• Chegou a hora da verdade, golpistas

    No Blog da Cidadania

    Imagino que poucos tenham sido os que perderam tempo de sono assistindo à encenação barata levada a cabo no Senado da República na madrugada desta quinta-feira, 12 de maio de 2016. Este blogueiro não esteve entre esse bando de crédulos, por óbvio. Pouco importou o que disse este ou aquele senador. As cartas estavam marcadas.

    Não aconteceu nada de relevante no Plenário do Senado. Todos sabiam que nada havia a esperar. Nenhuma defesa de Dilma, por mais brilhante que fosse, mudaria o rumo das coisas. Nenhuma acusação que coonestasse o que lá ocorria veio nos salvar da confirmação de que a democracia estava sendo violentada com requintes de crueldade – pela capa torturante de “legalidade” (mal) estendida sobre o processo de impeachment de Dilma Vana Rousseff.

    O impeachment, pode-se dizer, ocorreu sob amplo constrangimento dos seus autores, dos seus executores e da assistência no entorno.

    Leia mais em Gestão Dória será investigada por cárcere privado de servidores


  • A Justiça de Moro – Cláudia Cruz, inocentada. Já Marisa Letícia, nem depois de morta.

    O Cafezinho

    Por Bojonas Teixeira Marisa Letícia, submetida ao estresse extremo, sofreu um AVC e morreu. Os médicos são unânimes em que o ambiente de pressão, de perseguição e linchamento foi causa decisiva para essa morte. Mas, mesmo assim, Sérgio Moro não a absolveu. Os advogados pediram a absolvição dela após a morte. Mas ele não aceitou. Apenas decretou a “extinção da punibilidade”. Ou seja, manteve um espinho cravado sobre a alma dela, mesmo depois de morta. Perseguindo-a, com as fúrias da lei, mesmo no outro mundo. Mas e Claudia Cruz? Cláudia, foi absolvida.

    Marisa Letícia nunca teve conta na Suíça, não fez gastos de US$ 526 mil no cartão de crédito, ou seja, mais de meio milhão de dólares, em compras suntuosas nas capitais do luxo. No entanto, apesar de Cláudia, como é conhecida na intimidade, gastar mais de meio milhão de dólares em futilidades, Moro viu nisso só inocência. Só vislumbrou boa fé. No caso de Maria Letícia, ao contrário, aceitou a denúncia ridícula que a acusa de lavagem de dinheiro por um triplex que ela nunca usou. Cláudia Cruz comprou, usou, consumiu, usufruiu, ostentou. Mas é inocente. Já no caso de Marisa, não comprou, não usou, não habitou – Mas havia elementos suficientes para que o juiz aceitasse a acusação.

    Leia mais em A Justiça de Moro – Cláudia Cruz, inocentada. Já Marisa Letícia, nem depois de morta


  • Doleiro preso por tráfico ajudaria Aécio na lavagem de propina, suspeita Lava Jato

    GNN Notícias

    Jornal GGN - No documento em que reforça o pedido de prisão contra Aécio Neves ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República Rodrigo Janot revela que além da empresa da família Perrela, um doleiro condenado por tráfico internacional de diamentes é suspeito de ajudar o senador mineiro na lavagem da propina que ele teria recebido da JBS.

    Nas investigações sobre o caso, a Polícia Federal flagrou o assessor parlamentar de Zezé Perrela, Mendherson Souza Lima, conversando de maneira cifrada com o doleiro Gaby Amine Toufic Madi, condenado a 7 anos de prisão em 2016.

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  • Recomendo leitura

Um dia depois

dcmOntem muito atarefado e ausente da internet não fiz uma homenagem ao jornalista Paulo Nogueira de quem aprendi a gostar e a acompanhar através do Diário do Centro do Mundo – DCM. Apesar de já se ter passado mais de 24 horas o faço agora deixando aqui expresso meus sentimentos de pesar à família e aos amigos. Paulo foi, para mim, um grande defensor da Democracia e do Jornalismo essencialmente factual.

O Brasil perde um grande Jornalista e os aspirantes ao jornalismo tem um dever de analisar seu legado para recuperar o prestígio da profissão.

Particularmente sentirei falta de seu trabalho.

Lula é o único que pode mobilizar as massas

Já foi um tempo em que o Partido dos Trabalhadores, por meio de um simples militante de uma pacata cidadezinha do interior, conseguia mobilizar as massas para manifestar-se sobre qualquer assunto. Hoje, portanto, isso não é mais possível. O PT, na verdade, não consegue reunir num mesmo espaço sequer todos os recém filiados. Em Queimados, por exemplo, as plenárias para abonar as novas filiações foram divididas em três, em bairros diferentes, e mesmo assim são grandes os esforços para reunir os novos filiados.

O líder comandando as massas. Há outro que possa fazer o que Lula fez?

O líder comandando as massas. Há outro que possa fazer o que Lula fez?

