• Chegou a hora da verdade, golpistas

    No Blog da Cidadania

    Imagino que poucos tenham sido os que perderam tempo de sono assistindo à encenação barata levada a cabo no Senado da República na madrugada desta quinta-feira, 12 de maio de 2016. Este blogueiro não esteve entre esse bando de crédulos, por óbvio. Pouco importou o que disse este ou aquele senador. As cartas estavam marcadas.

    Não aconteceu nada de relevante no Plenário do Senado. Todos sabiam que nada havia a esperar. Nenhuma defesa de Dilma, por mais brilhante que fosse, mudaria o rumo das coisas. Nenhuma acusação que coonestasse o que lá ocorria veio nos salvar da confirmação de que a democracia estava sendo violentada com requintes de crueldade – pela capa torturante de “legalidade” (mal) estendida sobre o processo de impeachment de Dilma Vana Rousseff.

    O impeachment, pode-se dizer, ocorreu sob amplo constrangimento dos seus autores, dos seus executores e da assistência no entorno.

    Leia mais em Gestão Dória será investigada por cárcere privado de servidores


  • A Justiça de Moro – Cláudia Cruz, inocentada. Já Marisa Letícia, nem depois de morta.

    O Cafezinho

    Por Bojonas Teixeira Marisa Letícia, submetida ao estresse extremo, sofreu um AVC e morreu. Os médicos são unânimes em que o ambiente de pressão, de perseguição e linchamento foi causa decisiva para essa morte. Mas, mesmo assim, Sérgio Moro não a absolveu. Os advogados pediram a absolvição dela após a morte. Mas ele não aceitou. Apenas decretou a “extinção da punibilidade”. Ou seja, manteve um espinho cravado sobre a alma dela, mesmo depois de morta. Perseguindo-a, com as fúrias da lei, mesmo no outro mundo. Mas e Claudia Cruz? Cláudia, foi absolvida.

    Marisa Letícia nunca teve conta na Suíça, não fez gastos de US$ 526 mil no cartão de crédito, ou seja, mais de meio milhão de dólares, em compras suntuosas nas capitais do luxo. No entanto, apesar de Cláudia, como é conhecida na intimidade, gastar mais de meio milhão de dólares em futilidades, Moro viu nisso só inocência. Só vislumbrou boa fé. No caso de Maria Letícia, ao contrário, aceitou a denúncia ridícula que a acusa de lavagem de dinheiro por um triplex que ela nunca usou. Cláudia Cruz comprou, usou, consumiu, usufruiu, ostentou. Mas é inocente. Já no caso de Marisa, não comprou, não usou, não habitou – Mas havia elementos suficientes para que o juiz aceitasse a acusação.

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  • Doleiro preso por tráfico ajudaria Aécio na lavagem de propina, suspeita Lava Jato

    GNN Notícias

    Jornal GGN - No documento em que reforça o pedido de prisão contra Aécio Neves ao Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República Rodrigo Janot revela que além da empresa da família Perrela, um doleiro condenado por tráfico internacional de diamentes é suspeito de ajudar o senador mineiro na lavagem da propina que ele teria recebido da JBS.

    Nas investigações sobre o caso, a Polícia Federal flagrou o assessor parlamentar de Zezé Perrela, Mendherson Souza Lima, conversando de maneira cifrada com o doleiro Gaby Amine Toufic Madi, condenado a 7 anos de prisão em 2016.

