cláudia, como é conhecida na intimidade, gastar mais de meio milhão de dólares em futilidades, Moro viu nisso só inocência. Só vislumbrou boa fé. No caso de Maria Letícia, ao contrário, aceitou a denúncia ridícula que a acusa de lavagem de dinheiro por um triplex que ela nunca usou. Cláudia Cruz comprou, usou, consumiu, usufruiu, ostentou. Mas é inocente. Já no caso de Marisa, não comprou, não usou, não habitou – Mas havia elementos suficientes para que o juiz aceitasse a acusação.

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  • Doleiro preso por tráfico ajudaria Aécio na lavagem de propina, suspeita Lava Jato

    GNN Notícias

    Jornal GGN - No documento em que reforça o pedido de prisão contra Aécio Neves ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República Rodrigo Janot revela que além da empresa da família Perrela, um doleiro condenado por tráfico internacional de diamentes é suspeito de ajudar o senador mineiro na lavagem da propina que ele teria recebido da JBS.

    Nas investigações sobre o caso, a Polícia Federal flagrou o assessor parlamentar de Zezé Perrela, Mendherson Souza Lima, conversando de maneira cifrada com o doleiro Gaby Amine Toufic Madi, condenado a 7 anos de prisão em 2016.

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  • Recomendo leitura

Fascismo, moro e essa molecada do mbl.