Desde ontem sabemos que o ex-presidente Lula vai ser investigado por suposto envolvimento com o que eles chamaram de mensalão. Contra José Dirceu e José Genoino, mesmo reconhecendo não haver provas o STF decidiu julgar procedente as denúncias condenando-os a alguns anos de prisão. O ministro Ricardo Lewandowisk disse por ocasião do julgamento do mensalão que “O MP não logrou produzir prova nenhuma sobre a alegada subordinação entre José Dirceu e Delúbio, o qual agia com total independência no que tocava às finanças do partido”. O próprio procurador da República Roberto Gurgel afirmou numa entrevista concedida à Folha de São Paulo que fez contorcionismo para apontar a responsabilidade de Dirceu no imbróglio: “Não é prova direta. Em nenhum momento nós apresentamos ele passando recibo sobre uma determinada quantia ou uma ordem escrita dele para que tal pagamento fosse feito ao partido ‘X’ com a finalidade de angariar apoio do governo. Nós apresentamos uma prova que evidenciava que ele estava, sim, no topo dessa organização criminosa”, disse ele.

Mas por que querem cassar um ex-presidente? Ora, porque representa uma ameaça permanente aos interesses de uma classe excludente, preconceituosa e mesquinha. Quando apresentou a denúncia Antonio Fernando de Souza (ex-procurador) afirmara não haver elementos para indiciar Lula no que concordou o STF, mas agora a Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF) pinçou elementos para indiciar o ex-presidente. Preocupa aos petistas? Claro que sim! Não pelos fatos em si porque surreais, mas pelo mesmo motivo que nos preocupou com a ação penal 470. O blogueiro Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania vê que o caminho desta ação seguirá o mesmo rito da AP 470: “A má notícia para Lula, para o PT e até para a presidente Dilma Rousseff – ainda que ela pareça não entender isso – é que o STF pode, sim, arrogar para si o julgamento do ex-presidente, caso a Procuradoria do Distrito Federal opte pela abertura de ação penal contra ele, pois aquela Corte pode entender que a característica da denúncia a enquadra no mesmo processo que condenou José Dirceu e companhia petista limitada”.

E com a orientação da velha mídia, aqui podemos incluir a ajuda do ministro Paulo Bernardo e do governo porque ineptos na regulamentação das mídias, que promete holofotes e algumas linhas presunçosas em benefícios daqueles, o STF poderá ignorar a falta de provas e condenar para manchar a imagem de um dos líderes mais carismático do mundo. Eduardo reclama da timidez do PT e tem razão. O PT hoje não tem um líder que consiga mobilizar as massas para dar um basta na situação. Talvez o senador Lindbergh Farias teria este perfil, mas resta saber se deseja assumir esta posição. Mesmo assim considero que Lindbergh estaria limitado com dificuldades de penetração em determinados Estados. O ex-presidente Lula é que, ao meu modo de ver, seria o único capaz de fazer esta grande mobilização nacional para:

1) Oxigenar o PT para resgatar bandeiras de lutas e formar novos líderes;
2) Incluir na pauta nacional a regulação das mídias quebrando o discurso de “censura” dos opositores;
3) Trazer o STF de volta à razão.

Não vamos esperar que os deputados e senadores eleitos façam algum movimento de mobilização neste sentido. Não se trata de medo apenas, trata-se de incapacidade mesmo.

Me toca entretanto a última entrevista do presidente Lula dada ao jornal Valor quando disse “…nunca pensei que eu fosse tão bem remunerado para fazer palestra. Sou um debatedor caro”. Então me pergunto: Lula deixaria de ganhar para gastar alguns milhares de reais para viajar pelo Brasil para mobilizar as massas? Ele abriria mão de algumas palestras para enfrentar essa meia dúzia que tem o poder da comunicação nas mãos?

Não encontro respostas para transmiti-las a vocês, mas sei, depender do PT para fazer o que é preciso sem a figura do seu líder maior é como pedir simplesmente que os barões das mídias façam jornalismo ético.

Como a mídia manipula o povo

Porcalistas da velha mídia continua a manipular informações astutamente. Confira:

O Estado de S. Paulo

Carta de embaixador dos EUA mostra preocupação com corrupção no governo Lula

Documento de diplomata americano foi revelado pelo site WikiLeaks esta semana

Jamil Chade

A diplomacia americana considera que a corrupção durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva era “generalizada e persistente” e atingia todos os Três Poderes. A avaliação foi revelada em uma carta enviada há um ano e meio pelo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, ao procurador-geral americano, Eric Holder.

Na carta, que servia como uma preparação para a visita de Holder ao Brasil, Shannon fez ainda um raio X da Justiça brasileira, acusando-a de “despreparada” e “disfuncional”. O documento foi revelado esta semana pelo WikiLeaks.

Essa não é a primeira revelação sobre os comentários da diplomacia americana sobre a corrupção no Brasil. Documentos de 2004 e 2005 revelaram a mesma preocupação e mesmo o risco de os escândalos do mensalão acabarem imobilizando o governo.

Mas o que fica claro é que, mesmo no último ano do governo Lula, a percepção americana não havia mudado sobre a presença da corrupção na administração. E o fenômeno não se limitaria aos Três Poderes. Segundo Shannon, as forças de ordem também seriam prejudicadas por “falta de treinamento, rivalidades burocráticas, corrupção em algumas agências e uma força policial muito pequena para cobrir um país com 200 milhões de habitantes”.

Outra constatação da diplomacia americana foi sobre os problemas enfrentados pela Justiça no Brasil. “Apesar de muitos juristas serem de alto nível, o sistema judiciário brasileiro é frequentemente descrito como sendo disfuncional, permeado por jurisdições que se acumulam, falta de treinamento, burocracia e atrasos”, escreveu o embaixador.