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  • Recomendo leitura

Fascismo, moro e essa molecada do mbl.

fascismoO fascismo se adapta aos modismo como um camaleão e se apropria de símbolos e elementos históricos do grupo que ele quer dominar. O objetivo é chegar o poder e seu discurso é inovador, revolucionário e cativante, mas assim que chega ao poder torna-se extremamente autoritário, hierárquico e trabalha para a manutenção do status quo desde que se submentam à sua autoridade (Rodrigues, disponível em https://youtu.be/I4wJ8iTqgVY). Vocês se lembram do mbl (movimento Brasil livre) se apropriando dos movimentos do MPL (Movimento do Passe Livre)? Vocês se lembram de como eram revolucionários e como arrebanharam dezenas de simpatizantes? Pois o mbl reúne um bando de inconsequentes como Fernando Holiday, que se elegeu vereador em São Paulo e Kim Kataguiri, com a promessa de livrar o Brasil da corrupção, logo eles que jamais trabalharam em suas vidas.
Continuemos…
Fascismo é uma mistura de ideias políticas que vai da extrema esquerda à extrema direita, portanto, contraditório. Humberto Eco vivenciou e nos deixou sua compreensão do fascismo dizendo-nos que eles se apresentavam na Itália como revolucionários, mas apoiavam a monarquia; anunciavam lealdade ao exército, mas tinham sua própria milícia; discursavam como religiosos e tinham no cristianismo a base para a bondade e a caridade, mas ao mesmo tempo ofereciam uma educação xenofóbica, etnofóbica, violenta e opressora. Recentemente Fernando Holiday, vereador em São Paulo, invadiu uma escola pública paulista para “fiscalizar” possível doutrinação marxista por parte dos professores (Veja em https://goo.gl/g8Lqkj ). O movimento desse grupo que se iniciou em junho de 2013 chegou a apresentar como slogan “Deus, pátria e família”. Membros do movimento ostentavam cartazes com dizeres “menos Paulo Freire”, o maior educador brasileiro e mais lido no mundo. O mesmo grupo que atacava com discursos revolucionários jamais brandiu uma única palha contra os corruptos da direita minoritária, mas potentosa com aliança mídia-direita e judiciário, a mesma direita que fez uma reforma que empobrece o ensino fundamental e médio no Brasil, suprimindo ou facultando o ensino de disciplinas fundamentais para a formação acadêmica do estudante.
Paxton (?)¹, em A Anatomia do Fascismo, nos revela que o fascismo teve seu êxito inicial com “meliantes que chegaram ao poder numa época de decadência moral” e que nem a psicanálise soube explicar por qual razão “se alguns líderes do fascismo eram de fato loucos, seu público os adorava”. Chegamos ao juiz de Curitiba, Sergio Roberto Moro. Sim, porque só sendo louco para jogar no limbo uma carreira conquistada, sabe-se lá como, mas que lhe permitia ser um Jurista e não um justiceiro, para fazer Justiça e não justiçamento. Ou seja, ele poderia optar por equalizar as desigualdades, mas optou por outro caminho. Foi ele que aboliu o Estado de Direito para praticar seu justiçamento. E Paxton revela que o fascista tem preocupação obssessiva com o declínio comunitário, com a vitimização, a humilhação e adota cultos de compensação de unidade, energia e pureza associando-se às elites rompendo com a liberdade democrática e o Estado de Direito e passam a perseguir pessoas, grupos e/ou instituições, usando de uma violência redentora, sem limites éticos e legais em nome de uma limpeza interna e uma expansão externa (Rodrigues).
Se lembram de como foi a condução coercitiva do presidente Lula? Obersevem o modus operandi e me digam se não houve violência desnecessária. O próprio presidente Lula reclamou com o autor do mandato de condução coercitiva. Esta, na Lei, só deveria acontecer caso o convidado a depor se negasse a fazê-lo, mas não houvera, até ali, nenhum convite ao presidente Lula para depor, logo, sem necessidade da condução coercitiva. Correlacionem a teoria de Paxton com as ações de Sérgio Moro e vejam se não houve ruptura da liberdade democrática e ruptura do Estado Democrático de Direitos em nome do combate à corrupção. Esse discurso, entretanto, opõe-se diametralmente às suas práticas, pois aliou-se à elite brasileira levando ao poder meliantes investigados pela justiça com provas cabais de crimes de corrupção. Para alcançar seu intento não teve pudor em ignorar os limites da ética e da legalidade jurídica da qual deve pautar suas ações enquanto Juiz de Direito.
Paxton também ressalta que o fascismo usa da retórica apoiada no sentimento de grave crise fora do alcance de soluções pelos meios tradicionais (voto livre, Democracia, Estado de Direito) e apontam sugestão como representação política única por partido de massa organizado hierarquicamente com ideologia sustentada pelo discurso do líder que sozinho é capaz de determinar valores, ritos e destinos históricos de sua nação. É característica desse fascismo exaltar a coletividade em detrimento dos valores individuais liberais e projetos comuns rejeitando pensamentos contrários como o comunismo, o socialismo, o anarquismo optando pela colaboração, ainda que forçada, de classes estagnadas incapazes de se opor ao regime. Na essência é um modelo contrarrevolucionário que rejeita a luta de classes. Será que somos capazes de enxergar fascismo nesse combate sistemático aos movimentos sociais como o MST e a CUT? Essas duas entidades tão combatidas recentemente pela elite empoderada pelo fascismo jurídico de Sérgio Moro estão em permanente conflito com a classe dominante e por isso necessário destrui-las para reinar a paz desejada pelos fascistas. Todas as características apresentadas por Rodrigues e Paxton estão presentes nas atitudes do juiz Sérgio Moro e do grupo mbl. Creiam que mesmo com a crise econômica de 2009, que se alastrou pelo mundo ,o Brasil tinha seus impactos sob controle. A partir do impeachement da presidenta Dilma e com a situação sob o controle dos fascistas liderados pelo jurista Sérgio Moro entramos numa recessão gerando desemprego e diminuindo a renda do trabalhador, mas a maior crise estamos vivendo nesse momento, e é uma crise moral porque sob a batuta do fascismo optamos por afastar os inocentes (até hoje jamais encontraram provas de corrupção do presidente Lula e jamais apresentaram provas de incapacidade ou de improbidade da presidenta Dilma) e colocar corruptos comprovados em seus lugares.
O pior de tudo: o judiciário brasileiro se ajoelhou diante do barulho estridente do fascismo.
¹ Paxton, Robert. A Anatomia do Fascismo. Paz e Terra, ?, tradução de Patrícia Zimbes e Paula Zimbes.

