• Chegou a hora da verdade, golpistas

    No Blog da Cidadania

    Imagino que poucos tenham sido os que perderam tempo de sono assistindo à encenação barata levada a cabo no Senado da República na madrugada desta quinta-feira, 12 de maio de 2016. Este blogueiro não esteve entre esse bando de crédulos, por óbvio. Pouco importou o que disse este ou aquele senador. As cartas estavam marcadas.

    Não aconteceu nada de relevante no Plenário do Senado. Todos sabiam que nada havia a esperar. Nenhuma defesa de Dilma, por mais brilhante que fosse, mudaria o rumo das coisas. Nenhuma acusação que coonestasse o que lá ocorria veio nos salvar da confirmação de que a democracia estava sendo violentada com requintes de crueldade – pela capa torturante de “legalidade” (mal) estendida sobre o processo de impeachment de Dilma Vana Rousseff.

    O impeachment, pode-se dizer, ocorreu sob amplo constrangimento dos seus autores, dos seus executores e da assistência no entorno.

    Leia mais em Gestão Dória será investigada por cárcere privado de servidores


  • A Justiça de Moro – Cláudia Cruz, inocentada. Já Marisa Letícia, nem depois de morta.

    O Cafezinho

    Por Bojonas Teixeira Marisa Letícia, submetida ao estresse extremo, sofreu um AVC e morreu. Os médicos são unânimes em que o ambiente de pressão, de perseguição e linchamento foi causa decisiva para essa morte. Mas, mesmo assim, Sérgio Moro não a absolveu. Os advogados pediram a absolvição dela após a morte. Mas ele não aceitou. Apenas decretou a “extinção da punibilidade”. Ou seja, manteve um espinho cravado sobre a alma dela, mesmo depois de morta. Perseguindo-a, com as fúrias da lei, mesmo no outro mundo. Mas e Claudia Cruz? Cláudia, foi absolvida.

    Marisa Letícia nunca teve conta na Suíça, não fez gastos de US$ 526 mil no cartão de crédito, ou seja, mais de meio milhão de dólares, em compras suntuosas nas capitais do luxo. No entanto, apesar de Cláudia, como é conhecida na intimidade, gastar mais de meio milhão de dólares em futilidades, Moro viu nisso só inocência. Só vislumbrou boa fé. No caso de Maria Letícia, ao contrário, aceitou a denúncia ridícula que a acusa de lavagem de dinheiro por um triplex que ela nunca usou. Cláudia Cruz comprou, usou, consumiu, usufruiu, ostentou. Mas é inocente. Já no caso de Marisa, não comprou, não usou, não habitou – Mas havia elementos suficientes para que o juiz aceitasse a acusação.

    Leia mais em A Justiça de Moro – Cláudia Cruz, inocentada. Já Marisa Letícia, nem depois de morta


  • Doleiro preso por tráfico ajudaria Aécio na lavagem de propina, suspeita Lava Jato

    GNN Notícias

    Jornal GGN - No documento em que reforça o pedido de prisão contra Aécio Neves ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República Rodrigo Janot revela que além da empresa da família Perrela, um doleiro condenado por tráfico internacional de diamentes é suspeito de ajudar o senador mineiro na lavagem da propina que ele teria recebido da JBS.

    Nas investigações sobre o caso, a Polícia Federal flagrou o assessor parlamentar de Zezé Perrela, Mendherson Souza Lima, conversando de maneira cifrada com o doleiro Gaby Amine Toufic Madi, condenado a 7 anos de prisão em 2016.

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  • Recomendo leitura

Nós, os “vagabundos”

manifestoGG

Foto de Wellington Frazão

Algumas pessoas que não concordam com a greve geral nos chamaram de vagabundos. Não posso odiar uma pessoa que pensa assim, mas ter comiseração dela porque seus olhos se turvam à realidade que lhe esmaga a compreender os fatos.