Para Shannon, “polícia, procuradores e juízes precisam de treinamento adicional” no Brasil. “Procuradores e juízes, em especial, precisam de treinamento básico para ajudá-los a caminhar em direção a um sistema acusatório mais eficiente”, escreveu.

Agora veja o documento divulgado pelo WikiLeaks e traduza-o. Tente encontrar a informação sobre o presidente Lula que o porcalista dO Estado de São Paulo escreveu. Use o Google Translate [http://translate.google.com.br/] e conheça a verdade. Ela o libertará desta porcalhada velha mídia.

SIPDIS

FROM AMBASSADOR SHANNON FOR ATTORNEY GENERAL HOLDER

STATE FOR WHA, WHA/BSC, USOAS

E.O. 12958: N/A

TAGS: PREL KJUS KCRM JUS OAS BR

SUBJECT: SCENESETTER FOR THE FEBRUARY 23-26 VISIT OF ATTORNEY GENERAL ERIC HOLDER TO BRAZIL

¶1. (SBU) I want to warmly welcome you to Brazil for your visit to Rio de Janeiro and Brasilia, and to attend the 8th Meeting of Justice Ministers of the Americas (REMJA). The Government of Brazil (GOB) is enthusiastic that you have decided to attend the REMJA, and you will be eagerly received at your Brazil-specific meetings. Within the broader bilateral relationship, justice and law enforcement issues are among those with the greatest potential and where Brazil’s growing international clout can be significant as we seek to obtain our objectives in South America, in multilateral organizations, and increasingly in other regions of the world. At the same time, longstanding wariness in some sectors of Brazilian government and society with regard to U.S. dominance, motives, and actions continues to require careful handling as Brazil asserts itself on the global stage, and puts a premium on regular dialogue and sustained relationship-building. Nonetheless, the GOB remains genuinely interested in developing a deeper relationship with the Obama Administration, and your engagement with Brazilian government leaders will provide a significant boost to our efforts to pursue a closer partnership on law enforcement issues.

Brazil’s Rapid Ascendancy…

¶2. (SBU) Brazil is changing rapidly. Already one of the world’s top-ten economies before the financial crisis, the continuation of solid economic management and better-than-expected performance has brought Brazil out of the crisis earlier than most countries and in a relatively stronger position. In addition to its open and stable economy, Brazil’s ascendancy is being driven by solid democratic institutions, a competitive private sector, an ample resource base, and a government intent on reaching beyond Brazil’s traditional role as a leader of South America. While continuing to pursue stability among Brazil’s ten South American neighbors, President Luiz Inacio Lula da Silva and Foreign Minister Celso Amorim have spent seven years aggressively reaching out to Africa, the Middle East, and Asia, as well as taking a prominent role in global trade, climate change, nuclear non-proliferation, and economic discussions. With its increasing global economic and diplomatic prominence, U.S. law enforcement interests in Brazil are also increasing, as the growth in legal trade, travel, communication, and finance in and through Brazil bring with them increased opportunities for criminal exploitation.

…Is Coupled with Emerging Country Problems

¶3. (SBU) Brazil’s emergence on the global stage comes even as the country continues to face notable challenges at home, which also touch directly on U.S. law enforcement interests. Some 50 million Brazilians, mostly in the northeast, are among the poorest in Latin America, and the gap between rich and poor is among the highest in the world. Although many jurists are top-flight, Brazil’s judicial system is often described as dysfunctional, hobbled by overlapping jurisdictions, lack of training, stultifying bureaucracy, and overwhelming backlogs. Persistent and widespread corruption affects all three branches of government. Enforcement capability suffers from lack of training, bureaucratic rivalries, corruption in some agencies, and police forces too small to cover a country of almost 200 million inhabitants. The slums of Rio de Janeiro, São Paulo, and other major cities often have little government presence, opening them to exploitation by increasingly powerful criminal gangs. Murder rates in many Brazilian cities are ten times those in the most violent U.S. cities, and Brazil now ranks second only to the United States in consumption of cocaine, in addition to being a major transit point for drugs headed to the Europe and the United States.

Successful Cooperation on Law Enforcement…to a Point

¶4. (SBU) USG law enforcement agencies (LEAs) with a presence in Brazil all enjoy a cooperative and active relationship with Brazil’s Federal Police (DPF). Over the last several years, we have made a concerted effort to reach beyond traditional contacts to non-traditional executive branch agencies and non-executive branch partners, including state and municipal governments, legislators, the private sector, and civil society. We have made new inroads with the judiciary and prosecutors, and spearheaded landmark Mission programs aimed at bringing them together with police to address common law enforcement objectives. This outreach has paid dividends in opening new areas of cooperation with eager partners and in increasing the chances of arrests, prosecutions, and convictions in cases important to the United States.

¶5. (SBU) At the same time, our increasing cooperation has been viewed with caution by some political elements of the GOB, who are concerned to maintain an equal partnership between our two countries and protect Brazilian sovereignty. This has had the effect of limiting cooperation to operational levels, and has occasionally placed limitations on cooperation even at those levels. This divide between policy and operational levels has been most noticeable as we seek to help Brazil strengthen its borders against international organized crime; generally good cooperation at an operational level has been offset by a reluctance to engage at a policy level on common threats in South America.