Lula é o único que pode mobilizar as massas

Já foi um tempo em que o Partido dos Trabalhadores, por meio de um simples militante de uma pacata cidadezinha do interior, conseguia mobilizar as massas para manifestar-se sobre qualquer assunto. Hoje, portanto, isso não é mais possível. O PT, na verdade, não consegue reunir num mesmo espaço sequer todos os recém filiados. Em Queimados, por exemplo, as plenárias para abonar as novas filiações foram divididas em três, em bairros diferentes, e mesmo assim são grandes os esforços para reunir os novos filiados.

O líder comandando as massas. Há outro que possa fazer o que Lula fez?

O líder comandando as massas. Há outro que possa fazer o que Lula fez?

Desde ontem sabemos que o ex-presidente Lula vai ser investigado por suposto envolvimento com o que eles chamaram de mensalão. Contra José Dirceu e José Genoino, mesmo reconhecendo não haver provas o STF decidiu julgar procedente as denúncias condenando-os a alguns anos de prisão. O ministro Ricardo Lewandowisk disse por ocasião do julgamento do mensalão que “O MP não logrou produzir prova nenhuma sobre a alegada subordinação entre José Dirceu e Delúbio, o qual agia com total independência no que tocava às finanças do partido”. O próprio procurador da República Roberto Gurgel afirmou numa entrevista concedida à Folha de São Paulo que fez contorcionismo para apontar a responsabilidade de Dirceu no imbróglio: “Não é prova direta. Em nenhum momento nós apresentamos ele passando recibo sobre uma determinada quantia ou uma ordem escrita dele para que tal pagamento fosse feito ao partido ‘X’ com a finalidade de angariar apoio do governo. Nós apresentamos uma prova que evidenciava que ele estava, sim, no topo dessa organização criminosa”, disse ele.