Paulo Freire, educador mais lido no mundo, dizia que antes das palavras precisamos aprender a fazer a leitura de mundo. Compreender o mundo que nos cerca observando criticamente as intencionalidades contidas nas atitudes das pessoas e das instituições.

Nos chamam de “vagabundos” com a leitura simplificada dos lados esquerda e direita, mas desfrutam dos benefícios que os “vagabundos” que nos antecederam conquistaram com suas lutas. Claro! Todos os “vagabundos” são de esquerda porque não se curvam ao escravismo ou aos privilégios de uma minoria hegemônica da direita. Nós, os “vagabundos” de esquerda somos muitos, maioria, e somos massacrados diuturnamente pela minoria de direita que se impõe pela força -inclusive armada- com a proteção das mídias, das forças repressoras do Estado (polícias) e do judiciário.

Nossa luta ontem foi para manter nossas conquistas históricas que culminou com a instituição Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Não, ninguém estava pedindo pra votar no Lula, no PT. Isto vamos fazer no período eleitoral ano que vem. Nossa luta nesse dia 28/4, histórico com a maior greve geral desde a ruptura do período ditatorial, foi simplesmente para manter nossas conquistas e contra a Reforma da Previdência que eleva a idade mínima para se aposentar.

Na Praça Nossa Senhora da Conceição eu me reuni com alguns “vagabundos” para fazer um movimento de conscientização. Não conseguimos – e nem tentamos impedir – fazer as pessoas deixarem seus postos de trabalho pela causa, mas conseguimos plantar a semente do pensamento crítico. Muitos deputados e senadores são donos de escolas ou delas se beneficiam. Eles, evidentemente, não querem que a escola pública funcione com qualidade porque precisam ganhar dinheiro. E como filhos de pessoas pobres não podem pagar escolas de qualidade para seus filhos terão que se sujeitar à uma escola pública depredada, sem qualidade e com professores desmotivados. Isto tem uma intencionalidade: nossos filhos, filhos de “vagabundos”, não podem adquirir capacidade para ingressar numa universidade pública e, se conseguirem, não poderão ter ensino qualificado porque não podem disputar os melhores empregos com os filhos dos ricos. Filho de pedreiro tem que ser pedreiro para construir as casas dos ricos; filha de empregada doméstica tem que ser empregada doméstica para limpar a privada dos ricos.

Lembramos que nossa cidade teve uma maternidade fechada por falta de investimento do governo local, do pmdb, o mesmo partido de Eduardo Cunha e de Michel Temer, o presidente golpista, e isto tem uma intencionalidade: hospitais e clínicas particulares precisam ganhar dinheiro. É por isto que escolas, universidades, hospitais e clínicas particulares financiam esse câncer que é o pmdb, o partido mais ardiloso na política.

Os que nos chamam de “vagabundos” escolheram seu lado e estão do lado dos opressores. Se contentam com as migalhas que caem das mesas abastadas dos ricos. Nós “vagabundos” queremos ter as mesmas condições com trabalho e renda dignos de um chefe de família que tem de sustentar seu rebanho familiar sem a necessidade de catar as migalhas que nos deixam cair para nos manter em obediência servil.

Nosso movimento não teve ampla adesão. Aliás, teve petistas que foram trabalhar para o governo do pmdb local e desdenhou a luta dos “vagabundos”, ignorou sua classe e optou pelos golpistas numa associação servil e covarde, mas os que na praça levaram seu grito e sua solidariedade puderam dizer aos trabalhadores que toda conquista demanda luta, demanda entender a história da nossa sociedade e demanda de uma leitura de mudo capaz de compreender que a classe dominante jamais permitirá amigavelmente que trabalhadores ocupem os mesmos espaços. Por isso nos chamam “vagabundos”; nos tratam como “vagabundos”, mas como “vagabundos” que constroem sua própria história plantamos no coração das mulheres aquele sentimento de que são maioria e não podem ser tratadas como minorias; plantamos nos corações dos negros e negras que eles são maioria e não podem ser tratados como minorias; plantamos no coração dos trabalhadores que podem num futuro próximo dar o troco naqueles que nos tratam como “vagabundos” não reelegendo os que nesse período histórico nos tiram os direitos conquistados com sangue e luta de muitos “vagabundos” dos quais temos imenso orgulho.