Prospects for Enhanced Policy Cooperation Are Growing

¶6. (SBU) Over the last months, the prospects for deepening our partnership have improved considerably. Brazil is rethinking its security and law enforcement strategies as it prepares to host the soccer World Cup in 2014 in twelve separate venues, and as Rio de Janeiro begins preparations to host the summer Olympic Games in ¶2016. The worsening situation in Bolivia with respect to drug trafficking has led the GOB to consider ways of working more closely with the United States. And in addition to hosting the REMJA, Brazil will host the once-every-five-years UN Crime Control Conference in April, and has launched a candidate to head the UN Office on Drugs and Crime.

¶7. (SBU) Your visit comes as Brazil gets back to business after the Carnival break and before electoral races for the October elections for Brazil’s next president, most members of congress, and all state governors begin in earnest this June. Although a new government will take office January 1, 2011, I believe there is ample opportunity to strengthen our collaboration across the full range of security issues that will carry through from this government to the next.

¶8. (SBU) As you meet with Brazilian officials, I believe you will find them eager to increase our ties. Police, prosecutors and judges all require additional training, and we have been particularly attentive to ways in which we can foster cooperation among the different branches. Prosecutors and judges, in particular, need basic training to help them move toward a more efficient accusatory system, and need specialized training in specific areas of interest to the United States: gangs and organized crime, drugs, trafficking in persons, and money laundering.

¶9. (SBU) The presence of U.S. Law Enforcement Agencies (LEAs) in Brasilia has amply demonstrated its value to our interests. However, as Brazil’s global economic and political clout continues to grow, I expect that our needs in the law enforcement area will continue to rise. I am currently reviewing our law enforcement presence in Brazil, and will value your input on how we can best be equipped to effectively combat international crime, organized crime, drug trafficking and terrorism in partnership with Brazil.

SHANNON

Eu e o que rola na blogosfera

Um teste sem edição. Veja se você vê a trajetória dos rolos de fitas. Um de apenas 6 cm, outro com 10. Sem câmera lenta, sem destaque, qualquer um pode ver que um objeto lançado deixa uma trajetória, mesmo com imagens gravadas de celular.

Nassif no TwitCam:

“A regulação do sistema de comunicação é uma necessidade de país desenvolvido”.

A ideia de manipulação é uma ameaça para a existência da Globo porque cria anticorpos na sociedade e no sistema político. O que a Globo faz é uma ameaça nacional. O envelhecimento dos estrategistas políticos da Globo, o excesso de arrogância e a falta de dicernimento político permite uma leitura da possibilidade da Globo usar um criminoso como o que participou da morte de Celso Daniel e fugiu da cadeia ha um mês e meio atrás, ou mesmo os chilenos que sequestraram o publicitário Washigton Oliveto, e saiam como suposta vítima da candidata Dilma por falta de limites.

A regulação do sistema de comunicação é uma necessidade de país desenvolvido.

Rodrigo Vianna no Escrevinhador conta que seu sítio aumentou em número de acessos graças a uma ação de hacker que implantou uma ameaça em um de seus arquivos. Sempre que o internauta clicava na página inicial aparecia uma mensagem informando que o site continha ameaças e que não era seguro para navegação. Como o sítio é confiável, os internautas não deram bola para o aviso e alavancaram a audiência para mais de 30 cliques no último sábado (23/10). Um arquivo do blog fora invadido, enviando ao “Google” a mensagem de que o Escrevinhador era um blog “perigoso”. A mesma técnica de invasão foi usada contra o blog do Azenha. Eliminamos o arquivo, mas o “Google” demorou algumas  horas para fazer nova varredura – e atestar que o blog não era mais uma “ameaça”. Disse Vianna.

O Tijolaço do deputado Brizola Neto traz um depoimento do meu xará Rildo Hora: “Votarei em Dilma.Essa bolinha de papel ou o rolo de fita crepe não mudarão nosso voto consciente. Queremos continuar diminuindo as desigualdades, criando um Brasil Novo, que não seja submisso, nem autoritário. Como está agora, Lula arrumou a casa com sabedoria, auxiliado por Dilma e seus ministros. Vão requentar essa bolinha, a história da Erenice, e o dossiê do Serra até o final da semana. Depois baixarão a cabeça e acompanharão pela TV a vitória de Dilma, que independe da mídia oficial. Lula criou um jeito novo de fazer política, convivendo com os contrários e companheiros, falando diretamente com a população.O presidente pode fazer isso,é legal e democrático. Por que FHC não o fez? Porque não tinha popularidade. Ora bolas! ou seja – BOLINHAS para eles.”.

O Vi o Mundo vídeos que desvendam a farsa da bolinha e um que é um pouco de história narrada pelo TwitCam com José de Abreu. Imperdível! Ele diz que o tucano fugiu quando presidente da UNE quando ainda era possível o diálogo entre a esquerda e a direita no Brasil.

Todos os grandes blogueiros [Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha, entre outros] trazem a carta ao Fernando Henrique Cardoso escrita por Theotonio dos Santos e que foi publicada no Carta Maior. Nesta carta Theotonio desbanca a carranca de FHC e diz que Lula é muito, mas muiiiito superior ao sociólogo que mandou esquecermos tudo o que ele escreveu.

