• Chegou a hora da verdade, golpistas

    No Blog da Cidadania

    Imagino que poucos tenham sido os que perderam tempo de sono assistindo à encenação barata levada a cabo no Senado da República na madrugada desta quinta-feira, 12 de maio de 2016. Este blogueiro não esteve entre esse bando de crédulos, por óbvio. Pouco importou o que disse este ou aquele senador. As cartas estavam marcadas.

    Não aconteceu nada de relevante no Plenário do Senado. Todos sabiam que nada havia a esperar. Nenhuma defesa de Dilma, por mais brilhante que fosse, mudaria o rumo das coisas. Nenhuma acusação que coonestasse o que lá ocorria veio nos salvar da confirmação de que a democracia estava sendo violentada com requintes de crueldade – pela capa torturante de “legalidade” (mal) estendida sobre o processo de impeachment de Dilma Vana Rousseff.

    O impeachment, pode-se dizer, ocorreu sob amplo constrangimento dos seus autores, dos seus executores e da assistência no entorno.

    Leia mais em Gestão Dória será investigada por cárcere privado de servidores


  • A Justiça de Moro – Cláudia Cruz, inocentada. Já Marisa Letícia, nem depois de morta.

    O Cafezinho

    Por Bojonas Teixeira Marisa Letícia, submetida ao estresse extremo, sofreu um AVC e morreu. Os médicos são unânimes em que o ambiente de pressão, de perseguição e linchamento foi causa decisiva para essa morte. Mas, mesmo assim, Sérgio Moro não a absolveu. Os advogados pediram a absolvição dela após a morte. Mas ele não aceitou. Apenas decretou a “extinção da punibilidade”. Ou seja, manteve um espinho cravado sobre a alma dela, mesmo depois de morta. Perseguindo-a, com as fúrias da lei, mesmo no outro mundo. Mas e Claudia Cruz? Cláudia, foi absolvida.

    Marisa Letícia nunca teve conta na Suíça, não fez gastos de US$ 526 mil no cartão de crédito, ou seja, mais de meio milhão de dólares, em compras suntuosas nas capitais do luxo. No entanto, apesar de Cláudia, como é conhecida na intimidade, gastar mais de meio milhão de dólares em futilidades, Moro viu nisso só inocência. Só vislumbrou boa fé. No caso de Maria Letícia, ao contrário, aceitou a denúncia ridícula que a acusa de lavagem de dinheiro por um triplex que ela nunca usou. Cláudia Cruz comprou, usou, consumiu, usufruiu, ostentou. Mas é inocente. Já no caso de Marisa, não comprou, não usou, não habitou – Mas havia elementos suficientes para que o juiz aceitasse a acusação.

    Leia mais em A Justiça de Moro – Cláudia Cruz, inocentada. Já Marisa Letícia, nem depois de morta


  • Doleiro preso por tráfico ajudaria Aécio na lavagem de propina, suspeita Lava Jato

    GNN Notícias

    Jornal GGN - No documento em que reforça o pedido de prisão contra Aécio Neves ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República Rodrigo Janot revela que além da empresa da família Perrela, um doleiro condenado por tráfico internacional de diamentes é suspeito de ajudar o senador mineiro na lavagem da propina que ele teria recebido da JBS.

    Nas investigações sobre o caso, a Polícia Federal flagrou o assessor parlamentar de Zezé Perrela, Mendherson Souza Lima, conversando de maneira cifrada com o doleiro Gaby Amine Toufic Madi, condenado a 7 anos de prisão em 2016.