A nossa luta não é entre direita e esquerda. É uma luta de classes por igualdade, justiça, solidariedade, e paz. Nós escolhemos defender os menos favorecidos – a classe trabalhadora!

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Casa & Vídeo vai fechar loja em Queimados

Você se assustou com o título do artigo?

Mas não se assuste se isto vier a acontecer nos próximos meses.

No artigo “Alagou tudo. De quem é a culpa?” isentei o poder público da culpa porque “…Foi um sinistro atípico, inevitável. Penso, contudo, que o impacto poderia ter sido menor”.

Av. Tinguá, na Praça dos Eucaliptos

Av. Tinguá, na Praça dos Eucaliptos

E nesse mesmo artigo eu apresento algumas possibilidades, entre elas “retenção de parte da água e a construção de pequenos sumidouros. As grandes construções fazem um sistema de coleta de água para até 5 mil litros e o poder público cria pequenos sumidouros de água nas margens das vias”.

Vocês imaginam quantos litros de água poderia ser retido no subsolo da Praça dos Eucaliptos? Muitos litros, o suficiente para evitar esta cena ocorrida nesta segunda (17/02, foto).

Agora procurem avaliar quanta água entrou na Casa & Vídeo. Tiveram que fechar as portas. Os clientes sumiram e provavelmente perderam algumas mercadorias.

Se a opção da presidência da rede optar por deixar Queimados não podemos reclamar. Não é possível que a cada meia hora de chuva se perca mercadorias e oportunidades de venda. Casa & Vídeo é uma empresa comercial, vive de clientes em suas lojas. Fico imaginando se o mês de março resolver chover como se espera. Serão pelo menos 10 dias sem negócios na loja em Queimados.

Lembro-me da festa e da pompa com a qual o prefeito Max bate no peito pra dizer que levou a Casa & Vídeo para Queimados. Quero vê-lo bater no peito pra dizer que este é um problema que não vai mais se repetir para mantê-la na cidade.

Eu apresentei algumas possibilidades, mas existem muitas outras que podem ajudar. A crítica acontece agora porque depois do sinistro do final do ano passado e início deste ano não se viu nenhum movimento que pudesse resolver o problema.

Estamos falando do Centro do nosso município, o cartão de visita da nossa cidade. Estou envergonhado, mas disposto a ajudar. Penso que o prefeito Max Lemos (PMDB) pode propor um consórcio entre as cidades Nova Iguaçu, Queimados e Japeri para ações públicas com vistas a equacionar o problema. Vamos prefeito! Convida o povo pra discutir esse problema e você vai se surpreender com a quantidade de propostas, muitas delas exequíveis. E todos queremos uma solução porque afeta o outro, mas dói na gente também.

Av. Pedro Jorge, esquina com Eloy Teixeira

Av. Pedro Jorge, esquina com Eloy Teixeira

Alagou tudo. De quem é a culpa?

Modelo de captação de águas da chuva

Modelo de captação de águas da chuva

Nossa cidade ainda vive os efeitos da tragédia provocada pela forte chuva que caiu sobre ela na quinta-feira (7/12), deixando-a submersa por várias horas atingindo centenas de casas causando prejuízos ainda em estagio de mensuração. Não está sendo fácil perceber famílias interias chorando as perdas dos seus pertences e fazer muito pouco por elas.