Tucano convicto diz que campanha “é repulsiva”

Meus amigos e minhas amigas.

Peço que leiam o artigo do jornalista Paulo Nogueira, tucano convicto, foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo. Vive em Londres e é o responsável pelo sitio Diário do Centro do Mundo, portanto, longe de qualquer suspeita.

Imagens da televisão – não da Globo, naturalmente — parecem mostrar que Serra foi, na verdade, vítima de um atentado de bolinha de papel. Quando parecia impossível superar a infâmia de Monica Serra na “morte das criancinhas”, eis que seu marido aparece e a bate. Serra optou pelo pior caminho: o da derrota associada a abjeção. Como disse Cícero a Catilina na Roma antiga, até quando ele continuará a abusar de nossa paciênca? Agradeço os esclarecimentos, mandados por leitores prestativos. Decidi manter o texto original, acompanhado desse intróito, por refletir minha visão no calor dos acontecimentos.

SE alguém se surpreendeu com as últimas pesquisas, que parecem consolidar a caminhada de Dilma rumo ao Palácio do Planalto.

Eu não.

A campanha de Serra é repulsiva, e acabou por afugentar do PSDB gente que, como eu, tradicionalmente opta pelo partido.

O episódio de ontem no Rio é apenas mais um de uma lista de pequenas trapaças de Serras. Ele é provavelmente a primeira pessoa no mundo a fazer tomografia por receber uma fita crepe na cabeça. O médico que o atendeu disse, constrangido, que o exame acusara o que todo mundo já sabia. Não havia problema nenhum.

Serra aproveitou para fazer fotos no hospital, em meio a extemporâneas e descabidas declarações de paz e amor hippie. “Não entendo política como violência”, disse ele. Serra entende política como uma forma de triturar todo mundo para chegar à presidência. O melhor quadro do PSDB para suceder FHC era Pedro Mallan, que foi sabotado de todas as formas por Serra.

Serra quer ser muito ser presidente. O problema é que os brasileiros não querem que ele seja.

Em farisaísmo, a tomografia da fita crepe equivale à célebre frase de Monica Serra segundo a qual Dilma é a favor de matar criancinhas. Não conheceríamos a capacidade de jogar baixo de Monica se um repórter não estivesse presente para registrar a ação maldosa da candidata a primeira-dama.

Dilma deve ganhar menos pelos seus méritos e até menos pelo apoio do Lula do que pelos vícios da campanha vale-tudo de Serra.

Ele tem que sair de cena para que o PSDB se renove.

É possível que ele arraste Aécio na queda, agora que repousam sobre o mineiro as esperanças de operar uma reviravolta.  Dilma bateu Serra no primeiro turno, e Aécio disse que vai mudar isso. Faz alguns mandatos já que quem ganha em Minas leva a presidência, e por isso as esperanças se reabriram.

Só falta Aécio combinar com os mineiros.

A última pesquisa mostra que a distância de Dilma sobre Serra em Minas se ampliou em vez de diminuir.

Serra talvez possa culpar Aécio se a virada não aparecer, eassim prosseguir, como um interminável Galvão da política, mais alguns anos em sua louca cavalgada rumo à presidência, num titânico duelo de vontades contra os brasileiros.

Depois de pedir direito de resposta no Twitter; de supor que uma bolinha de papel pesasse meio quilo e de se apropriar da autoria da Lei do FAT, o candidato tucano consegue desagradar até seus pares no PSDB. Será que ainda há uma saída honrosa para o candidato?

Debate com tucano

Como tenho dito em algumas ocasiões, às quintas feiras tenho um compromisso com uma ONG em Engenheiro Pedreira, e neste período eleitoral tem acontecido debates onde algumas pessoas da comunidade são convidadas para falar de suas convicções. Hoje foi o dia de um tal Aragão, militar de reserva.

Eu cheguei com algum atraso e não o vi se apresentando. Soube apenas que era militar da reserva, que o chamavam de Aragão e que vota no tucano. Na sua preleção eu o ouvi falando que o presidente Lula aparelhou o Estado e que se Dilma vencer, quem vai governar é o PT. Disse também que Dilma foi guerrilheira e que o PT tem prática de fabricar dossiês para derrubar desafetos políticos, além de outras abobrinhas que não merecem detalhamento.

Quando ele terminou, os presentes (éramos 48 na platéia) foram convidados a fazer perguntas ou falar o que bem entendesse. Esperei que alguém se manifestasse, mas isso não aconteceu. Quando na terceira vez o dirigente da ONG pediu a participação da platéia, pedi a palavra para questioná-lo. Exigi que para isso ele deveria responder de maneira sintética para que eu não me perdesse no que tinha a dizer.

Perguntei ao milico Aragão sobre o que vem a ser “aparelhamento do Estado”, no que ele respondeu que é dar aos companheiros do PT os principais cargos do governo, em áreas estratégicas: “é a companheirada do PT na máquina do governo”, disse ele.