fascismoO fascismo se adapta aos modismo como um camaleão e se apropria de símbolos e elementos históricos do grupo que ele quer dominar. O objetivo é chegar o poder e seu discurso é inovador, revolucionário e cativante, mas assim que chega ao poder torna-se extremamente autoritário, hierárquico e trabalha para a manutenção do status quo desde que se submentam à sua autoridade (Rodrigues, disponível em https://youtu.be/I4wJ8iTqgVY). Vocês se lembram do mbl (movimento Brasil livre) se apropriando dos movimentos do MPL (Movimento do Passe Livre)? Vocês se lembram de como eram revolucionários e como arrebanharam dezenas de simpatizantes? Pois o mbl reúne um bando de inconsequentes como Fernando Holiday, que se elegeu vereador em São Paulo e Kim Kataguiri, com a promessa de livrar o Brasil da corrupção, logo eles que jamais trabalharam em suas vidas.
Continuemos…
Fascismo é uma mistura de ideias políticas que vai da extrema esquerda à extrema direita, portanto, contraditório. Humberto Eco vivenciou e nos deixou sua compreensão do fascismo dizendo-nos que eles se apresentavam na Itália como revolucionários, mas apoiavam a monarquia; anunciavam lealdade ao exército, mas tinham sua própria milícia; discursavam como religiosos e tinham no cristianismo a base para a bondade e a caridade, mas ao mesmo tempo ofereciam uma educação xenofóbica, etnofóbica, violenta e opressora. Recentemente Fernando Holiday, vereador em São Paulo, invadiu uma escola pública paulista para “fiscalizar” possível doutrinação marxista por parte dos professores (Veja em https://goo.gl/g8Lqkj ). O movimento desse grupo que se iniciou em junho de 2013 chegou a apresentar como slogan “Deus, pátria e família”. Membros do movimento ostentavam cartazes com dizeres “menos Paulo Freire”, o maior educador brasileiro e mais lido no mundo. O mesmo grupo que atacava com discursos revolucionários jamais brandiu uma única palha contra os corruptos da direita minoritária, mas potentosa com aliança mídia-direita e judiciário, a mesma direita que fez uma reforma que empobrece o ensino fundamental e médio no Brasil, suprimindo ou facultando o ensino de disciplinas fundamentais para a formação acadêmica do estudante.
Paxton (?)¹, em A Anatomia do Fascismo, nos revela que o fascismo teve seu êxito inicial com “meliantes que chegaram ao poder numa época de decadência moral” e que nem a psicanálise soube explicar por qual razão “se alguns líderes do fascismo eram de fato loucos, seu público os adorava”. Chegamos ao juiz de Curitiba, Sergio Roberto Moro. Sim, porque só sendo louco para jogar no limbo uma carreira conquistada, sabe-se lá como, mas que lhe permitia ser um Jurista e não um justiceiro, para fazer Justiça e não justiçamento. Ou seja, ele poderia optar por equalizar as desigualdades, mas optou por outro caminho. Foi ele que aboliu o Estado de Direito para praticar seu justiçamento. E Paxton revela que o fascista tem preocupação obssessiva com o declínio comunitário, com a vitimização, a humilhação e adota cultos de compensação de unidade, energia e pureza associando-se às elites rompendo com a liberdade democrática e o Estado de Direito e passam a perseguir pessoas, grupos e/ou instituições, usando de uma violência redentora, sem limites éticos e legais em nome de uma limpeza interna e uma expansão externa (Rodrigues).
Se lembram de como foi a condução coercitiva do presidente Lula? Obersevem o modus operandi e me digam se não houve violência desnecessária. O próprio presidente Lula reclamou com o autor do mandato de condução coercitiva. Esta, na Lei, só deveria acontecer caso o convidado a depor se negasse a fazê-lo, mas não houvera, até ali, nenhum convite ao presidente Lula para depor, logo, sem necessidade da condução coercitiva. Correlacionem a teoria de Paxton com as ações de Sérgio Moro e vejam se não houve ruptura da liberdade democrática e ruptura do Estado Democrático de Direitos em nome do combate à corrupção. Esse discurso, entretanto, opõe-se diametralmente às suas práticas, pois aliou-se à elite brasileira levando ao poder meliantes investigados pela justiça com provas cabais de crimes de corrupção. Para alcançar seu intento não teve pudor em ignorar os limites da ética e da legalidade jurídica da qual deve pautar suas ações enquanto Juiz de Direito.
Paxton também ressalta que o fascismo usa da retórica apoiada no sentimento de grave crise fora do alcance de soluções pelos meios tradicionais (voto livre, Democracia, Estado de Direito) e apontam sugestão como representação política única por partido de massa organizado hierarquicamente com ideologia sustentada pelo discurso do líder que sozinho é capaz de determinar valores, ritos e destinos históricos de sua nação. É característica desse fascismo exaltar a coletividade em detrimento dos valores individuais liberais e projetos comuns rejeitando pensamentos contrários como o comunismo, o socialismo, o anarquismo optando pela colaboração, ainda que forçada, de classes estagnadas incapazes de se opor ao regime. Na essência é um modelo contrarrevolucionário que rejeita a luta de classes. Será que somos capazes de enxergar fascismo nesse combate sistemático aos movimentos sociais como o MST e a CUT? Essas duas entidades tão combatidas recentemente pela elite empoderada pelo fascismo jurídico de Sérgio Moro estão em permanente conflito com a classe dominante e por isso necessário destrui-las para reinar a paz desejada pelos fascistas. Todas as características apresentadas por Rodrigues e Paxton estão presentes nas atitudes do juiz Sérgio Moro e do grupo mbl. Creiam que mesmo com a crise econômica de 2009, que se alastrou pelo mundo ,o Brasil tinha seus impactos sob controle. A partir do impeachement da presidenta Dilma e com a situação sob o controle dos fascistas liderados pelo jurista Sérgio Moro entramos numa recessão gerando desemprego e diminuindo a renda do trabalhador, mas a maior crise estamos vivendo nesse momento, e é uma crise moral porque sob a batuta do fascismo optamos por afastar os inocentes (até hoje jamais encontraram provas de corrupção do presidente Lula e jamais apresentaram provas de incapacidade ou de improbidade da presidenta Dilma) e colocar corruptos comprovados em seus lugares.
O pior de tudo: o judiciário brasileiro se ajoelhou diante do barulho estridente do fascismo.
¹ Paxton, Robert. A Anatomia do Fascismo. Paz e Terra, ?, tradução de Patrícia Zimbes e Paula Zimbes.