Depois de um sinistro como o que nos ocorreu aparecem os acusadores e seus mais estapafúrdios argumentos. A tempestade não nos afetou somente, mas varias outras cidades e centenas de outras famílias das cidades do entorno Guandú, principal manancial de água potável que abastece o Rio de Janeiro. Nova Iguaçu, Queimados e Japeri me são as mais próximas e o que testemunhei não pode ser atribuido aos prefeitos Nelson Bornier (PMDB/Nova Iguaçu); Max Lemos (PMDB/Queimados) e Timor (PSD/Japeri). Foi um sinistro atípico, inevitável.

Penso, contudo, que o impacto poderia ter sido menor. Já escrevi sobre isto e volto ao temo por ser relevante e na expectativa de torna-lo uma política pública que poderá diminuir muito o impacto de temporais como o vivido neste início de dezembro. Um estudo de Vasconcelos e Ferreira (sem data), formando e orientador do curso de Engenharia Florestal da Universidade Católica de Goiás, revelam que “algumas cidades brasileiras criaram Decretos para retardar o escoamento da água que cai sobre o telhado, para evitar o colapso do sistema de escoamento de seus municípios”. É o que nos falta em Queimados e nos municípios vizinhos. Se as grandes construções, como os galpões que estão sendo construídos às margens da Rodovia Presidente Dutra, os supermercados, as escolas, postos de saúde, depósitos, ferros velhos, e cada prédio do condomínio do Valdariosa tivesse um sistema de captação de águas da chuva, milhares de milhares de litros de água seriam retardados até chegar aos Rios Abel e Camorim.

É preciso considerar o seguinte: todos queremos saneamento e pavimentação. Mas quando se faz o saneamento básico e pavimentação de um bairro estamos canalizando todo o esgotamento sanitário e as águas fluviais para um só lugar, ou seja, toda a água não retida pela comunidade tem o mesmo destino. Agora vamos considerar que o Rio Abel recebe toda a água da chuva e do esgotamento sanitário do Campo da Banha, do São Simão, do Centro, da Serrinha, do São Cristóvão, do Valdariosa, do Glória etc. Ora, antes da pavimentação o solo e a vegetação retinha um percentual da água que não chegavam ao Rio, agora não é possível mais porque o asfalto escoa a água para um bueiro e uma canalização leva toda a água para o Rio Abel. Evidente que o Rio vai transbordar quando a chuva for acima de um determinado volume pluviométrico.

Qual a saída: retenção de parte da água e a construção de pequenos sumidouros. As grandes construções fazem um sistema de coleta de água para até 5 mil litros e o poder público cria pequenos sumidouros de água nas margens das vias. São pequenos poços que tem paredes e cobertura de cimento, mas o fundo é vazado para que a água armazenada ali penetre no solo lentamente. Nas residências comuns também é possível armazenar água da chuva. Se cada casa pudesse armazenar cerca de 250 litros de água, poderíamos evitar que mais de 1 milhão de litros de água (uma piscina com 10 metros de largura, 50 de comprimento e 2 de profundidade) deixariam de desaguar no Rio Abel. Resolve definitivamente o problema? Claro que não, mas o impacto certamente será menor.

E o que fazer com a água armazenada? Ora, limpeza de sanitários, lavagem de veículos, lavagem de calçadas, regagem de jardins… Como disseram os pesquisadores da Universidade de Goiás

A água da chuva pode ser utilizada de várias formas: durante a lavagem de roupas, carros, calçadas, automóveis ou irrigação de hortas e jardins. Com isso ela é capaz de compensar deficiências, substituindo com vantagens, até 50% da água oriunda dos sistemas públicos de abastecimento (água tratada, destinada a finalidades mais nobres). Por outro lado, a retenção da água proveniente da chuva, principalmente nos centros das cidades, que possuem quase que a totalidade de seu solo impermeabilizado por ruas, calçadas e edificações, contribui para a diminuição das enchentes (Idem, S/D).

Há muitos estudos que mostram o valor do aproveitamento de águas da chuva. Penso que vivemos um momento de se pensar mais seriamente no assunto.

Duvido que convidem para protestar contra Dilma

No meio dessas manifestações os oportunistas.