Aí então lhe pedi que me desse um nome do PT que tenha ocupado cargo no governo do FHC. Ele disse: “nenhum.” Um nome do PC do B: “nenhum, respondeu”. Eu lhe disse o nome do ministro dos Esportes Orlando Silva no governo Lula. Um nome do PDT. “Não sei se teve, respondeu”. Eu lhe disse o nome de Carlos Luppi, ministro do Trabalho do governo Lula. Então, um nome do PSB. “Não sei!” Eu lhe dei o nome de Luiza Erundina para ajudá-lo e citei o de Ciro Gomes em passagem recente e o governador Eduardo Campos que passaram pelo ministério de Ciência e Tecnologia. Então perguntei quem ocupava os principais cargos do governo Fernando Henrique Cardoso e ele teve a cara-de-pau de responder que não eram companheiros de sindicatos.

Claro que não! Disse-lhes. FHC tem horror a trabalhador. Como iria convidar um trabalhador para o seu governo?

Questionado sobre gente do PPS, do DEM e do PSDB ocupando cargos do governo ele respondeu afirmativamente. Mas estes são os partidos que apóiam o projeto do PSDB. Então o presidente pode distribuir cargos para os seus aliados que é “gestão democrática“, mas Lula distribuindo cargos entre seus pares é aparelhamento?

Também lhe perguntei sobre quem venceu as eleições em 2006. Ele respondeu: “Lula”. Ora, então era natural que Lula colocasse nos principais cargos da máquina estatal seus aliados e correligionários. Assim será com Dilma. Se desejássemos que o PSDB governasse, então todos votaríamos no tucano, mas queremos ter no governo o PT, então a maioria vai votar na Dilma. Se é o PT quem vai ganhar as eleições, naturalmente que é o PT que vai governar e não o PSDB com seus aliados. Seria uma discrepância eleger um para o outro governar!

Sobre os dossiês lhe apresentei a nota da Polícia Federal, no que ele refutou dizendo que a Polícia Federal é do PT. E contei a história da Dilma guerreira que enfrentou a ditadura militar sendo presa e torturada para denunciar os companheiros de luta contra a barbárie e que isso não devia ser confundido com guerrilheira, coisa que o Brasil não tem.

Na platéia um silêncio sepulcral.

Depois de outras argumentações mais, ele retoma a palavra: “É, isso aí é trololó petista!”

Gargalhada geral. A partir daí o milico começou a falar das possibilidade (impossíveis) de se ter um presidente com a qualidade (?) do tucano. O debate que devia durar cerca de duas horas, terminou 30 minutos mais cedo.

Resumo da ópera: entre os que participaram do debate hoje, e pelos cumprimentos que recebi, maioria absoluta vota Dilma. Mas isso foi apenas impressão. Não saí perguntando pelo voto de um ou de outro, mas deixei-lhes um panfleto da Dilma 13. Antes do dia 31 teremos o último encontro e teremos um novo palestrante. É esperar pra ver.

Sem lenga-lenga. Simples assim.

por Washington Araújo, da Carta Maior

Sem lenga-lenga inicial, vamos direto ao ponto descrito pelo autor:

[…]

1. Porque o avanço do tema aborto cruzava o Brasil como se planasse em céu de brigadeiro e, logo após “a publicação do relato de uma ex-aluna da mulher de Serra dando conta de que ela (Monica), em sala de aula, revelou já ter praticado um aborto” o tema desapareceu do noticiário com tal velocidade que até falar da construção da Transamazônica, nos momentos mais dolorosos do governo Médici parece notícia com muito mais cheiro de novidade para este segundo turno que a questão do aborto?

2. Havendo o tema descriminalização do aborto ter se levantado como onda de 11 metros, com a informação de que Monica Serra, mulher do candidato a presidência José Serra (PSDB), teria feito um aborto durante o período em que o tucano viveu exilado no Chile. Partiu de “gente com ficha limpa”: da bailarina e ex-aluna de Monica Serra na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sheila Canevacci Ribeiro… Cadê o jornalismo investigativo buscando ouvir ao menos mais 5 ou 6 alunas da professora Mõnica, ex-colegas de Sheila Ribeiro sobre o assunto?

3. Porque a simples nota da Assessoria do PSDB negando o aborto da mulher de seu presidenciável ao invés de deixar a onda se acabar na praia não produziu o que se esperaria de uma jornalismo minimamente partidário e independente: aumentar o esforço investigativo em torno do caso, afinal, não era ela que há algumas semanas panfletava em Nova Iguaçu (RJ) bradando que Dilma Rousseff (PT) “é a favor de matar criancinhas”?

4. Porque partiu de um líder católico, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo da antes pacata Guarulhos (SP) a encomenda de 20 milhões de panfletos, com assinatura de sua entidade-mor, a CNBB, com ataques claros e diretos à candidata da continuidade governista Dilma Rousseff?

5. E se em nota a própria CNBB afasta dos lábios sacerdotais o cálice amargo encontrado em Guarulhos… quem teria autorizado a impressão de sua chancela?

6. Como Dom Bergonzini conseguiu levantar tanto dinheiro para ação tão meritória e tão alinhada com as mensagens que há 2.000 anos sopram dos Evangelhos de Lucas, João, Mateus e Marcos?

7. E se não era dinheiro resultante de dízimos e doações de sua diocese, de onde viria tão elevada quantia – cerca de algo entre R$ 600 mil a R$ 800 mil, de que casa bancária, de que conta partidária teria sido debitado a quantia?

8. E em que conta da diocese de Guarulhos teria sido depositada a dinheirama?

9. Paulo Preto, personagem de outro escândalo ligeiramente escamoteado no principal telejornal da tevê brasileira, estaria envolvido com a gráfica demandada por Dom Bergonzini?