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  • Recomendo leitura

Fascismo, moro e essa molecada do mbl.

fascismoO fascismo se adapta aos modismo como um camaleão e se apropria de símbolos e elementos históricos do grupo que ele quer dominar. O objetivo é chegar o poder e seu discurso é inovador, revolucionário e cativante, mas assim que chega ao poder torna-se extremamente autoritário, hierárquico e trabalha para a manutenção do status quo desde que se submentam à sua autoridade (Rodrigues, disponível em https://youtu.be/I4wJ8iTqgVY). Vocês se lembram do mbl (movimento Brasil livre) se apropriando dos movimentos do MPL (Movimento do Passe Livre)? Vocês se lembram de como eram revolucionários e como arrebanharam dezenas de simpatizantes? Pois o mbl reúne um bando de inconsequentes como Fernando Holiday, que se elegeu vereador em São Paulo e Kim Kataguiri, com a promessa de livrar o Brasil da corrupção, logo eles que jamais trabalharam em suas vidas.
Continuemos…
Fascismo é uma mistura de ideias políticas que vai da extrema esquerda à extrema direita, portanto, contraditório. Humberto Eco vivenciou e nos deixou sua compreensão do fascismo dizendo-nos que eles se apresentavam na Itália como revolucionários, mas apoiavam a monarquia; anunciavam lealdade ao exército, mas tinham sua própria milícia; discursavam como religiosos e tinham no cristianismo a base para a bondade e a caridade, mas ao mesmo tempo ofereciam uma educação xenofóbica, etnofóbica, violenta e opressora. Recentemente Fernando Holiday, vereador em São Paulo, invadiu uma escola pública paulista para “fiscalizar” possível doutrinação marxista por parte dos professores (Veja em https://goo.gl/g8Lqkj ). O movimento desse grupo que se iniciou em junho de 2013 chegou a apresentar como slogan “Deus, pátria e família”. Membros do movimento ostentavam cartazes com dizeres “menos Paulo Freire”, o maior educador brasileiro e mais lido no mundo. O mesmo grupo que atacava com discursos revolucionários jamais brandiu uma única palha contra os corruptos da direita minoritária, mas potentosa com aliança mídia-direita e judiciário, a mesma direita que fez uma reforma que empobrece o ensino fundamental e médio no Brasil, suprimindo ou facultando o ensino de disciplinas fundamentais para a formação acadêmica do estudante.
Paxton (?)¹, em A Anatomia do Fascismo, nos revela que o fascismo teve seu êxito inicial com “meliantes que chegaram ao poder numa época de decadência moral” e que nem a psicanálise soube explicar por qual razão “se alguns líderes do fascismo eram de fato loucos, seu público os adorava”. Chegamos ao juiz de Curitiba, Sergio Roberto Moro. Sim, porque só sendo louco para jogar no limbo uma carreira conquistada, sabe-se lá como, mas que lhe permitia ser um Jurista e não um justiceiro, para fazer Justiça e não justiçamento. Ou seja, ele poderia optar por equalizar as desigualdades, mas optou por outro caminho. Foi ele que aboliu o Estado de Direito para praticar seu justiçamento. E Paxton revela que o fascista tem preocupação obssessiva com o declínio comunitário, com a vitimização, a humilhação e adota cultos de compensação de unidade, energia e pureza associando-se às elites rompendo com a liberdade democrática e o Estado de Direito e passam a perseguir pessoas, grupos e/ou instituições, usando de uma violência redentora, sem limites éticos e legais em nome de uma limpeza interna e uma expansão externa (Rodrigues).
Se lembram de como foi a condução coercitiva do presidente Lula? Obersevem o modus operandi e me digam se não houve violência desnecessária. O próprio presidente Lula reclamou com o autor do mandato de condução coercitiva. Esta, na Lei, só deveria acontecer caso o convidado a depor se negasse a fazê-lo, mas não houvera, até ali, nenhum convite ao presidente Lula para depor, logo, sem necessidade da condução coercitiva. Correlacionem a teoria de Paxton com as ações de Sérgio Moro e vejam se não houve ruptura da liberdade democrática e ruptura do Estado Democrático de Direitos em nome do combate à corrupção. Esse discurso, entretanto, opõe-se diametralmente às suas práticas, pois aliou-se à elite brasileira levando ao poder meliantes investigados pela justiça com provas cabais de crimes de corrupção. Para alcançar seu intento não teve pudor em ignorar os limites da ética e da legalidade jurídica da qual deve pautar suas ações enquanto Juiz de Direito.
Paxton também ressalta que o fascismo usa da retórica apoiada no sentimento de grave crise fora do alcance de soluções pelos meios tradicionais (voto livre, Democracia, Estado de Direito) e apontam sugestão como representação política única por partido de massa organizado hierarquicamente com ideologia sustentada pelo discurso do líder que sozinho é capaz de determinar valores, ritos e destinos históricos de sua nação. É característica desse fascismo exaltar a coletividade em detrimento dos valores individuais liberais e projetos comuns rejeitando pensamentos contrários como o comunismo, o socialismo, o anarquismo optando pela colaboração, ainda que forçada, de classes estagnadas incapazes de se opor ao regime. Na essência é um modelo contrarrevolucionário que rejeita a luta de classes. Será que somos capazes de enxergar fascismo nesse combate sistemático aos movimentos sociais como o MST e a CUT? Essas duas entidades tão combatidas recentemente pela elite empoderada pelo fascismo jurídico de Sérgio Moro estão em permanente conflito com a classe dominante e por isso necessário destrui-las para reinar a paz desejada pelos fascistas. Todas as características apresentadas por Rodrigues e Paxton estão presentes nas atitudes do juiz Sérgio Moro e do grupo mbl. Creiam que mesmo com a crise econômica de 2009, que se alastrou pelo mundo ,o Brasil tinha seus impactos sob controle. A partir do impeachement da presidenta Dilma e com a situação sob o controle dos fascistas liderados pelo jurista Sérgio Moro entramos numa recessão gerando desemprego e diminuindo a renda do trabalhador, mas a maior crise estamos vivendo nesse momento, e é uma crise moral porque sob a batuta do fascismo optamos por afastar os inocentes (até hoje jamais encontraram provas de corrupção do presidente Lula e jamais apresentaram provas de incapacidade ou de improbidade da presidenta Dilma) e colocar corruptos comprovados em seus lugares.
O pior de tudo: o judiciário brasileiro se ajoelhou diante do barulho estridente do fascismo.
¹ Paxton, Robert. A Anatomia do Fascismo. Paz e Terra, ?, tradução de Patrícia Zimbes e Paula Zimbes.
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O sintomático desespero do blogueiro da Veja