Mas por que querem cassar um ex-presidente? Ora, porque representa uma ameaça permanente aos interesses de uma classe excludente, preconceituosa e mesquinha. Quando apresentou a denúncia Antonio Fernando de Souza (ex-procurador) afirmara não haver elementos para indiciar Lula no que concordou o STF, mas agora a Procuradoria da República do Distrito Federal (PRDF) pinçou elementos para indiciar o ex-presidente. Preocupa aos petistas? Claro que sim! Não pelos fatos em si porque surreais, mas pelo mesmo motivo que nos preocupou com a ação penal 470. O blogueiro Eduardo Guimarães do Blog da Cidadania vê que o caminho desta ação seguirá o mesmo rito da AP 470: “A má notícia para Lula, para o PT e até para a presidente Dilma Rousseff – ainda que ela pareça não entender isso – é que o STF pode, sim, arrogar para si o julgamento do ex-presidente, caso a Procuradoria do Distrito Federal opte pela abertura de ação penal contra ele, pois aquela Corte pode entender que a característica da denúncia a enquadra no mesmo processo que condenou José Dirceu e companhia petista limitada”.

E com a orientação da velha mídia, aqui podemos incluir a ajuda do ministro Paulo Bernardo e do governo porque ineptos na regulamentação das mídias, que promete holofotes e algumas linhas presunçosas em benefícios daqueles, o STF poderá ignorar a falta de provas e condenar para manchar a imagem de um dos líderes mais carismático do mundo. Eduardo reclama da timidez do PT e tem razão. O PT hoje não tem um líder que consiga mobilizar as massas para dar um basta na situação. Talvez o senador Lindbergh Farias teria este perfil, mas resta saber se deseja assumir esta posição. Mesmo assim considero que Lindbergh estaria limitado com dificuldades de penetração em determinados Estados. O ex-presidente Lula é que, ao meu modo de ver, seria o único capaz de fazer esta grande mobilização nacional para:

1) Oxigenar o PT para resgatar bandeiras de lutas e formar novos líderes;
2) Incluir na pauta nacional a regulação das mídias quebrando o discurso de “censura” dos opositores;
3) Trazer o STF de volta à razão.

Não vamos esperar que os deputados e senadores eleitos façam algum movimento de mobilização neste sentido. Não se trata de medo apenas, trata-se de incapacidade mesmo.

Me toca entretanto a última entrevista do presidente Lula dada ao jornal Valor quando disse “…nunca pensei que eu fosse tão bem remunerado para fazer palestra. Sou um debatedor caro”. Então me pergunto: Lula deixaria de ganhar para gastar alguns milhares de reais para viajar pelo Brasil para mobilizar as massas? Ele abriria mão de algumas palestras para enfrentar essa meia dúzia que tem o poder da comunicação nas mãos?

Não encontro respostas para transmiti-las a vocês, mas sei, depender do PT para fazer o que é preciso sem a figura do seu líder maior é como pedir simplesmente que os barões das mídias façam jornalismo ético.

13 quilometros e 72 quebra molas

Ta faltando asfalto na sua rua? Tem muitos buracos? Por que as prefeituras não fazem manutenções das ruas com regularidade?

Um internauta, usuário do Facebook, publicou em sua timeline que na rua Padre Marques, em Queimados, a prefeitura tinha refeito o quebra molas em frente a oficina de motos, mas deixou parte da pista com o asfalto esfarelando a cinco metros do quebra-molas.

No trajeto entre Austin e Engenheiro Pedreira se feito pela Rodovia Presidente Dutra registra 19 quilometros de distância. Quando feito cortando a cidade de Queimados, o trajeto tem apenas 13.

O que diferencia os dois trajetos e que me faz optar pelo primeiro é a quantidade de lombadas colocadas nas ruas. Contados foram 72 quebra molas entre Engenheiro Pedreira e Austin. Em Engenheiro Pedreira nem seria necessário porque a quantidade de buracos nas ruas é tão grande que obriga os motoristas a fazer manobras em velocidade bastante reduzidas para evitar grandes impactos nos automóveis.