Protesto no Congresso Nacional

Protesto no Congresso Nacional

Não se enganem pois tal manifestação não começou a partir de trabalhadores e de quem realmente precisa usar ônibus para ir e vir. Os 20 centavos só mexeu efetivamente com quem é empregador porque onerou a folha de pagamento e os partidos de extrema esquerda (PSOL e PSTU) tentaram capitalizar o movimento para atingir frontalmente o governo Haddad em São Paulo.

O governador Alckimin do PSDB deu aquela contribuição: mandou a polícia baixar a porrada nos manifestantes. Daí o movimento perdeu o foco porque novos elementos surgiram. Passaram a protestar contra a violência policial e incluíram argumentações do tipo qualidade dos transportes e mobilidade urbana porque perceberam que os 20 centavos não justificava tal movimento. Alckimin e o PSDB acabaram por legitimar os protestos.

A velha mídia passou a pautar o movimento: protestem contra a PEC 37; protestem contra a corrupção; protestem contra a copa do mundo…

Teve quem assimilasse a orientação. No meio de manifestantes bem intencionados surgiram os oportunistas. Uma elite descontente com o governo popular do PT, sempre contra o programa Bolsa Família; sempre contra Cotas para negros e pobres em universidades; contra a contratação de médicos cubanos; que foi contra as Olimpíadas e a Copa do Mundo no Brasil arregimentou sua trupe fascistas e lá foram engrossar o movimento com “impeachment da presidenta Dilma”, “Fora PT” e outras maluquices sempre amparadas pelo discurso contra o aumento das passagens.

Os reaças midiáticos capitalizaram isso e nos seus noticiários passaram a conotar que o movimento é contra o governo federal, mas esqueceram de combinar isso com os manifestantes. Então os bem intencionados na manifestação deram um basta a qualquer jornalista identificado com a logo da Globo, da Band, do SBT etc. expulsando-os do meio das passeatas.

A juventude meio desorientada e querendo protestar por políticas públicas que melhorem a vida de todos continuam com as manifestações. Na mídia aparecem alguns com status de liderança do MPL, mas lá nas passeatas cada grupo protesta pelo que lhe vier à mente. Os protestos ainda não tem foco definido e, ao que parece, os grupos não se sentem representados pelas supostas “lideranças” e continuam cada qual manifestando sua indignação mais pelo ímpeto da participação do que por ideologia.

O que querem aqueles que protestam contra a Copa do Mundo no Brasil? A suspensão do evento? Vamos simplesmente ignorar os investimentos feitos desprezando o retorno previsto?

Aqueles que protestam por qualidade na saúde manifestam também contra os que não querem os médicos cubanos no Brasil?

Aqueles que protestam por qualidade e investimento na educação reivindicam 100% do pré sal para a educação?

Eles protestam pelo financiamento público das campanhas eleitorais ou ignoram que grandes empresas financiam as grandes campanhas?

Sei que esse imbróglio chegou à Queimados.

A 50 km da capital Queimados tem muitos problemas, mas a manifestação está sendo apenas convocada sem que tenham ainda objetivo. Na nossa tentativa de preservar a Democracia porque preciosa para quem viveu dias na ditadura, sugerimos algumas pautas, orientamos quanto a liderança de quem esta convocando a manifestação, mas temo pela ignorância disto e pela manutenção do nada pra protestar contra tudo. E tudo não significa nada.

No meio dos manifestantes local já identifiquei alguns oportunistas que não usam outro argumento senão combater as políticas sociais do governo federal. É possível perceber que suas participações tem um foco político contra Dilma e o PT em prejuízo da causa pública, mas estarão lá.