Reinaldo Azevedo é um sujeito que não costumo dar créditos ao que escreve em seu blogue na revista Veja. É o Pit Bull dos reacionários fascistas, o orientador, o adestrador dos mais imbecis da raça humana, mas a última postagem na revista fascista Veja é sintomática: revela desespero e preocupação com os objetivos da Lava Jato e deles próprios. Vejamos:

O fascista da Veja disse

[…] Há, como se sabe, uma disputa surda de estratégias e pontos de vista entre os procuradores da Lava Jato e os delegados da Polícia Federal. Estes acham que é chegada a hora de pôr fim às delações premiadas. E não para frear a investigação, mas para não desmoralizá-la.

Como assim desmoraliza-la?

… Só existe uma explicação para esta ilação: se Cunha disser toda a verdade tudo o que a Lava Jato fez para criminalizar o PT pode ser desmoralizado, não é? É por isso que pede o fim das delações premiadas, por isso termina o parágrafo com a afirmação de que não é para frear a investigação, mas para não desmoralizá-la (sic).

Ele segue:

“[…] A questão é saber se seria moralmente aceitável conceder-lhe tal benefício, agora que ele detém um quadro bem mais completo da narrativa do que outros.”

Ou seja, o quadro a que se refere o blogueiro fascista é a verdade que a Lava Jato não revela. As várias delações que inocentam Lula e o PT; as articulações que foram tramadas para impedir o avançar da Lava Jato sobre os fascistas golpistas etc. É esse quadro completo da narrativa que nós brasileiros queremos saber. Aí uma revelação explicita do blogueiro:

… E se Cunha decidir, sei lá, jogar no lixo, com suas eventuais revelações, boa parte do trabalho feito até aqui? Os primeiros delatores tinham menos condições de escolher o caminho do que ele tem agora, embora pareça o contrário.”

Por que jogar no lixo boa parte do trabalho feito até aqui? Por que é lixo. Tudo se resume numa sujeito tramada para criminalizar o PT e os principais líderes do PT.

