Comentário para a Rádio Novos Rumos em 30 de maio de 2012 às 12:35h
Boa tarde Dine Estela, Felipe e amigos da RNR
Hoje eu vou complementar o comentário de ontem que ficou interrompido pelo excelente desserviço prestado pela nossa detestável operadora OI.
Então, como eu estava dizendo ontem, a publicação da revista Veja no sábado é uma senha para que os outros jornais, especialmente O Globo e A Folha de São Paulo e o Jornal Nacional replicassem a informação durante esta semana com o claro objetivo de causar reboliço na CPMI do Congresso Nacional.
A tática não está dando certo porque já percebemos que a velha mídia não vai pautar a CPMI. Ontem os integrantes da CPMI quebraram o sigilo da Delta a nível nacional e, a partir daí, de onde surgirem informações que comprometam governadores, estes serão, ao seu tempo, chamados.
Mas o imbróglio criado pelo magistrado Gilmar Mendes é notícia o dia inteiro na CBN, em todos os telejornais da TV Globo e diariamente nos jornais O Globo e A Folha de São Paulo. E a cada dia com dados que nos parecem mais fofocas que informações: ontem mesmo o ministro Gilmar Mendes desmentiu a revista Veja, dizendo que não tinha sofrido pressão, que não era bem assim, mas voltou a atacar o presidente Lula e agora também o ex-ministro Nelson Jobim. Por que ele ataca Jobim agora? Ora, se só estavam os três no escritório de Jobim, e Jobim já negou a existência de tal conversa sobre o mensalão, o magistrado tem que dizer que ambos o convidaram para pressionarem juntos e assim sua versão toma ares de verdades para a velha mídia.
Então o site UOL utiliza o Nadvorny, um software de análise de frequência de voz, tecnologia usado pelos serviços de inteligência das polícias do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal, que aponta trechos de “alto risco” de fraude na entrevista do ministro Gilmar Mendes veiculada nesta segunda-feira pelo canal “GloboNews”.
Eu posso concluir que essa mídia tem um alto envolvimento no esquema de Carlinhos Cachoeira assim como o ministro do STF Gilmar Mendes e, por este motivo, atiram para todos os lados tentando tirar a credibilidade da CPMI. Mas não conseguirão.
Ontem, durante o seu depoimento na Comissão de Ética do senado, o senador Demóstenes Torres do Democratas de Goiás (embora digam que está sem partido), comprometeu o magistrado ao dizer que Gilmar Mendes prevaricou e cometeu improbidade no exercício da presidência do STF.
Para agravar a situação do ministro, todos os citados por ele nas entrevistas negam veementemente suas versões. Só a velha mídia acredita nele.
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