Atrás do voto encontro decepção

Queimados é uma cidade com aproximadamente 75 km², 160 mil habitantes e pouco mais de 103 mil eleitores. Está situada a 50 km da capital do Estado do Rio de Janeiro. Emancipada em 1990 teve seu primeiro governo em 1993 recheado de denúncias de corrupção. Antes da emancipação eu pertencia a um grupo ligado a pessoa de Ivan Calais, então micro empresário que sempre se doou ao Partido dos Trabalhadores sem jamais ter sido reconhecido por seu empenho. Trabalhamos juntos pela emancipação com a produção e distribuição de panfletos apelando pelo SIM à autonomia política e administrativa do distrito de Queimados. Participamos com candidatura própria em 3 das 6 eleições majoritárias: 1992, 2004 e 2008 (eleito um vereador). Em 2010, eleições Estaduais e Nacional elegemos um deputado estadual e em 2012 fomos levados à uma aliança com o PMDB e elegemos a vice prefeita e reelegemos o vereador eleito quatro anos antes.

Pois bem; eu sou candidato a presidente do PT em Queimados, partido que desde o primeiro momento juntou-se aos emancipacionistas e colocou a disposição para a luta diária todo o seu contingente de filiados, coisa que não passava de algumas dezenas de indivíduos. Hoje o número de filiados passa dos 3 mil e aptos a votar no PED somam mais de 1500. Como candidato me pus a procurar parte deles porque, desde já, confesso, nossa missão é alcançar um percentual em torno dos 35%. Todos nós da Chapa Unidade, Força e Democracia sabíamos que nossa tarefa não seria fácil porque temos como adversários todos os comissionados e os eleitos (deputado estadual, vice prefeita, todos os chefes de gabinetes, dois secretários de governo e vários outros em cargos menores). Entre eles estão Getúlio Santos de Souza, ex-presidente e chefe de gabinete de uma das secretarias; Messias da Conceição, chefe de gabinete da outra secretaria; Elton Teixeira, secretário de Ação Social; Ribamar Dadinho, secretário de Cidadania; Cesar Mota, chefe de gabinete de secretaria de governo; Márcia Teixeira, vice-prefeita e esposa do deputado; o próprio deputado estadual Zaqueu Teixeira, entre outros.

Nunca me iludi achando que sairia vencedor de uma disputa onde analogicamente podemos nos referir ao mito bíblico Davi contra Golias. Nossa candidatura tem uma razão de ser: queríamos debater o partido que queremos. O debate literal não vai acontecer porque a Comissão de Organização Eleitoral é um poço de incompetência. Quem realmente cuida do processo era, por sua vez, representante da então candidata a presidente Márcia Teixeira (não sei se continua a ser representante da nova candidata substituta). Nossa candidatura está posta e vamos levá-la até o dia 10, às 17 horas, independente do que se pode constatar até aqui.

Apesar da enorme diferença entre as candidaturas postas minha decepção não ocorreu no embate propriamente dito, porque conhecendo as pessoas que comandam o grupo majoritário sabia desde sempre que seria assim. A decepção se deu na busca pelo voto propriamente dito.

Esta semana visitei alguns filiados. Claro que encontrei gente boníssima e disposta a ouvir, opinar e revelar suas angústias, frustrações e expectativas em relação ao PT, mas encontrei, também, pessoas que não deviam estar no PT. De um dos filiados visitados conheci visceralmente todos os seus problemas financeiros: cartão de crédito, cheque especial, dívidas de crédito e contas a pagar. Não se envergonhou em dizer que poderia nos ajudar, mas teríamos que ajudá-lo com suas pendências financeiras. Teve outro que revelou estar no PT por conta de alguém que seria candidato e não foi, mas não conhecia nada do PT e não estava disposto a se envolver no processo eleitoral. Quando soubemos de quem se tratava, lhe confidenciamos que jamais teríamos o seu voto porque aquele outro havia pedido ajuda pecuniária para nos ajudar e como nos recusamos a pagar ele, por sua vez, manifestou voto em quem já tem maioria. Pedidos de conserto de carros, ajuda com material de construção, ajuda pecuniária… Em que partido estou, caramba?! O que fizeram com o PT que ajudamos a construir?

As eleições internas viraram um grande balcão de negócios. A responsabilidade é de todos nós que permitimos isto, mas recai com mais peso sobre os que possuem mandatos porque para garantir o controle total do partido praticam o que nos discursos condenamos. Eu sabia desde o início do meu limite, mas agora até as possibilidades estão ameaçadas uma vez que não me sujeito a corrupção impregnada no partido. Não vou pactuar com isto ainda que me custe uma derrota acachapante.