O blogueiro não esconde suas reais intenções: ele quer dar um recado ao Cunha. Assuma a parte podre do “negócio sujo” da Lava Jato. Assuma o sacrifício em nome do projeto fascista de tentar acabar com o PT e com essa escalada crescente de pobres sobre o domínio do Estado brasileiro. Por isso ele dá o ultimato:

… Ou, na hipótese que leva os petistas ao delírio, ele pegaria uma pena bem leve, quase nada, enquanto o país estaria mergulhado no caos. Não parece que seria esse um bom desfecho.

Ora, o que levaria petistas ao delírio? A verdade, tão somente a verdade.

Por que o país mergulharia no caos? Por que os que deram o golpe iriam para a cadeia para ocupar o lugar dos que já foram presos pela Lava Jato enquanto estes seriam libertados em nome da Justiça.

De fato não seria um bom desfecho para os golpistas, não é blogueiro fascista?

Dilma Rousseff e a desigualdade próxima do zero

Caros amigos, caríssimas amigas.

2014

Nunca me recusei a manifestar de qual lado estou. Sou militante petista desde 1985. Quando votei em candidatos que não eram do PT foi por escolha do próprio partido, por exemplo, quando abriu a segunda vaga de senador para Picciani ou Crivela. A primeira era de Lindbergh. Obviamente optei por Crivela e não me arrependo.

Já votei em Anthony Garotinho e foi a única vez. Se puder fazer campanha contra faço. É um sujeito sem escrúpulos, mal intencionado e com forte viés autoritário. Acho que se um dia viesse a pertencer ao PT eu me recusaria a votar nele e seria meu primeiro ato de infidelidade.

Amanhã, dia 5 de outubro de 2014, vamos ter novas eleições. Complicadas porque 5 votações.

Decididamente já tenho meus candidatos e como o PT não tem candidato ao senado vou optar por alguém que pode ajudar Dilma no Congresso Nacional, por isto minha opção por Lupi.

Para presidente eu jamais tive dúvidas. Opto sempre pelos mais pobres e sempre contra os mais ricos. Sou Dilma.

Dilma governa para todos embora preferencie os mais pobres.

O ódio da direita tem uma explicação. Quando os pobres não tem nada estão sujeitos à exploração.

Então para que o rico possa ter um imóvel para alugar para o pobre ele é contra o Minha Casa Minha Vida.

Para que o médico possa ter atendimento no seu consultório particular ele é contra o Mais Médico.

Para o rico não ter concorrente nas universidade públicas ele é contra as Cotas e contra o Enem.

Para que o rico possa desfilar tranquilo pelas ruas com seu carrão importado ele é contra pobre ter carro.

E por aí vai.

Eles não se importam com os pobres. Dilma tem uma visão diferenciada e a partir do Presidente Lula os pobres tiveram orçamento da União voltados para eles. Pouco, mas tem.

Esta eleição é uma luta de classes. São os ricos que querem manter o pobre na pobreza contra Dilma e o PT que querem tirar as pessoas da pobreza. A minha opção vai ser sempre para diminuir as desigualdades, por isto sou Dilma.

Copa do Mundo Fifa. Contra por quê?

Eu vejo amigos e conhecidos reclamando da Copa do Mundo no Brasil com a mesma alegação que partiu do submundo que é a Rede Globo, revista Veja, Folha de São Paulo, Psol, PSDB, Estadão, Globo, revista Época e outras afins: o Brasil precisa investir em educação e em saúde.

O engraçado é que a maioria deles cobram do governo federal investimento na educação básica, que é de responsabilidade do governo municipal. Quando digo que o governo federal repassa verba para a merenda, para o uniforme e para o transporte, mas que a responsabilidade é do governo municipal dizem que isto não resolve o problema da educação. E como é que resolve então? Eles não sabem.