10. Quais as ações tanto da Justiça Eleitoral quanto de sua mais operosa agente do Direito, esta que parece trabalhar em três turnos sem qualquer intervalo, Procuradora Eleitoral Dra. Sandra Cureau sobre a impressão desses 20 milhões de folhetos?

11. Porque o governador José Serra considerou “irrelevante” o fato de a dona da gráfica de Guarulhos, segundo o jornal Folha de S.Paulo, além de filiada ao PSDB desde 1991 e se tratar da irmã do coordenador de infraestrutura de sua campanha, Sérgio Kobayashi?

12. Porque um dos lados, sempre que acusa o outro de grossas inverdades, campanhas subterrâneas de desqualificação, quando apresenta a ficha corrida de elementos gestores de uma ou de outra campanha, recebe como resposta padrão adjetivos ou frases curtas como “Irrelevante”, “Factóide”, “Não vai dar em nada(sic)” e fica por isso mesmo, dando-se por saciado o interesse jornalístico?

13. Porque um outro lado, por mais que refute as acusações, apresente dados, relatos circunstanciados, nome e sobrenomes de meliantes, passa a ser visto pela grande imprensa como “informação não confiável”, “ não publicável” ou daquelas que abastecem o extenso rol das “informações jornalísticas a serem sonegadas”?

14. Porque chefes da editoria de Economia & Finanças dos principais jornais e revistas do país não produzem estudos jornalísticos sobre as conseqüências para o Brasil de um salário mínimo rapidamente catapultado para R$ 600,00 – quais as implicações para as contas públicas? quais as repercussões nas contas da Previdência?

15. Porque a grande imprensa não convoca economistas de renome e lhes oferece espaço adequado em seus veículos para publicar suas análises sobre o impacto de um aumento na faixa dos prometidos 10% a todos os aposentados do Brasil logo no primeiro trimestre de 2011? Estaria dentro dos princípios que norteiam a celebrada Lei da Responsabilidade Fiscal?

São pautas para estudante de jornalismo algum colocar defeito. Quem, em sã consciência, não teria interesse de ver a equação da informação fechar de forma redonda e completa? E olha que deixei completamente ao relento a esquizofrênica pauta brandida por presidenciável desejoso de asfaltar formidáveis 4.000 quilômetros da rodovia Transamazônica ligando o Estado da Paraíba ao Estado do Amazonas.

[…]


Washington Araújo é jornalista e escritor. Mestre em Comunicação pela UNB, tem livros sobre mídia, direitos humanos e ética publicados no Brasil,  Argentina, Espanha, México. Tem o blog http://www.cidadaodomundo.org
Email – wlaraujo9@gmail.com

Com todo respeito caro Mestre, a resposta é simples: eles não fazem jornalismo. Isso que apresentam é um porcalismo sem precedentes. Talvez devesse ser tese de mestrado ou doutorado. A imprensa está acabando com o jornalismo e querem jogar a culpa na falta de “liberdade de expressão”. Mas eu respondo isso porque não sou jornalista. Quem sabe haja uma resposta diferente para os atuais e futuros jornalistas?!

Corrupção no governo de São Paulo

Agora a gente entende porque a imprensa paulista decidiu partir com tudo para cima do Lula e da Dilma, tentando iludir o povo brasileiro de que o tucano mentiroso seria o melhor para presidir o Brasil. Os Amigos do Presidente Lula, blog que a dona Cureau tentou calar, apresenta revelações bombásticas e que demonstram a relação promíscua que a imprensa paulista (Folha, Veja, Estadão…) tem com os tucanos de São Paulo. Leiam:

Corrupção na Imprensa: Grupo Estadão teve contrato prorrogado sem licitação no governo tucano

Quando a TELESP (Companhia telefônica de São Paulo) ainda era estatal, o Grupo Estadão explorava o filão de listas telefônicas, através de uma empresa do grupo: a OESP Gráfica. Era fornecedora da TELESP, em contrato que deveria haver licitação.

Mas em 1995, em pleno Governo Covas (PSDB), com Geraldo Alckmin (PSDB) de vice, e com Sérgio Motta (PSDB) no Ministério das comunicações, o Grupo Estadão conseguiu prorrogar o contrato de edição de lista telefonica SEM LICITAÇÃO.

Confira o documento aqui.

Qual o motivo para não fazer nova licitação, a não ser uma negociata?

Lista telefônica não é nenhuma emergência. Poderia aguardar o processo licitatório, sem qualquer prejuízo aos usuários, nem à empresa.

O plano real havia ocorrido há pouco tempo. Havia nova realidade econômica sem a inflação. A boa gestão recomendava nova licitação para baixar os custos.

Quem era o presidente da TELESP nesse período (1995-1998) e que assinou a prorrogação era o tucano Carlos Eduardo Sampaio Dória (PSDB/SP), ex-vereador e ex-deputado federal.

Atualmente, Sampaio Dória foi alojado por Geraldo Alckmin e José Serra (PSDB/SP) à frente da ARTESP, o órgão que regula o bilionário e estratégico negócio dos pedágios.

Isso ajuda a explicar a afinidade do Estadão com a candidatura de José Serra (PSDB), no editorial em que declara apoio a José Serra (PSDB). Mas este caso é café pequeno diante de outros casos mais escabrosos, que ainda vamos abordar em outras notas.