As Organizações Globo e o crime contra o Estado

As organizações Globo tentam manipular tudo para que as coisas sejam do jeito que pensam os Marinhos, concessionários dos canais Globo de comunicação. Fizeram isso para eleger Fernando Collor em 1989 e derrubar Lula. Tentaram fazer isso em 2002 e 2006 e agora fazem isso para que o povo passe a odiar o PT e a presidenta Dilma e assim voltar a ter benesses que o Estado, na mão dos neoliberais, sempre estendiam à Família Marinho.

Um cafezinho derrubou por terra qualquer resquício de honestidade das organizações e dos concessionários. Miguel do Rosário, titular do blogue O Cafezinho, obteve de uma fonte documentos que provam que a Rede Globo tem dívida “Em trânsito” milionária com o Estado e faz de tudo para não pagar. Mas não apenas isto, a Globo não queria que viesse à público suas transações em paraísos fiscais envolvendo Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF e a FIFA nas transmissões exclusivas da Copa do Mundo.

Infelizmente o Escrevinhador do jornalista Rodrigo Vianna trouxe outra bomba que merece atenção redobrada. O processo não foi digitalizado (?) e sumiu, simplesmente sumiu da Receita Federal de acordo com suas fontes.

Fosse qualquer coisa a respeito de Lula estariam todos, inclusive a própria Globo através de seus militantes Merval Pereira, Sardenberg, Míriam Leitão, Alexandre Garcia, Arnaldo Jabor, Ana Maria Braga etc. a pedir CPI e impeachment do ex-presidente, além das bancadas do PSDB, PPS e Democratas a posar de paladinos da moral e da ética para moralizar o Brasil. Mas é a Globo. Os paladinos se calam; a globo tergiversa; os coxinhas que exibiam cartazes ofensivos contra Lula, contra a PEC 37 e contra a vinda de médicos que poderiam salvar milhares de vidas se calam. Manifestações somente contra o PT.

Existe corrente uma forte campanha para dirimir as forças do PT e os veículos de comunicação concentrado na mão de seis famílias são os principais percursores desse movimento. O que mais nos estranha, entretanto, é a inércia do governo frente aos ataques brutais que vem sofrendo. Todos os dias os noticiários dão conta de um Brasil quebrado, com sua economia em frangalhos, inflação alta e descontrolada, corrupção galopante… Sabemos que o ministro das comunicações representa um bloqueio entre os interesses do PT de democratizar as mídias e os interesses desse grupo de trazer de volta os neoliberais cuja missão é tirar dos pobres e dar aos ricos reservando grande fatia do erário para suas concessionárias, mas o que não entendemos é a imobilidade do governo diante de denúncia tão grave quanto esta levantada por Miguel do Rosário. As Organizações Globo deve ao fisco e ela tem que pagar por isto. Este fato é tão grave que esta mesma organização deveria ser considerada inidônea e assim impedida de realizar transações comerciais com o poder público.

Nos interessa saber agora por que o governo é tão duro com o pequeno contribuinte e tão permissivo com essas grandes corporações, sobretudo estas que dia-a-dia travam duras batalhas para derrubar este governo e impor um que atenda suas exigências.

As manifestações eram manipuladas

Você é um cidadão que fica indignado porque vai ao hospital e está sempre cheio com muitas pessoas enfermas, feridas espalhadas pelos corredores. Faltam médicos e medicamentos e o atendimento é sempre da pior qualidade; se tem um parente que estuda em escola pública fica indignado porque o mês letivo só tem 12 dias, os outros dias úteis estão em greve, paralisação, reunião pedagógica, conselho de classe ou porque o professor mal pago faltou; fica indignado porque o bairro onde mora o asfalto durou apenas 6 meses e a lama já voltou, as lâmpadas dos postes nas ruas já estão queimadas e ninguém toma providência e o lixo se espalha por todo o bairro tem razão em querer protestar, não pelos 20 centavos de aumento do preço das passagens, mas por tudo isso que nos causa indignação. Mas os protestos que começaram em São Paulo não tinha outra pauta a não ser os 20 centavos e os mauricinhos que estavam lá protestando sequer usam ônibus, mas havia um motivo para o protesto: o prefeito agora é do PT!