A mesma fonte que alega investimento em saúde também foram contra o Programa Mais Médico. Mas não é pra investir em saúde? E como faz isto se os médicos brasileiros preferem os centros e abandonam a população mais pobre da periferia? Falam da construção de Hospitais e contratação de mais médicos, mas não querem os estrangeiros. E vamos contratar quem? Quem já é médico e está trabalhando em hospitais privados e clínicas particulares? São estes que, ao serem contratados pelo poder público, só querem ir lá, bater o ponto, e voltar a clinicar para o particular. Afinal, para que medicar pobres em postos e hospitais públicos, não é mesmo?

Alegam também uso do dinheiro público em construção de Estádios de Futebol. De maneira socrática vamos perguntando: mas de quem é o Estádio? De onde saiu o dinheiro? Com quais condições o dinheiro foi EMPRESTADO ao clube para reformar, ampliar e modernizar os estádios? Eles não precisam devolver esse dinheiro? Daí, sem argumentos começam a baixar o nível onde ganham pela experiêrncia.

Ora, quando os governadores, os ministros, prefeitos e o presidente Lula foram ao sorteio da Fifa para saber quem ia sediar a Copa do Mundo no Brasil quase 90% queriam a realização dela aqui. Os contrários de hoje imaginavam que ao fim do mandato Lula o “homem da bolinha de papel” seria o presidente. Então se calaram; aceitaram cordeiramente a realização da Copa aqui. Mas Serra não foi eleito presidente, mas Dilma Rousseff, daí então passaram a ser contra. Caramba!!! É um absurdo atrair 200 mil turistas para o Brasil! É um absurdo modernizar, ampliar e reformar aeroportos! É um absurdo melhorar estradas e rodovias em função da Copa do Mundo! É um absurdo capacitar pessoas para receber turistas estrangeiros! É um absurdo gerar 650 mil empregos por conta da Copa do Mundo! Sim, porque ser contra a realização da Copa é ser contra tudo isto.

Recentemente Aécio Neves e Armínio Fraga revelaram que para o projeto neoliberal é preciso aumentar o desemprego (para facilitar o arrocho salarial e submeter trabalhadores ao domínio escravocrata dos patrões) e diminuir o salário mínimo. Não à toa, eles precisam que esse povo seja contra a Copa do Mundo.

Eu sou a favor. Esse argumento de que o dinheiro que entrar será objeto de corrupção é o risco que temos que correr, mas compreendo que investir 22 bilhões em mobilidade urbana, modernização dos transportes, melhorias dos estádios, capacitação de pessoas e geração de emprego e arrecadar mais de 140 bilhões com a realização da Copa justificam minha opção.

Eu sou a favor porque estamos recebendo 200 mil estrangeiros que trazem riquezas pecuniárias e culturais para o Brasil. Eu sou a favor porque os benefícios que estão sendo gerados permanecerão em nosso país e para as pessoas que aqui vivem. Eu sou a favor porque nossa autoestima se fortalece quando mostramos ao mundo que somos democráticos, convivemos bem com as diferenças apesar de algumas sherazades midiáticas, cada qual é livre para escolher sua religião apesar dos malafaias e felicianos. Tenho certeza que muitas nações grandemente desenvolvidas e ricas nos invejam. Podemos ser exemplo para o mundo e bastava uma ação apenas de cada um de nós: fazer as críticas para melhorar o que está sendo feito e sempre em favor do Brasil.

Eu só não entendo por que os contrários torcem contra o Brasil.

Kennedy Alencar, da CBN, da informação falsa

CBN

Segundo o Instituto Lula é falsa a informação dada pelo jornalista Kennedy Alencar, na CBN, da opinião de Lula sobre o ministro Mantega. Veja a NOTA DE ESCLARECIMENTO:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva esclarece que não procede de forma alguma a informação, publicada hoje (20) pelo jornalista Kennedy Alencar, na rádio CBN, de que ele teria sugerido a substituição do Ministro da Fazenda Guido Mantega.

O ministro da Fazenda Guido Mantega tem grandes serviços prestados na condução da economia ao país e é conhecido pela sua competência e seriedade na condução da pasta.