Em Queimados a prefeitura ensaiou melhorias no bairro Tri-campeão e no Inconfidência colocando meio-fio nas laterais das ruas, mas bastou passar o período eleitoral e tudo voltou ao que era antes. Com as frequentes chuvas, o ensaio feito no Inconfidência já se perdeu. O meio fio coloca em risco os pedestres que passam no trecho da rua Ouro Branco.

No Tri-campeão um dos moradores fez uma placa de papelão e escreveu “buraco do Max”, atribuindo o feito ao prefeito reeleito Max Lemos (PMDB).

Entre os bairros Campo da Banha e Inconfidência os quebra molas foram refeitos e ficaram mais altos, mas na rua Alvarenga Peixoto, em frente a padaria tem, entre um quebra molas e outro, 20 metros de buracos para serem recapeados.

Qual o problema desses gestores? O que de fato é prioridade pra essa gente que diz pensar na população?

Não estou pedindo a retirada dos quebra molas, mas a recuperação asfáltica das ruas antes que se deteriorem por completo.

Os irmãos do Presidente LULA

Vavá e os irmãos não ficaram ricos com o irmão presidente.

Reproduzo artigo do Blog dos Amigos do Presidente Lula

A Folha, jornal dos tucanos, foi xeretar a vida dos irmãos do Presidente Lula,diferente do tucano José Serra, ninguém ficou rico na política. Veja a matéria para os assinantes…

Vavá tinha 108 canários do reino, hoje não resta nenhum. O motivo: os ratos de telhado que invadiam o viveiro do seu sobrado na periferia de São Bernardo do Campo, Grande São Paulo.

A casa simples onde mora Vavá, ou Genival Inácio da Silva, irmão do presidente Lula, é a mesma há 36 anos.

Às vésperas do segundo turno da eleição, ele conversou por uma hora com a Folha. De início, gritou para a mulher, que atendeu o portão, que não queria papo.  Mas logo cedeu e convidou a reportagem a entrar.

Primeiro falou na apertada sala (5 m2), decorada com móveis tipo Casas Bahia, azulejo barato, uma TV grande e três quadros: uma foto oficial do presidente (com o autógrafo “Para o meu querido irmão Vavá, um abraço do Lula”); um retrato em preto e branco da mãe, dona Lindu, e um quadro bordado de uma mulher-anjo.

Depois, no terraço do primeiro andar nos fundos da casa, onde havia a criação, contou que os ratos arruinaram os canários e ele foi forçado a dar os que restaram.

Personagem do noticiário em 2007, quando foi indiciado pela Polícia Federal por tráfico de influência e exploração de prestígio na Operação Xeque-Mate (que investigou máfia de caça-níqueis), Vavá foi excluído da denúncia do Ministério Público.

“Os caras pensam que a gente é milionário. Quebraram a cara. Desmoralizam você, te jogam no lixo. Se não tiver cabeça, acabou.”

Aposentado como supervisor de transporte da Prefeitura de São Bernardo, pouco sai de casa. Ainda se ressente de seis cirurgias nos últimos anos (no fêmur e na coluna).

DUREZA

A poucos dias de Lula deixar a Presidência, após oito anos no cargo, os seus seis irmãos vivos moram em situação semelhante à de Vavá, alguns com maior dureza.

O primogênito, Jaime, 73, vive numa periferia pobre de São Bernardo, acorda diariamente às 4h30 e vai de ônibus para o trabalho, numa metalúrgica na Vila das Mercês, zona sul de São Paulo.

Marinete, 72, a mais velha das mulheres, que foi doméstica na juventude e hoje não trabalha, é vizinha de Vavá.