Corrupção na imprensa paulista: esconderam as milionárias transações de Marcos Valério com a TELESP em 1997

Xii… Eduardo Azeredo (PSDB/SP) pode ser o pai do mensalão, mas parece que a mãe foram os demo-tucano paulistas. Pois os primórdios foram em São Paulo, em 1997, estendendo até 1998, quando ocorreu um esquema milionário dentro da TELESP com a empresa de Marcos Valério.

Deu no Jornal do Brasil (RJ), de 20/01/2006:

Entidades públicas administradas pelo PSDB teriam depositado R$ 104 milhões na conta de empresa de Marcos Valério

Daniel Pereira e Tina Vieira

BRASÍLIA – A CPI dos Correios demonstrou ontem que tem munição contra o PSDB. Uma nota técnica à disposição da comissão revela que uma contano Banco Industrial e Comercial S/A (Bicbanco), da agência SMPB São Paulo, de propriedade de Marcos Valério Fernandes de Souza, recebeu em 1997 e 1998 cerca de R$ 104 milhões, em valores atualizados em novembro de 2005, de duas entidades públicas sob responsabilidade de governantes tucanos. Como no caso das operações efetuadas no governo atual, a CPI suspeita de desvio de recursos públicos para alimentar partidos políticos.

Além disso, vislumbra a possibilidade de comprovar que Marcos Valério opera esquemas de drenagem do erário pelo menos desde meados da década passada. Obtida pelo Jornal do Brasil, a nota técnica apontadepósitos e ordens de crédito a favor da SMPB São Paulo efetuados pela TELESP, então empresa de telecomunicações do Estado de São Paulo, e pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Em ambos os casos, o enredo não é original e envolve, por exemplo,pagamentos superfaturados por serviços não comprovados e saques em dinheiro vivo. A atenção da CPI dos Correios está voltada, sobretudo, para o relacionamento entre a Telesp e a agência de Marcos Valério.

Entre abril de 1997 e setembro de 1998, a empresa [TELESP] despejou na conta da SMPB São Paulo cerca de R$ 41 milhões, em valores da época, ou R$ 73,3 milhões, em números atualizados em novembro de 2005 com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A maioria dos depósitos ocorreu antes das eleições gerais de 1998 e da privatização da Telesp, realizada em julho daquele ano. A nota técnica menciona indícios de que os depósitos ”podem ter apresentado irregularidades na sua utilização capazes de caracterizar desvio de recursos públicos”. Entre os indícios, destaca-se o fato de o contrato entre a Telesp e a SMPB São Paulo prever o pagamento de, no máximo, R$ 4 milhões. Ou seja, dez vezes menos do que o total depositado na conta da agência de Marcos Valério.

Diante da disparidade dos números, o presidente da CPI dos Correios, Delcídio Amaral (PT-MS), enviou ofício à Telesp questionando se foram fechados outros contratos de prestação de serviço no período sob investigação e a relação discriminada dos pagamentos deles resultantes. Em resposta à CPI, a empresa declarou a existência apenas do contrato de R$ 4 milhões, assinado pelo então diretor Carlos Eduardo Sampaio Doria. Eleito deputado federal pelo PSDB em 1998, Sampaio Doria também foi presidente da Telesp.

Hoje, ocupa o cargo de diretor de controle econômico e financeiro da Agência de Transportes do Estado de São Paulo e tem assento no conselho consultivo da Fundação Mário Covas, governador de São Paulo entre 1995 e 2001, quando faleceu. Na resposta à CPI dos Correios, a Telesp reconheceu ainda que ”para alguns dos pagamentos realizados não estão disponíveis as informações sobre subcontratada, tipo de serviço e valor dos honorários, em razão do modo de arquivamento anterior ao período de privatização e além do prazo legal de sua manutenção”.

– Isso é gravíssimo, é um crime – disse o relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), sobre os desembolsos realizados sem previsão contratual comprovada e sem a respectiva prestação de serviço.

Também causa espécie aos técnicos da comissão o fato de a SMPB ter repassado recursos para seis empresas que teriam sido abertas apenas para receber dinheiro oriundo do caixa da Telesp. As notas emitidas pelas empresas eram seqüenciais, ou seja, sinalizam que a então estatal era a única cliente delas. Todas as empresas são controladas pelos irmãos Ricardo…

Duplicatas da TELESP aparecem na denúncia do PGR contra Eduardo Azeredo

Na denúncia apresentada ao STF pelo Procurador-Geral da República contra Eduaro Azeredo, devido mensalão tucano, já aprecem duplicatas da TELESP sendo ofereridas como garantia ao Banco Rural pela SMPB para retirar empréstimos, que foram usados para financiar a campanha eleitoral.

PIG escondeu a notícia e blindou governo tucano paulista

Quantos dos amigos leitores tomaram conhecimento desta notícia?

E quem souber de alguma nota publicada sobre o assunto no PIG (Folha, Estadão, Veja ou Globo) favor avisar ao blog.

Ganha um doce quem conseguir garimpar uma nota no Estadão. O Grupo tinha contrato de fornecimento de Lista Telefônica para a TELESP, sem licitação, na época dos supostos ilíticos.

Tá. Agora entendemos direitinho!