Instituto Lula

Lula é o único que pode mobilizar as massas

Já foi um tempo em que o Partido dos Trabalhadores, por meio de um simples militante de uma pacata cidadezinha do interior, conseguia mobilizar as massas para manifestar-se sobre qualquer assunto. Hoje, portanto, isso não é mais possível. O PT, na verdade, não consegue reunir num mesmo espaço sequer todos os recém filiados. Em Queimados, por exemplo, as plenárias para abonar as novas filiações foram divididas em três, em bairros diferentes, e mesmo assim são grandes os esforços para reunir os novos filiados.

O líder comandando as massas. Há outro que possa fazer o que Lula fez?

O líder comandando as massas. Há outro que possa fazer o que Lula fez?

Desde ontem sabemos que o ex-presidente Lula vai ser investigado por suposto envolvimento com o que eles chamaram de mensalão. Contra José Dirceu e José Genoino, mesmo reconhecendo não haver provas o STF decidiu julgar procedente as denúncias condenando-os a alguns anos de prisão. O ministro Ricardo Lewandowisk disse por ocasião do julgamento do mensalão que “O MP não logrou produzir prova nenhuma sobre a alegada subordinação entre José Dirceu e Delúbio, o qual agia com total independência no que tocava às finanças do partido”. O próprio procurador da República Roberto Gurgel afirmou numa entrevista concedida à Folha de São Paulo que fez contorcionismo para apontar a responsabilidade de Dirceu no imbróglio: “Não é prova direta. Em nenhum momento nós apresentamos ele passando recibo sobre uma determinada quantia ou uma ordem escrita dele para que tal pagamento fosse feito ao partido ‘X’ com a finalidade de angariar apoio do governo. Nós apresentamos uma prova que evidenciava que ele estava, sim, no topo dessa organização criminosa”, disse ele.

Mas por que querem cassar um ex-presidente? Ora, porque representa uma ameaça permanente aos interesses de uma classe excludente, preconceituosa e mesquinha. Quando apresentou a denúncia Antonio Fernando de Souza (ex-procurador) afirmara não haver elementos para indiciar Lula no que concordou o STF, mas agora a Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF) pinçou elementos para indiciar o ex-presidente. Preocupa aos petistas? Claro que sim! Não pelos fatos em si porque surreais, mas pelo mesmo motivo que nos preocupou com a ação penal 470. O blogueiro Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania vê que o caminho desta ação seguirá o mesmo rito da AP 470: “A má notícia para Lula, para o PT e até para a presidente Dilma Rousseff – ainda que ela pareça não entender isso – é que o STF pode, sim, arrogar para si o julgamento do ex-presidente, caso a Procuradoria do Distrito Federal opte pela abertura de ação penal contra ele, pois aquela Corte pode entender que a característica da denúncia a enquadra no mesmo processo que condenou José Dirceu e companhia petista limitada”.

E com a orientação da velha mídia, aqui podemos incluir a ajuda do ministro Paulo Bernardo e do governo porque ineptos na regulamentação das mídias, que promete holofotes e algumas linhas presunçosas em benefícios daqueles, o STF poderá ignorar a falta de provas e condenar para manchar a imagem de um dos líderes mais carismático do mundo. Eduardo reclama da timidez do PT e tem razão. O PT hoje não tem um líder que consiga mobilizar as massas para dar um basta na situação. Talvez o senador Lindbergh Farias teria este perfil, mas resta saber se deseja assumir esta posição. Mesmo assim considero que Lindbergh estaria limitado com dificuldades de penetração em determinados Estados. O ex-presidente Lula é que, ao meu modo de ver, seria o único capaz de fazer esta grande mobilização nacional para:

1) Oxigenar o PT para resgatar bandeiras de lutas e formar novos líderes;
2) Incluir na pauta nacional a regulação das mídias quebrando o discurso de “censura” dos opositores;
3) Trazer o STF de volta à razão.

Não vamos esperar que os deputados e senadores eleitos façam algum movimento de mobilização neste sentido. Não se trata de medo apenas, trata-se de incapacidade mesmo.