Quando a Folha o entrevistava, ela surgiu no terraço dos fundos do seu sobrado, colado ao dele, para checar um contratempo. “Não tem água. Acabou a água da rua e estou sem água”, queixou-se. “Marinete do céu, nenhuma das duas [da rua ou da caixa]?”, questionou Vavá.

O fotógrafo da Folha subiu no muro para checar o registro da caixa d’água. “Ó o sujeito… Ah, você não vai subir, não. Filhinho de papai, não sabe subir em muro”, gracejou Marinete.

Vavá, 71, é o terceiro. É seguido por Frei Chico (José Ferreira da Silva), 68, o responsável por introduzir Lula no sindicalismo. Metalúrgico aposentado, Frei Chico recebe ainda uma indenização mensal de R$ 4.000 por ter sido preso e torturado na ditadura. Presta assessoria sindical e mora em São Caetano.

Maria, a Baixinha, 67, e Tiana (cujo nome de batismo é Ruth), 60, a caçula -Lula, 65, está entre as duas-, completam a família. A primeira vive no mesmo bairro que Vavá e Marinete e não trabalha; Tiana, merendeira numa escola pública, mora na zona leste de São Paulo.

Esses são os sobreviventes dos 11 filhos de dona Lindu com o pai de Lula, Aristides -que teve vários outros filhos com outras mulheres.

SAÚDE

Todos os irmãos do presidente Lula têm problemas de saúde. Jaime e Maria enfrentaram cânceres. Frei Chico é cardíaco. Vavá tem complicações ósseas.

Marinete está com uma doença grave que os irmãos não revelam.”Só tem o Lula bom ainda”, afirma Frei Chico.

Os parentes dizem não receber auxílio financeiro do presidente e não se queixam disso. “Ele não foi eleito presidente para ajudar a família. Seria ridículo se desse dinheiro”, declara Vavá.

“Não tem o que dizer. O Lula tem a vida dele, temos a nossa. Ainda posso trabalhar, trabalho”, diz Jaime.

Frei Chico conta estar aliviado com o fim do mandato de Lula na Presidência. Ele acredita que vai cessar o assédio aos irmãos em busca de atalhos até o Planalto.”Para nós, só tem a melhorar. Vamos ficar mais tranquilos em relação à paparicagem. É muita gente enchendo o saco, gente que achava que a gente podia fazer alguma coisa”, afirma.

Os irmãos não têm ilusão de que, ao deixar Brasília, Lula seja assíduo nas reuniões familiares. “Estamos envelhecendo, a família vai chegando ao fim e assumem os filhos e sobrinhos, a família lateral”, diz Vavá.O consolo é pensar que o irmão famoso estará mais perto. “Ele disse que não vê a hora de voltar [para São Bernardo] para descansar um pouco. Ele está muito cansado. O Lula tem trabalhado muito”, afirma Marinete.

Armação para ligar PCC à Dilma

Reproduzo na íntegra este artigo por considerá-lo da maior importância e gravidade.

A testemunha-bomba do PiG (*) é para associar Dilma ao PCC

Navalha

Perceba a possível conexão entre o teor do texto e a notícia veiculada em Brasília:

A “bala de prata” é a maior fraude da história política do Brasil

Indivíduos do Capital e da região de Sorocaba, com diversas passagens pela polícia (roubos, receptação, assaltos à mão armada, seqüestros etc.) foram contatados por políticos ligados ao PSDB local através de um elemento intermediário com trânsito mútuo;

Foram informados de que “prestariam serviços” e levados até um shopping da cidade de São José do Rio Preto;

Lá mantiveram encontro com outras três pessoas, descritas como “muito importantes”, e receberam um adiantamento em dinheiro vivo;

Não se tratava de qualquer encomenda de morte, assalto ou ato criminoso tão comum para os marginais recrutados;

Imediatamente, tais bandidos foram levados até o Rio de Janeiro, a um bairro identificado como Jardim Botânico, onde ficaram confinados por dois dias;