Eu fico pensando e questiono: se convidassem para protestar contra Dilma e o governo federal será que conseguiriam mobilizar tal contingente? Porque democraticamente é legítimo que os opositores assim o façam e saiam às ruas para protestar, mas duvido que convidem para protestar contra a Dilma. Não é que não tenham coragem. Eles não tem é poder de persuasão para isto. O povo quer melhorias, mas sabe que se entregarem o Brasil de volta ao PSDB aí sim terão motivos de sobra para protestarem, mas ficarão recolhidos porque conhecem a postura antidemocrática e fascista dessa gente que odeia povo.

 

Charrete como transporte de passageiros está previsto no Código Brasileiro de Trânsito

Boa tarde Dine Estela, Zé Carlos e amigos da RNR

A Câmara Municipal de Queimados aprovou Lei que autoriza o Executivo Municipal a permitir o uso de charretes para transportes de passageiros e ontem ouvimos aqui mesmo na programação o prefeito Max Lemos dizer que vai vetar a Lei e pediu que os vereadores aprovassem o veto porque a medida é inconstitucional.

Há controvérsias Dine Estela: charrete como veículo de transportes de passageiros está descrito na Lei 9503 do Código Brasileiro de Trânsito e, portanto, é perfeitamente constitucional. Tanto assim o é, meus amigos, que cidades como Petrolina, em Pernambuco, regularizou o serviço por meio de uma Lei, nº 2.421, de 06 de dezembro de 2011. O que aliás, é o que deve fazer o prefeito Max. Ou seja, eu estou dizendo que a prefeitura pode autorizar o serviço desde que eles se enquadrem na Legislação Municipal e tem que ser uma Legislação que visa a segurança e o conforto dos passageiros nas charretes; que zele pela limpeza urbana e, portanto, os condutores de charretes seriam responsáveis pelo recolhimento das fezes dos animais; que zele pela saúde e tratos dos animais utilizados como força de trabalho; que estabeleça valores de passagens, locais específicos para se fazer os pontos; modelo de charretes etc.

É claro que isso pode significar uma dificuldade de todos, ou pelo menos da maioria dos atuais charreteiros, manter o serviço tal como pensado e em funcionamento, mas isso é parte do processo. Se o poder público local não admite tal serviço porque avilta as condições dos passageiros e empobrece a cidade, cabe a ele determinar que tais serviços minimizem tais efeitos.

Mas cá pra nós: a Câmara só tomou tal medida porque se trata de um ano eleitoral e não quiseram, os vereadores, enfrentar a fúria de um grupo de pessoas que diz sobreviver por conta do serviço que prestam na charretagem. Algumas cidades e o Distrito Federal, por decreto, proibiram o transporte de passageiros por veículos de tração animal, mas este tipo de transporte está previsto no Código Brasileiro de Trânsito e, portanto, constitucional.

Se o prefeito quer dar fim a esse tipo de transporte que faça um decreto e trabalhe para aprová-lo na Câmara Municipal.

Melhoria das condições financeiras não é sinônimo de qualidade de vida

Boa tarde Dine Estela, Zé Carlos e amigos da Rádio Novos Rumos.

Este feriado do dia do trabalho passado, dia 1º de maio, estive no conjunto recém inaugurado com pompas pelo poder público local, embora tenha sido feito pelo governo federal.

A chuva caía impiedosamente sobre a cidade e pude constatar algumas falhas de engenharia na construção do prédio que visitei. Logo na entrada do bloco seis uma enorme poça de água se acumulava e ameaçava os apartamentos do andar térreo. Observei que há um ligeiro desnível no piso de modo prejudicial aos beneficiados daquele prédio. A escada que os leva aos andares superiores está sem acabamento deixando um aspecto terrível de manutenção da pobreza extrema que ainda insiste existir entre nós.

Mas o que me impressionou de fato foi a quantidade de lixo espalhado pela área externa dos prédios. Me pareceu claramente que o poder público local não estabeleceu uma política de recolhimento do lixo no conjunto Valdariosa mesmo sabendo que a quantidade de pessoas que passariam a habitar ali seria de pelo menos 500 famílias. Ora, sem uma política regular de recolhimento do lixo torna claro que vamos encontrar lixo no local, mas não necessariamente espalhado pelo pátio externo como vimos.