Me toca entretanto a última entrevista do presidente Lula dada ao jornal Valor quando disse “…nunca pensei que eu fosse tão bem remunerado para fazer palestra. Sou um debatedor caro”. Então me pergunto: Lula deixaria de ganhar para gastar alguns milhares de reais para viajar pelo Brasil para mobilizar as massas? Ele abriria mão de algumas palestras para enfrentar essa meia dúzia que tem o poder da comunicação nas mãos?

Não encontro respostas para transmiti-las a vocês, mas sei, depender do PT para fazer o que é preciso sem a figura do seu líder maior é como pedir simplesmente que os barões das mídias façam jornalismo ético.

No meio de uma guerra quem mais sofre é quem tenta fugir dela

Vimos e revimos noticiários sobre os refugiados de guerra de várias partes do mundo. Entre eles a fome, a miséria, doenças, a distância da escola para as crianças, distância do hospital para os enfermos e distante de uma boa noite de sono, entre outras coisas mais.

Este retrato de uma face da guerra também pode ser sentido quando a pessoa resolve ser “apartidária”. É atribuído ao filósofo Platão, discípulo de Sócrates, um importante pensamento sobre isto: “Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.

E, assim, quem faz opção por ficar à margem das disputas políticas acaba por fazer opção pelos opressores contra os oprimidos. Porque educar-se politicamente é fazer opção por um dos lados da mais antiga guerra entre os homens que é o domínio do homem pelo homem e o domínio do homem pelas coisas.

Mas o indivíduo não conquista seus interesses sozinho. Para alcançá-los ele deve se associar a outros indivíduos, dirimir as divergências e pactuar nas convergências. A partir daí estabelece estratégias de ação para a conquista dos objetivos comuns.

Foi assim que no período da industrialização surgiram grupos de interesse comum e aconteceu uma clara divisão entre capital e o trabalho e consolidou o capitalismo enquanto sistema predominante esgarçando as desigualdades sociais.

É um processo parecido como o de uma máquina onde se coloca as pessoas dentro de um lado e do outro elas já estão agrupadas em pequenas partes (veja ilustração). Os que defendem que deve haver sempre poucas pessoas muito ricas e muitas pessoas muito pobres ficam no grupo A; os que defendem uma justa divisão das riquezas onde todos tem acesso a tudo (bens e serviços: educação, saúde, transportes, lazer, cultura etc.), mesmo quando pequenas desigualdades existam, ficam no grupo B, e assim por diante.

Ta. E as pessoas que não fazem parte deste ou daquele grupo como é que fica? É aí que mora o perigo porque seus objetivos estão sendo determinados pelos grupos dominantes. E se o grupo dominante é um grupo elitista, excludente, que se associou de acordo com a ideia do grupo A mostrado no exemplo do parágrafo anterior, esse indivíduo acaba por ficar recebendo as migalhas que sobram dos dominantes. Sua cultura será abolida e seu modo de vida ajustado para dever obediência ao grupo dominante.

Um partido político reúne as pessoas que pensam mais ou menos igual. Foi assim que surgiu o Partido dos Trabalhadores em São Bernardo do Campo. Um peão, nordestino e com um som de voz singular questionou a necessidade de existir no Brasil um partido que invertesse as prioridades da gestão pública. O governo precisava governar para todos, mas a atenção do Estado tinha que servir especialmente os interesses daqueles excluídos das oportunidades.

Lembro do meu tempo de infância quando era necessário ir pra fila da Escola Pública na quarta feira pra ser atendido na segunda feira próxima e ainda assim não era garantida a matrícula da criança. Pobre não tinha oportunidade de ir pra faculdade. As universidades federais serviam aos filhos dos ricos e, para que o pobre ingressasse lá tinha que pagar um pedágio num cursinho pré-vestibular qualquer, sem a certeza de a vaga lhe seria garantida.

Por um longo período o trabalhador morria de medo de perder o emprego porque o tempo médio para voltar a ter carteira assinada era de, pelo menos, 1,5 ano. Hoje meu filho troca de emprego por vontade própria.

Nesta semana que finda a ONU divulga um boletim e afirma: “Brasil tem alto desempenho no desenvolvimento humano e é exemplo para o mundo”. Mas nem sempre foi assim. Antes de um governo dos trabalhadores, no governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, ele recebeu o governo com 28,79% de brasileiros na mais absoluta miséria. Em 2002, último ano de FHC, a miséria reduziu apenas 2,07% (Fonte: Fundação Getúlio Vargas).