Uma equipe de TV, num estúdio particular, gravou longa entrevista com os bandidos. O script era o seguinte: “somos do PCC, sempre apoiamos o governo Lula e estamos com Dilma”. Não fugiu disso, com variações e montagens em torno de uma relação PCC/Lula/PT/Dilma;

Os bandidos recrutados também foram instruídos a fazer ligações telefônicas para diversos comparsas que cumprem penas em penitenciárias do Estado de São Paulo. A ordem era clara: simular conversas que “comprovassem” a ligações entre o PCC e a campanha de Dilma;

Tudo foi gravado em áudio e vídeo;

A farsa começou a ser desmontada quando o pagamento final pelo serviço veio aquém do combinado;

Ao voltarem para São Paulo, alguns dos que gravaram a farsa decidiram, então, denunciar o esquema, relatando toda a incrível história acima com riqueza de detalhes;

As autoridades já estão no encalço da bandidagem. De toda a bandidagem;

A simulação seria veiculada por uma grande emissora de TV e por uma revista depois do término do horário eleitoral, causando imenso tumulto e comoção, sem que a candidata Dilma Rousseff, os partidos que a apóiam e o próprio governo Lula tivessem o tempo de denunciar a criminosa armação;

Essa é a “bala de prata”. Já se sabe seu conteúdo, os farsantes e o custo, além dos detalhes. Faltam duas peças: quem mandou e quem veicularia (ou ainda terá o desplante de veicular?) a maior fraude da história política brasileira;

Com a palavra, as autoridades policiais.

A propósito, o amigo navegante enviou essa “nota” extraída da imprensa de Brasilia:

29/09/2010 | 00:00 – www.claudiohumberto.com.br

Almoço global

A Rede Globo oferece em São Paulo almoço vip, nesta quinta, data do último debate presidencial, a Leandro Daiello, superintendente local da Polícia Federal – que anda atarefada com inquéritos de Erenice & cia.

Quem manda na Polícia Federal de São Paulo ?

Extraído do Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

Balaio do BXD

Rápidas

Qual o motivo da omissão ao nome da Dilma? O tucano já não é conhecido por todos?

– Por que a Folha de São Paulo esconde o nome Dilma Rousseff na chamada de capa do seu panfleto? É preciso expor mais o nome daquele que vem sendo preparado ao longo da vida para ser presidente?

Nota: Este texto foi publicado às 10:10 horas. No início da tarde a Folha corrigiu a falha e colocou o nome da candidata na chamada da matéria (confira a segunda foto).

Num outro artigo a Folha diz que o ex-governador de Minas

Algum tempo depois a Folha corrige o erro. Intencional?

Gerais e candidato ao Senado Aécio Neves (PSDB) vai abrir espaço em seu horário na TV para o candidato tucano à Presidência. Resta saber qual vai ser o impacto disso por lá.

Diz a reportagem que mais de 7 milhões de eleitores desconhecem o candidato de Aécio para a Presidência da República e revela que, “em conversa por telefone com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, Aécio afirmou que irá incluir Serra em seu programa”.

A suspeita revelação

“A Folha assistiu a todos os programas de Aécio desde o dia 1º de setembro. A imagem de Serra, que tem participado de caminhadas com Aécio no interior de Minas, nunca é exibida. No entanto, cenas com Antonio Anastasia, candidato do PSDB ao governo, aparecem repetidas vezes, sempre em eventos de rua”. Não lhe parece, caro leitor, que foi a Folha quem deu um ultimato ao candidato Aécio Neves? Isso não sugere uma relação umbilical dessa empresa com o ninho tucano? Suspeito. Muito suspeito.