Daí que cheguei a conclusão que o poder público local precisa intervir educacionalmente na comunidade a fim promover uma educação sanitária e assim evitar que possam ocorrer doenças que são direta ou indiretamente motivadas por um ambiente insalubre. As pessoas que foram beneficiadas são pobres e que conviveram muito tempo em ambientes insalubres com a ausência de serviços públicos como o de recolhimento do lixo e, naturalmente, preservam a mesma cultura o que não é aceitável no novo condomínio.

O condomínio, se não é de luxo, pelo menos esperava se oferecer melhor qualidade de vida para as pessoas. Mas só lhes garantir a moradia não basta. É preciso lhes garantir uma educação que de fato lhes proporcionem qualidade de vida. Se antes jogavam lixo em qualquer lugar, ágoras se faz necessário uma reeducação a fim de dar ao lixo um destino adequado. E isso só será possível se o poder público local intervir e promover encontros com as pessoas que já se estabeleceram em seus imóveis com palestras e ações efetivas como a de determinar o recolhimento de lixo do local de maneira regular e sistemática.

E cheguei à conclusão de que a melhoria das condições financeiras não é sinônimo de qualidade de vida. Em fevereiro fui à Nova Iguaçu e vi muitas pessoas comprando muito, o que é bom, mas também vi muitas pessoas já cheias de sacolas jogando o lixo na rua, o que não é bom. Precisamos mudar nosso comportamento, sobretudo nessa questão do descarte do inservível e só um processo educacional é capaz de dar conta disso.

As eleições municipais: promessa de um vazio ideológico

Comentário para a rádio Novos Rumos em 20 de abril de 2012, 12:25h.

Por Rildo Ferreira

Bom tarde Dine Estela, Luis Alonso, Felipe, Leandro e amigos da Novos Rumos.

Praça Nossa Senhora da Conceição: Centro da Cidade.

Neste dia de sexta feira, 20 de abril, nesta tarde adorável, ainda temos amigos para serem lembrados: Nossa querida amiga Simone, a moninha, e sua irmã Alba Valéria. Ambas já deram grandes contribuições nesta emissora. E para quem já esqueceu, quero relembrar os comunicadores Luis Antonio Bap, Antonio Silva e um companheiro que foi por muito tempo uma das principais vozes dos nossos comerciais, nosso querido amigo Washigton, hoje jornalista formado e em caminhos desconhecidos. Falei dele, quero fazer uma homenagem póstuma ao saudoso Mazaropi, ele fazia o único programa de humor sertanejo abrindo a programação do dia nesta rádio. Para todos eles e todas elas, o meu beijo carinhoso de muita saudade.

Dine Estela, temo que este ano a eleição municipal seja de um vazio ideológico absoluto porque não teremos debates, aliás, sequer teremos disputa. Vejamos: Max é o atual prefeito e candidato a reeleição. Além dele, quem mais pode apresentar um pensamento original sobre como governar Queimados? Ora, temos o candidato Rogério do Salão que já foi prefeito e não conseguiu se reeleger quando disputou a reeleição. Como pode um candidato que tem a máquina administrativa na mão, todas as possibilidades de atender as necessidades mais elementares da sociedade não conseguir convencer o povo de que poderia fazer melhor do que fez nos três anos e 7 meses em que governou antes daquele processo eleitoral? O que aconteceu para que o povo de Queimados dissesse não, ao então prefeito Rogério do Salão?

Dr. Jorge foi o primeiro prefeito de Queimados. Foi um governo traumático e que pesou sobre ele muitas denúncias de corrupção e desvio de dinheiro público. Quase tivemos já naquele primeiro governo uma CPI para investigar denúncias de superfaturamento dos preços para as obras públicas. A coisa só não foi adiante porque a Câmara Municipal não soube conduzir o processo e o principal articulador da CPI, o vereador Geraldão, resolveu que abortaria a CPI se lhes dessem 25 mil reais. Ao fim e ao cabo, era um corrupto acusando o outro de corrupção e tudo ficou por ser provado. Agora, Dr. Jorge provavelmente será candidato a vereador.