Intencional ou por absoluta incapacidade de lidar com extremos a não ser pela violência, a polícia do Estado de São Paulo, do governador Geraldo Alckimin (PSDB) baixou o cacete nos manifestantes. Pronto! Deixou de ser por apenas 20 centavos. A partir desse bordão todos os indignados resolveram atender as convocações para protestar por qualquer coisa e aqueles que precisam dos hospitais públicos, das escolas públicas e todos os que sentem falta de um serviço público de qualidade foram às ruas, mas já neste momento Arnaldo Jabor mudava de opinião e isso representava um perigo real de apoderamento do movimento pelo setor mais reacionário do país: a velha mídia.

Em meio as bandeiras das necessárias melhorias nos serviços públicos e pela redução das tarifas das passagens começou a surgir as bandeiras jogando tudo numa vala comum do nada presta e é preciso começar do zero. Entretanto, para eles, o começar do zero significa interromper os governos petistas o que significa um golpe porque os prefeitos, governadores e presidenta foram eleitos democraticamente pela maioria dos votos dos eleitores em cada instância e signfica ainda manipulação das mais toscas uma vez que as manifestações não foram convocadas com este objetivo específico. Como aconteceram as manipulações? Simples. Os golpistas iam para as Redes Sociais e convocavam manifestações teoricamente pacíficas, em geral com a determinação da ausência de bandeiras de partido político, e aquele grupo indignado pela precarização dos serviços públicos atendiam às convocações com suas inocentes bandeiras, mas ao fundo legitimavam aquilo que a velha mídia queria e que todos os dias noticiavam em seus veículos: as manifestações eram contra os políticos e contra a corrupção, como se o PT fosse o partido que levou a corrupção para a máquina pública, e direcionavam suas críticas aos julgados na ação penal 470 e à presidenta Dilma Rousseff.

Ora, hoje mesmo a Polícia Federal (do governo Dilma Rousseff) saiu para efetuar a prisão de corruptos que surrupiavam o dinheiro público em pelo menos uma centena (100) cidades espalhadas pelo Brasil. 10 somente em Minas Gerais. A corrupção ocorre com mais frequencia nas cidades. Aqui mesmo em Queimados nós temos um exemplo claro de corrupção que não deu em nada. Desde o governo de Moreira Franco, em 1991, a cidade recebeu recursos do governo do Estado do RJ e do governo federal para a construção de um hospital que nunca ficou pronto. O dinheiro veio dos presidentes Fernando Collor, José Sarney e Fernando H. Cardoso. Lula esteve aqui durante a gestão do prefeito Rogério do Salão e reviu o projeto. Tinha que derrubar o que estava pronto e podre pra fazer um novo. E o hospital não saiu do projeto. Então? Vamos culpar Fernando Collor, José Sarney ou Fernando H. Cardoso porque os prefeitos de Queimados resolveram desaparecer com o dinheiro sem construir o hospital?

Mas a manipulação não terminou. A mídia que pautou a mudança nos rumos políticos é a mesma que agora quer impedir o povo de participar da mudanças. O Plesbicito proposto pela presidenta Dilma está sendo diuturnamente combatido por seus fiéis escudeiros (jornalistas e colunistas) contrapropondo um referendo, uma imbecilidade que tentam nos empurrar para saber se o cidadão aprova o que o Congresso aprovou ou não. Mas os manifestantes não exigiam maior participação no processo? Participar, neste caso, é determinar as diretrizes e não referendar o que eles querem nos fazer aceitar. Essa velha mídia tem tanta força que sua bancada no Congresso Nacional segue fielmente sua orientação.

As manifestações que ainda persistem agora tem bandeira mais à esquerda e trata de temas que incomodam a velha mídia. Mas agora a velha mídia trata-os como baderneiros. O estrago que queriam provocar já está feito.

Declaração Ideológica

Eu penso que todo mundo devia dizer a que tipo de ideologia nutre simpatia.

Jornalismo sério é aquele jornalismo que fala a verdade; ouve as partes envolvidas e, ainda que apresente sua posição ideológica, porque não há jornalismo idependente, permite o contraditório.