Dora Kramer escreve em sua coluna no Estadão sobre a participação no programa de Dilma Roussef. Me chama a atenção que estes porcalistas do PIG, sempre que dizem ter informações, nunca citam suas fontes. Cá pra nós, mas isso é invencionice deles ou eles diriam que são suas fontes. Ela disse: “A segunda hipótese parece a mais provável como medida preventiva à primeira. Tendo sido isso mesmo – aqui e ali aparecem notícias de assessores do presidente dizendo que ele decidiu “dar um tranco” na oposição -, a participação de Lula no horário eleitoral para defender sua cidadela não atingiu o objetivo como em outras vezes”. Uma pergunta: quando foi que saiu notícia de alguém dizendo que LULA ia “dar um tranco” na oposição?
Carta Maior destaca em seu editorial:

“UM MILHÃO DE POBRES A MENOS

Na maior crise do capitalismo mundial desde 1929, um milhão de brasileiros deixou a pobreza no ano passado, conforme os dados da PNAD-2009, processados pelo economista Marcelo Neri, da FGV. No fechamento da era FHC, em janeiro de 2003, o Brasil tinhsa 49 milhões de pobres; total reduzido para 28,8 milhões agora. Ainda é muito, mas a trajetória de inclusão ganhou inegável velocidade: se considerarmos pobres aqueles que ganham até 1/2 salário mínimo por mes, o percentual da pobreza na população recuou de 44,9% no final do ciclo tucano para 29,7% agora. A renda média dos domicílios –soma de salários, benefícios sociais, aposentadorias,etc– cresceu 3,6% ao ano desde 2004. No ciclo tucano, de 1998 a 2003, que também enfrentou crises internacionais, porém amenas perto da explosão gerada pelo fim da bolha das subprimes nos EUA, a renda média dos domicílios brasileiros caiu 4% ao ano. Ou seja, não houve anteparo social contra as intempéries brutais da meteorologia capitalista. Os mercados cuidavam do assunto…”
Os blogues destacam o comício que Lula participou ontem em São Paulo por Mercadante, Marta e Netinho. O Tijolaço enfatiza quando o presidente disse “Quando eu entrei, em 2003, eles queriam vender a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa.
O presidente fez um apelo por mudanças: “São Paulo não pode ficar na mão de tucano a vida inteira. O Século 21 merece coisa melhor, merece mais arrojo, por isso a gente não tem que vacilar”.
A Batalha de São Paulo já tem o seu general”.

O Onipresente volta com o vídeo do tucano cantando uma música evangélica e comenta sobre o tracking que aponta oscilação negativa da candidata petista Dilma Rousseff que aparece com 53%. Os tucanos Serra e Marina ficaram estacionados com 21 e 9 pontos percentuais respectivamente.

Os Amigos do Presidente Lula destaca ser mentira o discurso do tucano sobre o bilhete único em São Paulo. Diz PH que a iniciativa foi no governo de Marta Suplicy quando prefeita de São Paulo e não dele como aparece em propagando de TV.

O Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim traz uma entrevista exclusiva com o jornalista Elmar Bones da Costa que denunciou o que chamou de “maior fraude da história gaúcha”. Germano Rigoto briga e tenta calar o jornal o jornalista. Amorim destaca: “O irmão de Germano Rigotto, candidato a senador pelo PMDB, é a peça central da fraude que lesou o povo gaúcho em quase 800 milhões”.

Luiz Carlos Azenha em Vi o Mundo faz uma análise do conceito jornalístico do Jornal Nacional que começa com “A polícia paulista mostra serviço apurando a quebra de sigilo fiscal, que é o centro da cobertura “política” da Globo. Em seguida, os candidatos são usados como meros coadjuvantes para fazer jogo-de-cena no roteiro de Ali Kamel”, omitindo informações que destacam o Brasil nos dias atuais. “Ontem foi um dia especialmente farto em números da economia: as vendas de cimento cresceram 14,6% de janeiro a agosto; as vendas de material de construção devem crescer 11% em 2010; “Um milhão de brasileiros deixam a pobreza mesmo com a crise”, diz a FGV; Caixa Econômica Federal vai emprestar 70 bilhões em 2010 para a habitação, diz o G1. E por aí vai”. Ele conclui perguntando “qual é mesmo a proposta do Serra?”.