O seu sucessor, o ex-prefeito Azair Ramos, conseguiu resgatar um pouco da autoestima dos queimadenses fazendo um governo de obras. A atual praça dos Eucalíptos, a escola Metodista e o posto do Fanchen, que durante o seu governo funcionava 24 horas, marcaram um governo desenvolvimentista. Azair foi reeleito e deixou o governo com aprovação da população de Queimados. Mas Azair pode ser também candidato a vereador.

Como já dissemos, Rogério foi um desastre administrativo e isso fez ele ser rejeitado pela população não conseguindo se reeleger, transferindo para Max Lemos, o dever de resgatar o brilho no olhar das pessoas que constroem esta cidade.

Zaqueu Teixeira que foi muito bem no processo eleitoral de 2004, elegeu-se deputado em 2006 e, o que se nota, também não será candidato este ano e o PT, único partido que poderia fazer um debate ideologizado com o prefeito Max, deverá lançar Marcia Teixeira, esposa do deputado Zaqueu, candidata a vice prefeita na chapa com Max Lemos se o PMDB assim aceitar.

Ora, pelo quadro que se apresenta nós teremos uma campanha com as atenções voltadas para uma só candidatura o que não é bom. É bom para o candidato, mas não para a sociedade porque não discutiremos a cidade como a cidade deve ser. Esta semana mesmo ouvi de um Secretário de governo dizer que o que ele fazia ainda não estava de acordo com o que ele desejava. Então me perguntei e faço a pergunta para todos e todas: a cidade não deveria ser desenvolvida segundo o pensamento da sua gente?

O outro possível candidato é um desconhecido e pode ser candidato pelo PSOL. Não o conheço pessoalmente e não se conhece o histórico dele. Logo, teremos que aguardar para conhecer as ideias e os projetos políticos do candidato Devanir, do Psol.

Convenhamos: se os possíveis adversários não demonstram capacidade dialógica, ilação construída pelo contexto histórico político de Queimados, este processo parece-nos um jogo de cartas marcadas e na minha modesta opinião, um governo precisa sentir-se permanentemente ameaçado a fim de não se afastar das reais necessidades do seu povo.

Da Câmara Municipal não se deve esperar muita coisa. Historicamente nossos parlamentares são eleitos por favores prestados aos seus eleitores, ontem tivemos uma ouvinte pedindo a presença de um vereador na Unidade de Pronto Atendimento para ajudar os necessitados como se isso fosse papel do vereador. Ora, quando o parlamentar se presta a esta função ele deixa de fazer a outra que é a de fiscalizar e atuar sobre o executivo para fazer a coisa funcionar como deve.

Não esperemos mudanças significativas na Câmara. Se acontecer, deve ficar na casa dos 30% o que é pouco. A meu ver o partido que pode surpreender nesta cidade e em outras da baixada fluminense é o PR. O PT tem a possibilidade de dobrar sua representação e não mais que isso. O Democratas e o PSDB não deverão ser afetados pela crise que vivem nacionalmente, mas não devem trazer novidades e nem representar ameaça aos demais. O PMDB, por sua vez, deverá manter-se como partido com maior representação na casa Legislativa. O PDT sente a ausência de uma figura de amplitude nacional embora o deputado Brizola Neto vem empreendendo esforços para assumir o posto que o avô deixou, mas isto não é suficiente para influenciar nas eleições em Queimados.

Naturalmente, e com a aproximação do processo eleitoral, vamos conhecer melhor os candidatos e realizar debates mais esclarecedores. Mas sinto, definitivamente, que esta eleição será marcada por um vazio ideológico.

Tenham todos um excelente final se semana!