Sou militante do PT desde 1985. Nunca fui nomeado para cargo público e nunca fui candidato a cargo eletivo, ainda, mas defendo o PT e sua forma de pensar o Brasil.

No Brasil, a oposição ao governo do PT tem sido feito pela imprensa brasileira, porque os políticos dos partidos da oposição tem telhado do mais fino cristal e não pode atirar pedras para o alto.

Ontem, durante a comemoração dos 10 anos de governo do PT, o presidente Lula afirmou que não vai fugir a comparações, nem mesmo sobre a corrupção, porque todos sabemos o que foi o governo FHC, e seria bom que comparasse mesmo.

LulaEm relação ao povo brasileiro temos muitos méritos: juros mais baixos, energia mais barata, desemprego menor que muitos dos países superdesenvolvido, poder de compra real, salários melhores, milhares de milhões de pessoas na classe média e outras milhares de milhões fora da linha de miséria (estima-se que mais 10 anos e não haverá miséria no Brasil).

É claro que o combate a corrupção precisa ser constante e que há muito o que fazer, mas tem uma geração usando tablet que não conheceu dificuldades, graças ao presidente Lula e ao PT.

Uma das coisas urgentes para se fazer é a Regulamentação dos Meios de Comunicação.

Deixa eu explicar: Jornal, Rádio, TV são concessões públicas. As organizações tem um dono que lhe foi concedido o direito de praticar a comunicação social por um determinado tempo. Mas ha regras que foram simplesmente ignoradas: no Brasil, não se permite o monopólio, mas só as organizações globo domina mais da metade do mercado de comunicação no país. É justo isso?

Existem reformas necessárias como as do judiciário (que se partidarizou com Joaquim Barbosa e CIA), a política e a tributária. Mas quem tem que fazer essas reformas é o Congresso Nacional. Não se faz isso com uma caneta presidencial. Logo, precisamos de um Congresso compromissado com os anseios populares; um mais à esquerda. Não essa pseudo esquerda chamada Psol, Pstu, PCB ou o mais recente REDE, da Marina Silva. Se não acredita que são falsos esquerdistas, pesquisem com quem se alinharam nos últimos anos para derrotar o projeto de acabar com a miséria do governo federal.

Há uma luta sendo travada e cada um de nós precisa se posicionar. Eu já me decidi lá em 1985 e mantenho firme o propósito de apoiar um projeto que pensa um Brasil mais justo, mais igual, sem miséria, com mais emprego e renda e para todos os brasileiros.

A emenda tão ruim quanto o soneto

Ministro Lupi. Exagerando no verbo

Sem querer discutir culpabilidade e a parcialidade voraz como as mídias vem fazendo oposição ao governo federal e seus principais assessores, leia-se ministros, este post se presta a tratar da postura ‘folclórica’ do ministro Carlos Lupi, do PDT.

Carlos Lupi foi à Câmara dos Deputados prestar esclarecimentos e reafirmou categoricamente não haver irregularidades na pasta, no que eu acredito não haver culpabilidade intencional, mas não haver irregularidades, aí…

Ora, o próprio ministro revela não haver fiscalização suficiente para verificar os convênios que a pasta fez com outras organizações, logo, propício as artimanhas daqueles que desejam se apoderar dos recursos públicos.

Mas a velha mídia não quer saber disso. O papel dela é fragilizar o governo e tem conseguido êxito nisso. Como não é fácil atingir a presidenta Dilma o caminho encontrado foi atacar os aliados e assessores mais próximos. Lupi é a bola da vez e, como não admite culpa, resolveu falar grosso com a imprensa.

Escorregou feio quando tentou dizer que não ia fazer como fizeram os outros que, inocentes ou culpados, acabaram deixando o governo e ficando com a imagem profundamente comprometida com o peso das acusações de corrupção, e disse que só deixaria o Ministério “abatido à bala”. Dilma não gostou e eu também não. Se estou no lugar dela o demitiria, não pelas acusações, mas pelas declarações desastrosas ao se defender.