No primeiro ano do governo FHC, ainda que pese não poder atribuir qualquer mudança significativa ao novo governo o Globo publicou: “Renda dos pobres cresce 30% no Real”. Na verdade, pode-se atribuir ao governo de Itamar Franco, onde FHC serviu como ministro da fazenda. Já em 1999 tanto O Globo quanto a Folha de São Paulo já noticiavam o aumento da pobreza no Brasil. Quando este item foi medido no primeiro ano do governo Lula, a mídia atribuiu ao governo trabalhista o aumento da miséria para índices bem próximos do que no primeiro ano do governo neoliberal; 28,17%. Mas a partir daí a queda foi vertiginosa: em 2005 a Fundação Getúlio Vargas (AQUI) publicou que 7 milhões de pessoas subiram para a classe média e O Globo mancheteou: “Mais gente no meio da pirâmide”.

Em 2006 o governo do PT de Lula ganha destaque na imprensa internacional no combate a pobreza e no ano seguinte o Globo se rendeu: “Redução da Pobreza com Lula foi maior do que nos governos de FHC” (Leia o resumo da FGV AQUI). Em 2008 o economista chefe da FGV concedeu entrevista ao O Globo e disse “o bolo cresceu para todos” (AQUI). Quando Lula entregou o governo à sua sucessora Dilma Rousseff o índice de pobreza já estava na casa dos 15,32%.

Imagem extraída e editada do Luis Nassif

Imagem extraída e editada do Luis Nassif

Então um presidente trabalhador conseguiu inverter as prioridades sem esquecer da elite. Os bancos lucraram, as empresas privadas lucraram, o comércio vendeu mais, aumentaram as ofertas de serviços, a indústria passou a produzir mais e até os investidores internacionais passaram a investir com mais confiança no Brasil.

Tabela Risco Brasil (extraída e editada do Luis Nassif).

Tabela Risco Brasil
(extraída e editada do Luis Nassif).

Fernando Henrique entregou o governo ao presidente Lula com o risco Brasil perto dos 2000 (dois mil) pontos. Um ano depois e o risco Brasil despenca pra casa dos 500 pontos chegando aos 200 pontos quando Dilma Rousseff assumiu a presidência.

Em todo o governo FHC foram criados pouco mais de 5 milhões de empregos. Lula trÊs vezes mais: mais de 15 milhões de trabalhadores recolocados no mercado de trabalho. Mas o presidente Lula gosta mesmo de se gabar por ter construído 14 Universidades Federais. Lula que dizem analfabeto oportunizou que o filho do pobre pudesse frequentar universidade e se tornar doutor, ao contrário do sociólogo intelectual Fernando Henrique Cardoso que passou em branco nesse quesito.

Quando falo com as pessoas sobre tomar posição é pra fazer comparação mesmo. Não há como fugir disso porque é preciso conhecer de que lado as pessoas estão para saber se é possível estar junto delas. Recentemente tanto mídia como o PSDB voltaram a falar na Petrobrás que já tentaram privatizá-la uma vez e voltam ao mesmo tema. Por que privatizar uma empresa que está dando certo? E para explorar uma de nossas maiores riquezas, o Petróleo.

Para quem quer conhecer os esquemas de privatização dos tempos de FHC recomendo uma leitura do livro do jornalista Amaury Júnior “A Privataria Tucana” e entender que o processo de privatização das nossas riquezas só serviu para enriquecer alguns, mas como se pode vernos números, a pobreza no Brasil ficou estável com os ricos “se lixando” pra essa gente pobre e cheirando a suor e trabalho.

E não tenha dúvidas. Se optar por não “se meter” em política está optando pelo lado mais podre da política, que joga sujo contra a politização para continuar a manobrar os processos políticos. E essa gente ta doida pra voltar ao poder e desfazer tudo o que já foi construído e conquistado por essa brava gente brasileira.