Hoje tentou desculpar-se com a presidenta. Na Câmara dos Deputados foi enfático ao se defender, mas vacilou quando disse  “Presidente Dilma, desculpa se fui agressivo, não foi minha intenção, eu te amo. Desculpe”.  Ora bolas! Lupi não está falando com uma pessoa de seu gabinete e um/a subordinado/a seu. Está se dirigindo a presidenta e como uma pessoa que ocupa um ministério deveria apropriar-se da liturgia que o cargo exige. Posso estar sendo radical demais e exagerando na minha avaliação. Quero até estar errado e se alguém tem argumento contrário estou pronto para rever meus conceitos, mas até que isso não aconteça, considero que o ministro errou na dose – de novo! – e a emenda me pareceu tão ruim quanto o soneto.

Mídia quer engrossar fileiras da oposição

Foto extraída do Wikipedia

Já ouvimos dona Judith Brito, presidente da ANJ-Associação Nacional dos Jornais, dizer que “…esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada” e a imprensa está levando isso ao fim e ao cabo.

O DEM, partido que vem mudando sistematicamente sua sigla desde os tempos de Arena, esfarrapado e sem nenhuma credibilidade para falar em ética ou qualquer outra coisa semelhante, e o PSDB de FHC, sem rumo e sem discurso, apoiam-se nas publicações midiáticas para orientar sua política em relação ao Brasil e suas condutas partidárias.

Com a oposição aos farrapos, como afirmou dona Judith, coube às mídias o papel de oposição e tem feito isso com muito entusiasmo e, de certo modo, com muito sucesso. Qual leitura me é possível neste cenário? Ora, um governo que herdou uma popularidade e uma pujança econômica como é o governo da presidenta Dilma, um dos caminhos para torná-la frágil é subtrair de seu bloco os partidos aliados. Assim tem sido feito desde o primeiro dia de governo quando começou a tratar do papel do PMDB no governo e das possibilidades, ora de não ter espaço, ora de ter espaço demais e descaracterizar o poder do PT. Como a investida não deu certo partiram para descobrir os furos possíveis no governo. Se Dilma não os tem, os aliados certamente os terão. Daí que atacando seus aliados; eliminando ministros e obrigando o governo a demiti-los, quando não muito os demitidos se alojam nos catres da oposição.

Mas a estratégia teve que ser novamente alterada porque só atacando os ocupantes dos cargos máximos nos ministérios não deu certo porque os substitutos eram do mesmo partido da base aliada. Daí então surge com força impetuosa um ataque frontal aos partidos que indicam ministros. Orlando Silva (PC do B) foi o primeiro, mas Dilma garantiu que o cargo ficasse com o partido. A mídia acusou o golpe, embora seus militantes insistiram em atacar a imagem do PC do B. O que não permitiu oxigenar o burburinho midiático foi a figura de Aldo Rabelo que, ao que nos parece, tem sido ético nos procedimentos políticos.

A bola-da-vez é o ministro Lupi e o PDT. Não basta ser Lupi, o PDT tem que entrar no jogo sujo midiático para excluí-lo da base de governo. A postura do PDT é que levou os estrategistas [imagino a cena: Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Merval Pereira, Judith Brito, Frias, Mesquita, Ali Kamel etc. com seus capuzes marrons em sala ricamente decorada no Instituto Millenium] para a mesa de análise e planejamento porque, se for provado culpa de Lupi, o PDT estará fora ou não do governo? Ainda que não seja provado absolutamente nada, o fato é que todas as mídias impressa, radiofônica, televisiva e internet estarão empenhadas homogeneamente para levar o governo ao desgaste absoluto que acabe por demitir Lupi, mesmo sem provas. Daí… Daí seria o sucesso absoluto da única real oposição no Brasil, porque, convenhamos, se nada for provado e Lupi for demitido obrigando o PDT a cumprir sua palavra, de deixar o governo se Lupi for demitido sem provas, para onde vai o PDT?

A mídia aposta que num espaço entre a oposição e a carreira solo, de qualquer maneira, seu objetivo terá logrado êxito porque encurtou o governo no Congresso e engrossou a fileira da oposição. Minha leitura é esta: o que a mídia quer é oxigenar a oposição e fragilizar o governo para um golpe fatal.